AutoData - Creta, a nova aposta da Hyundai
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07/12/2016

Creta, a nova aposta da Hyundai

A Hyundai Motor Brasil iniciou a produção de sua segunda linha de veículos na fábrica de Piracicaba, SP, com o SUV compacto Creta. O modelo, apresentado no recente Salão do Automóvel de São Paulo, será oferecido a partir da segunda quinzena de janeiro em cinco configurações com preços que variam de R$ 73 mil a R$ 99, 5 mil.

A marca segue o que muitas das concorrentes já vêm fazendo nos últimos anos: tentar beliscar fatia dos SUVs, um dos segmentos que mais crescem no mercado brasileiro. De acordo com dados da própria Hyundai, a categoria cresceu 12% em quatro anos. Em 2012, a participação da categoria no mercado nacional de automóveis e comerciais leves era de 7%. Deve encerrar este ano com 16%, algo como 300 mil unidades.

A Hyundai estabeleceu para o Creta missão de brigar pela faixa do segmento de SUV compactos, a maior da categoria e a mais competitiva. Rodolfo Stopa, gerente de produto da marca, contabiliza que esta fatia dobrou de volume de 2012 a 2016: vendia 100 mil e deve chegar a 200 mil unidades este ano.

“Na época o segmento era disputado praticamente por Ford Ecosport e Renault Duster, modelos que de lá para cá perderam 50% dos seus volumes com a chegada de novas opções. Não dá para dormir no ponto, o mercado muda muito rápido”, diz o executivo.

A fim de encher os olhos do consumidor, a Hyundai organizou a gama do Creta com modelos bem equipados desde sua versão de entrada, a Attitude, com motor 1.6 de 130 cv e câmbio manual de seis marchas. Segue pela intermediária Pulse, que permite configurações com motores 1.6 ou 2.0 de 166 cv e transmissões manual ou automática, também de seis marchas, e encerra com a Prestige, a topo de linha, oferecida somente com motor 2.0 e câmbio automático.

Embora também seja oferecido pela marca em outros mercados, como Rússia e Índia, o Creta chega ao País com algumas alterações estéticas e de acabamento, “mais ao gosto do brasileiro”, como definiu Stopa. “Faltava para o mercado nacional mais sofisticação e conforto.”

O modelo então ganhou apliques cromados no contorno dos faróis e algumas ousadias internas, como mistura de materiais e cores. Caso do acabamento de couro marrom nos estofados da versão Prestige. Nela, aliás, há outra singularidade: os próprios bancos possuem sopradores de ar para minimizar a temperatura do corpo em contato com o revestimento.

Além dos airbags e freios ABS obrigatórios, são equipamentos comuns a todas as versões, por exemplo, sistema multimídia, ar-condicionado, direção elétrica, travamento automático de portas, computador de bordo, rodas de liga leve, chave do tipo canivete com telecomando e sistema start-stop. Recursos como controle de tração e de estabilidade, como também assistente de saída em rampa são encontrado a partir das versões intermediárias.

As metas da Hyundai são ousadas. Stopa projeta vender por volta de 3 mil unidades/mês, dos quais 40% com motor 1.6 e 60% com o 2.0. Das vendas totais, o gerente de produto acredita que as versões com câmbio automático responderão por mais de 90%. “É consumidor que não é tão sensível ao preço e que já não admite um carro sem transmissão automática.”


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