Motos: crescimento em 2018 beira os 20%.

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09/10/2018

São Paulo – À exceção das exportações, o segmento de motocicletas só tem razões para comemorar os números de setembro: no comparativo anual e do acumulado o resultado é bastante positivo, ainda que a base seja baixa, corroída por vários exercícios de retração.

 

Segundo dados divulgados pela Abraciclo na terça-feira, 9, a produção em setembro foi de 80,7 mil unidades, o que representa crescimento de 5,2% ante mesmo mês de 2017 e queda de 23,4% ante agosto, que teve quatro dias úteis a mais.

 

Com isso de janeiro a setembro as fabricantes de motocicletas acumulam 777 mil unidades produzidas, alta de 19,2% ante a soma dos primeiros nove meses do ano passado.

 

Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, atesta que “os resultados registrados até o momento são recebidos com entusiasmo, pois confirmam nossa expectativa de crescimento no volume de produção” – a projeção da associação é que o ano encerre em 980 mil unidades, elevação de 11%.

 

No mercado os números positivos se repetem. Setembro viu vendas no atacado de 76,7 mil motos, alta de 21% ante mesmo mês de 2017 e baixa de 19,3% ante agosto. No acumulado são 711,7 mil, elevação de 18%. Já no varejo setembro foi de 74,1 mil, crescimento de 12% no comparativo anual e redução de 16,7% no mensal. No acumulado são 696 mil, avanço de 8,7%.

 

A média diária de vendas no varejo chegou no mês passado a 3,9 mil unidades, desempenho relativamente estável perante agosto, em leve redução de 1%.

 

A encrenca mora mesmo nas exportações: os embarques para a Argentina representam mais de 70% do total e, com a forte retração dos pedidos ali, os números dos embarques naufragaram. Em setembro foram enviadas ao Exterior apenas 3,3 mil motos, queda de 70% ante mesmo mês de 20178 e de 56% ante agosto.

 

Com isso setembro marcou reversão da curva do acumulado nas exportações de motos: na soma dos primeiros nove meses do ano são 57 mil unidades, baixa de 3,6% ante mesmo período de 2017 – até agosto o índice acumulado era positivo em 12%.

 

Foto: Agência Brasil.