As vendas internas de maio não alteraram o ranking das montadoras fabricantes de automóveis e comerciais leves que vem se repetindo nos últimos meses. Ao contrário, ao que tudo indica, reforçaram que o Brasil pode mesmo ter um novo quarteto na liderança, com a Hyundai – ou mesmo a Toyota – ocupando o histórico lugar da Ford.
A marca coreana, novamente, deteve no período a quarta maior fatia, com exatos 10,1 %, ou 79,2 mil veículos negociados, 9 mil a mais do que a quinta colocada, a Toyota, que tem 8,9% de participação no acumulado de 2016. A Ford segue na sexta posição, com 8,5% e 66,7 mil veículos licenciados no período.
A diferença entre a quarta e a sexta colocadas, sobretudo, pode ser explicada pela enorme variação que obtiveram na comparação com o mesmo período do ano passado. Enquanto as vendas da Hyndai recuaram 3,9% em cinco meses, as da Ford despencaram 41,4%, a maior queda entre as dez maiores fabricantes do País em 2016.
Se a disputa entre Hyundai e Toyota pelo quarto posto ainda passa longe de uma definição, o trio que lidera o mercado mantém uma distância folgada para elas. A Volkswagen, a terceira do ranking, negociou 105,8 mil automóveis e comerciais leves até maio, 36,5% menos do que em igual período do ano passado. Ainda assim a diferença para a Hyundai é muito significativa: maios de 26 mil automóveis e comerciais leves de vantagem.
General Motors, com 16,5% de participação, e Fiat, com 13,5%, seguem respectivamente como primeira e segunda colocadas no ano. A montadora italiana, porém, tem bem mais com o que se preocupar. O fraco desempenho inicial do subcompacto Mobi, que em dois meses de mercado registrou pouco mais de 3,5 unidades negociadas, não tem compensado a saída do Uno Vivace de produção.
Depois da Ford, a Fiat é a marca que registra a maior queda no ano dentre aquelas que ocupam os dez primeiro lugares: as 118,2 mil unidades vendidas de janeiro a maio foram 40,9% inferiores às do mesmo período do ano passado.
Mas a FCA, detentora da Fiat, tem o que comemorar: sua outra grande marca aqui, a Jeep, somou 22,2 mil veículos vendidos no acumulado de cinco meses, 382,9% a mais do que no mesmo período de 2015, deteve a nona posição no período e 2,8% de participação.

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