Brilho ainda silencioso

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DE DETROIT, MI - A tradição do Salão de Detroit unia luzes e música em doses generosas. A crise de tantos anos forçou o bulício à aposentadoria: houve salões tão macambúzios que é melhor esquecer. Mas o deste ano, também no Cobo Hall, aberto à imprensa na segunda-feira, 15, se é quase silencioso ao menos tem brilho – luzes não faltam e isso prenuncia algo próximo da volta a melhores tempos. Mas tudo começou no domingo à tarde, quando a Ford apresentou o novo Edge ST, a nova Ranger e o seu Mustang Bullitt.

Bill Ford e Jim Hackett, CEO e presidente mundial da Ford abriram as apresentações. O Edge ST é o primeiro SUV Ford mexido pela sua divisão Performance, de veículos de alto desempenho, a nova Ranger também é exclusiva para o mercado dos Estados Unidos e, o Bullitt, uma versão limitada do Mustang em homenagem aos 50 anos do clássico filme estrelado por Steve McQueen: motor V8 5.0 de 480 cv que permite máxima de 262 km/h.

Nem sempre o Salão de Detroit mostra surpresas que chegarão ao consumidor brasileiro – desta vez o novo Volkswagen Jetta certamente será exceção: mostrado aqui com motor 1.4 tem câmbio de oito marchas e design traseiro que remete ao sedã Virtus.

Tiguan, importado do México, chegará ao Brasil ainda neste semestre, e o SUV Atlas, produzido aqui, será lançado aí até dezembro.

Mas quem fez mais festa na manhã da segunda-feira foi o Grupo BMW, pelos seus resultados do ano passado: alta rentabilidade, com 8% a 10% de taxa de retorno, com a produção recorde de pouco mais de 2,4 milhões de unidades no mundo todo. Renovou seus Mini hatch e cabrio e, por meio de comunicado, anunciou suas chegadas ao Brasil no segundo semestre.

Também na segunda-feira foram anunciados o carro, o utilitário e a picape do ano, respectivamente Honda Accord, Volvo XC60 e Lincoln Navigator.

 

Foto: Divulgação.