Quatro anos depois que a MAN Latin America transferiu a operação da fábrica de Puebla para Querétano, ambas no México, sua produção chegou a 5 mil veículos – a maior parte montada a partir de kits CKD enviados do Brasil. Leonardo Soloaga, diretor geral da companhia ali, disse que a expectativa é aumentar o volume montado nos próximos anos:
“Em três anos o plano é chegar a 14 veículos por dia. Hoje temos uma produção de 6 unidades diárias e uma capacidade instalada de 20 por dia. Isso tudo em função do nosso crescimento anual, principalmente no segmento de caminhões”.
O crescimento da MAN no país, segundo Soloaga, no acumulado até maio, foi de 28%, bem acima da média da indústria local, que ficou em 3%: “O México é o segundo maior mercado de exportação da MAN Latin America, atrás apenas da Argentina, e também abriga a maior fábrica da região fora do Brasil. Aumentando a produção na fábrica do México crescem, também, as exportações de kits CKD a partir do Brasil”.
No primeiro trimestre a MAN ampliou em 40% as exportações de caminhões e ônibus na comparação com os resultados do mesmo período de 2016. Os embarques totalizaram 1 mil 747 unidade, incluindo aí veículos montados e desmontados. Somente para o México as exportações cresceram 38% no período.
O executivo disse que na fábrica de Querétano 60% da linha são dedicados à produção de ônibus da marca Volkswagen e o restante para caminhões. Entretanto, dependendo da demanda, a produção pode ser ajustada, pois, é uma linha flexível:
“Nos últimos meses fizemos uma venda para a Heineken, de 160 caminhões para distribuição. Até abril entregamos 60 unidades, 40 serão entregues este mês e o restante, outros 40, em julho”.
A Heineken comprou caminhões do modelo Workline 17.230 – equivalente ao da linha Worker no Brasil. Os veículos receberam configuração sob medida, desenvolvida pela engenharia brasileira, para atender a todas as demandas do cliente que vai operá-los na distribuição urbana de bebidas.
A customização dos caminhões da Heineken foi feita no centro de modificações, o BMB, que recebeu investimento de US$ 500 mil, que serão gastos até 2018. Roberto Cortes, presidente e CEO da MAN Latin America, disse que, com esse serviço, o potencial do crescimento no país aumenta:
“O México é nosso segundo maior mercado de exportação, com grande potencial de crescimento. A chave de nosso sucesso reside no conceito sob medida. Nesse sentido a fábrica de customização nos abrirá oportunidades importantes”.
Instalada naquele país desde 2004 a companhia acumula mais de 12,4 mil unidades produzidas – a primeira fábrica da empresa funcionou de 2004 a 2009 em Puebla, a 330 quilômetros da sede atual.
Rede crescente – Soloaga disse que para sustentar o crescimento projetado na produção para os próximos anos a MAN deverá ampliar também a sua rede de concessionários no país. Hoje são treze grupos e dezessete revendas:
“Nossa estratégia é chegar a trinta pontos de venda e a 25 grupos até 2020. Com uma rede desse tamanho conseguiremos atender à demanda crescente pelos veículos produzidos em Querétano”
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