Rota 2030 abrirá o mercado. De maneira definitiva.

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30/08/2017

O fim das cotas de veículos e o pênalti dos 30 pontos porcentuais para as empresas importadoras, iniciados no período do Inovar-Auto para tornar mais competitiva as operações dos fabricantes locais, desde sempre foi um ponto polêmico do regime automotivo que se encerra em dezembro. Nos bastidores é certo que essas barreiras à importação cairão, mas as razões são maiores desta vez:

 

“Foi iniciativa do governo propor que as empresas, no Brasil, deixassem de disputar um mercado de pouco mais de 2 milhões de unidades para se credenciarem a um mercado de 90 milhões de unidades”.

 

A afirmação é de Luis Rezende, presidente da Volvo Cars, que participa dos grupos de trabalho do Rota 2030 representando os interesse da associação dos importadores, a Abeifa. Ele está bastante otimista que todas essas barreiras cairão em 1º de janeiro, abrindo definitivamente o mercado interno: “Será uma grande surpresa caso não aconteça”.

 

Além da principal razão, que seria evitar uma ação na OMC, Organização Mundial do Comércio, a novidade é que estão construindo uma política industrial que coloca o País como um verdadeiro competidor global daqui em diante.

 

“O Brasil já está pronto para ser uma base de produção global relevante pelo simples fato de que já temos tudo aqui: fábricas, engenharia e mercados vizinhos interessantes.”

 

E o primeiro passo será abrir definitivamente o mercado interno. As possibilidades são enormes para os importadores que, não é de hoje, reclamam da impossibilidade de melhorar suas vendas. Como reforça durante as apresentações da Abeifa seu presidente, José Luiz Gandini:

 

“O comportamento dos dados de licenciamentos dos importados este ano continua mostrando claramente que as empresas associadas à Abeifa estão impedidas de comercializar seus produtos fora de suas respectivas cotas. É bem verdade que os consumidores brasileiros estão retraídos. Mas, no caso dos importados, isso se deve ao regime de exceção, no qual as associadas estão limitadas à cota de até 4,8 mil unidades por ano. Em qualquer unidade vendida fora dessa cota o preço final ao consumidor fica sem competitividade. Por isso ninguém está vendendo fora da cota”.

 

Ainda é cedo para estimar o volume do mercado de importados em 2018 – mas o horizonte se apresenta muito mais promissor para essas empresas com o advento do Rota 2030.

 

Foto: divulgação