Noma busca voltar ao azul em 2019

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CompartilheImplementos Rodoviários
05/04/2019

São Paulo – Após três anos de crise a Noma, fabricante de implementos rodoviários de Maringá, PR, aposta em retomada de crescimento. O CEO Marcos Noma afirmou à Agência AutoData que a projeção para 2019 é voltar a fechar o ano com números positivos.

 

“Essa foi a maior crise pela qual passamos. Agora, depois de adequarmos as operações, acreditamos ser possível acompanhar a expansão projetada para o mercado, de aproximadamente 15%”.

 

Noma acredita que a renovação de frota, postergada nos últimos anos por causa da crise, virá em 2019, ajudando o setor a expandir – a aposta é que o agronegócio puxe essa demanda.

 

A nova geração de implementos Titanium, recentemente lançada para ser o carro-chefe da empresa e destinada ao segmento de caminhões pesados, deverá ser o grande motor para o crescimento. “A crise nos fez buscar produtos mais eficientes. Apostamos na linha Titanium, mais leve do que a anterior, e que consegue suportar mais carga”.

 

O CEO acrescentou que a nova linha consegue, também, rodar com uma quilometragem maior antes de demandar uma revisão.

 

Para receber a nova linha – e atender às novas demandas de um mercado mais modesto pós-crise – a fábrica da Noma em Maringá passou por modificações na estrutura, com objetivo de reduzir custos, elevar a produtividade, eficiência.

 

“Com as mudanças alcançamos capacidade produtiva de 390 unidades por mês e, ao longo do ano, esperamos elevar a 490 implementos mensais. Antes da crise, porém, nosso volume mensal era de 788 unidades”.

 

Essas alterações foram necessárias porque a crise reduziu o mercado em 30%. Na sua avaliação quem não se adequasse a esse tamanho não sobreviveria. O quadro de funcionários foi reduzido para 480 trabalhadores – em 2013, no auge do setor, a Noma chegou a empregar 1,4 mil colaboradores.

 

“Com esse número estamos prontos para atender o mercado, mas como queremos aumentar a capacidade produtiva ao longo do ano, planejamos contratar mais 50 colaboradores”.

 

Números semelhantes a 2013 Noma acredita que só poderão chegar a partir de 2021 – mas, segundo ele, o mais importante, é um crescimento saudável, que possa ser mantido ao longo dos anos.

 

Foto: Divulgação.