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04/10/2016

Abeifa quer repasse de cotas de importação

Por Alzira Rodrigues

- 04/10/2016

A Abeifa, Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos, reforçará junto ao governo o pleito de retirada das cotas de importação limitadas ao teto de 4,8 mil unidades ou ao menos que haja a liberação das cotas não utilizadas por algumas marcas para outras que já atingiram seu limite. A informação é do presidente da entidade, José Luiz Gandini, que prevê para este ano a importação de apenas 39 mil veículos pelas associadas sem fábrica local, o que representará queda de 35% em relação aos 60 mil do ano passado.

“Para este fim de ano e o próximo vamos manter a bandeira da entidade de dialogar com o governo federal no sentido de acabar com os 30 pontos porcentuais a mais no IPI a partir do Inovar-Auto 2, solicitando que após o pagamento de 35% de imposto de importação haja isonomia entre os nossos produtos e os produzidos no Brasil”, adianta Gandini.

Com relação ao sistema de cota, a entidade defende uma flexibilização no caso de ela não ser extinta. A ideia seria repassar volumes não utilizados por algumas marcas para as que atingiram o limite a que tinham direito. Seria uma alternativa de ao menos minimizar as dificuldades enfrentadas hoje pelo setor que, após as limitações impostas pelo Inovar-Auto, tem visto suas vendas despencarem ano a ano.

No que diz respeito ao mercado interno em geral, Gandini acredita que finalmente o setor chegou ao fundo do poço. Ele estima vendas totais este ano de 1,9 milhão a 1,95 milhão de automóveis e comerciais leves, com as empresas associadas à Abeifa comercializando apenas 39 mil unidades importadas. No acumulado do ano até agosto, suas afiliadas emplacaram 24,5 mil unidades, recuo de 42,6% na comparação com as 42,6 mil de igual período de 2015.

Para 2017, estima uma retomada gradual do mercado, com crescimento na faixa de 8% a 10% nas vendas internas totais e também nas de importados, com algo em torno de 2,1 milhões de unidades a serem emplacadas no ano que vem: “Se houver a aprovação dos ajustes propostos, o novo governo terá como trabalhar. E no momento em que os consumidores voltarem a acreditar nas metas de ajustes fiscais e houver novas ondas de investimentos no País, o setor automotivo certamente será beneficiado, até porque a relação automóvel por habitante ainda é muito baixa no Brasil”.


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