A tecnologia de telecomunicações 5G, mais rápida do que a 4G e ainda inédita nas redes do País, gerará no mundo oportunidades de negócios no valor de US$ 2,4 trilhões no setor automotivo em 2035. Desse valor US$ 506 bilhões terão como origem negócios de fornecedores da cadeia automotiva e outros US$ 467 bilhões serão gastos pelas fabricantes de veículos. De acordo levantamento feito pela Qualcomm, fabricante de equipamentos na área de telecom, os investimentos estarão concentrados basicamente em projetos de carros autônomos e sistemas que conectarão os veículos à internet.
O setor automotivo é um dos que mais utilizarão aplicações da rede de 5G, apontou a empresa. O volume de negócios esperado pelo setor nos próximos dezoito anos representa 20% de tudo aquilo que a tecnologia deverá gerar no mercado global, coisa de US$ 12,3 trilhões. Para que essa projeção se torne realidade o levantamento sugere que medidas estruturais sejam tomadas pelas maiores cidades no sentido de difundir as aplicações da rede ultrarrápida. Dentre elas a mais crítica é a exigência ou incentivo da construção de redes de fibra óptica próximas às rodovias.
De acordo com Hélio Oyama, diretor de marketing de produto da Qualcomm, espera-se que em 2019 o 5G entre em operação comercial em países avançados, como Japão e Coreia do Sul. No setor automotivo o executivo apontou que as primeiras aplicações serão feitas na comunicação dos carros: “O 5G é tecnologia que transfere dados à velocidade de 1 milissegundo. Logo o que se espera é que seus primeiros testes em veículos seja no sentido de estabelecer comunicação. E, a partir daí, surgirão aplicações em torno disso”.
No Brasil, disse o executivo, o 5G ainda é algo distante. Ele afirmou que, além de uma regulamentação para a internet ultrarrápida, serão necessários investimentos na infraestrutura pela qual passará o sinal da internet: “Precisamos de mais antenas e de uma rede de fibra óptica maior, mas antes de tudo de uma regulamentação que defina as características do modelo brasileiro para o 5G”.
As oportunidades se darão em três áreas específicas. A primeira: no desenvolvimento de novas ferramentas de entretenimento e monitoramento de veículos. O estudo indica que empresas de tecnologia, conteúdo e de software serão as maiores beneficiadas pelo uso do 5G em veículos. A segunda serão as próprias fabricantes, que terão o controle da comunicação dos veículos. Ou seja: uma vez detentoras da tecnologia que torna viável a comunicação com um automóvel, por exemplo, ela poderá negociar sua exploração comercial com outras empresas.
Por último o 5G estimulará o surgimento de novos modelos de negócios de transporte compartilhado. De acordo com o estudo a rede de dados 5G aumentará a atratividade de serviços como o do Uber, por exemplo. Isso porque poderá acelerar a criação de ferramentas que sejam mais moldáveis às necessidades das pessoas.
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