BMW e EDP lançam primeiro corredor elétrico do Brasil

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18/07/2018

São Paulo – O Grupo BMW e a EDP, empresa do setor elétrico, apresentaram na quarta-feira, 18, o primeiro corredor elétrico brasileiro. Seis pontos de recarga para veículos elétricos foram instalados em postos da rede Ipiranga, parceira na iniciativa, na rodovia Presidente Dutra, no trajeto que liga São Paulo ao Rio de Janeiro – um trecho de 430 quilômetros.

 

O investimento chegou a R$ 1 milhão e contemplou, além dos pontos de recarga, a rede elétrica dos postos onde foram instalados. Segundo o presidente da BMW, Helder Boavida, os clientes poderão carregar os veículos elétricos, sem custo, a partir de segunda-feira, 20:

 

“O serviço não terá custo para os clientes nos próximos seis a doze meses, quando estudaremos qual a melhor forma de efetuar a cobrança e o valor pago pela energia que abastece as baterias”.

 

Segundo Jeronimo Santos, diretor de varejo da Ipiranga, há possibilidade de cobrar por tempo de recarga, por consumo de kW e até mesmo uma mensalidade fixa – podendo, portanto, o consumidor usar qualquer ponto de recarga da rede para recarregar as baterias do veículo. Mas ele calcula custo equivalente a 20% do gasto para abastecer um veículo com motor a combustão, tomando como base modelo com consumo de dez quilômetros por litro de gasolina.

 

Para carregar 80% da bateria do BMW i3, modelo elétrico da companhia, os postos de recarga precisam de 25 minutos. Boavida disse que modelos de outras marcas também poderão usar os pontos:

 

"Todos os proprietários de carros elétricos no Brasil poderão usar nossos postos de recarga, pois eles foram feitos com mais de um tipo de conector para atender todos os modelos do mercado nacional. Cada ponto consegue atender dois carros ao mesmo tempo, sem afetar o tempo de recarga".

 

A maior distância de um ponto a outro é de 122 quilômetros. Um BMW i3 com 80% de carga oferece 150 quilômetros de autonomia. Boavida não quis estimar quantos usuários passarão pelos postos de recarga por mês, mas a sua expectativa para o começo de operação é baixa. A BMW calcula que a frota brasileira de híbridos e elétricos seja, atualmente, de dez mil unidades – e, neste ano, outros 3,3 mil deverão ser vendidos.

 

A BMW vendeu 203 modelos elétricos no Brasil, dos quais 170 i3 e os demais do híbrido esportivo i8. A empresa não faz projeções de vendas para o segmento: “Até julho foram vendidos dez i3. Para o resto do ano não fizemos projeção, temos que ver como o mercado a economia se comportarão”.

 

Projeções BMW – O presidente da BMW projeta crescimento na casa dos dois dígitos nas vendas da empresa: “Até julho crescemos 20%, mas acho que não será possível manter esse ritmo até o fim do ano. Esperamos que nosso crescimento fique de 10% a 20%, com base nos 10 mil 160 veículos comercializados no ano passado".

 

Como os carros produzidos pela BMW no Brasil dependem de muitos componentes importados, o dólar mais alto é um dos fatores que impedirá a BMW de manter o ritmo de crescimento.

 

Segundo Boavida ainda é prematuro avaliar o Rota 2030, uma vez que não foram estabelecidas as metas a cumprir e os benefícios que o programa trará, por se tratar de medida provisória: "Esperamos que o Rota 2030 se torne um projeto de lei e que os pormenores sejam definidos, para que fique claro como será o futuro da indústria".

 

Foto: Divulgação.