M-B passará por maior mudança no seu modelo de negócios

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17/07/2019

São Paulo, SP – A Mercedes-Benz apresentou no ano passado, durante o Salão do Automóvel, o seu conceito CASE para Brasil e América Latina, que é baseado em quatro pilares: Conectado, Autônomo, Serviços e Compartilhamento e Eletrificação. Segundo Rogerio Montagner, responsável pela adoção do CASE na região, esse conceito fará a principal mudança no modelo de negócios da companhia em toda a sua história, que não será mais focado apenas no desenvolvimento, produção e venda de veículos.

 

Montagner disse que os quatro pilares virão para região, ainda sem data definida para a chegada, até porque precisará avaliar os mercados para ver em quais deles será viável entrar com os novos serviços desenvolvidos: “Trabalhamos nesse conceito há dois anos e algumas tecnologias que fazem parte do CASE já estão sendo usadas até no Brasil, caso da nova central multimídia MBUX, que conecta o carro a uma nuvem que armazena as informações geradas pelo veículo e compartilha com outros veículos da empresa”.

 

Outra tecnologia que faz parte do conceito e que deve chegar aqui é o Mercedes Me, que conecta todos os veículos da companhia e transmite as informações direto de um carro para o outro, sem o uso da nuvem: “Não posso confirmar quando essa tecnologia estará disponível no Brasil, mas posso adiantar que estamos cada vez mais perto do futuro e a Mercedes-Benz trará novidades para o mercado em breve”.

 

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No caso do pilar de compartilhamento e serviços ele significa mais uma grande mudança no modelo de negócios da companhia, que se uniu a um dos seus principais concorrentes, o Grupo BMW, para desenvolver as novas tecnologias dessa área, com investimento de 1 bilhão de euros: “Essa nova empresa tem uma projeção de faturamento muito grande. Uniremos o máximo de conhecimento das companhias em cada área para acelerar o desenvolvimento e a chegada desses serviços ao mercado”.

 

Os novos serviços serão focados em cinco áreas: Reach Now, para serviços multimodais, Charge Now, para cobrar a recarga dos veículos elétricos, Free Now, que servirá para buscar táxis disponíveis e próximos do cliente, Park Now, sistema que mostrará o estacionamento mais próximo, e o Share Now, que compartilhará veículos.

 

Segundo o executivo esse pilar do conceito Case também virá para América Latina, mas as empresas avaliarão cada mercado, porque determinados serviços terão espaços em alguns mercados e não em outros: “Como exemplo podemos usar o sistema que buscará táxis próximos aos clientes, mas esse segmento, no Brasil, já tem uma grande empresa em plena atuação e talvez não seja interessante trazer o serviço para cá. Mas tudo isso é muito recente e ainda está em processo de desenvolvimento e estudos e, até o momento, temos mais perguntas do que respostas”.

 

Os carros elétricos também são uma aposta da companhia para a região e o primeiro modelo 100% elétrico, aqui, será o EQC, ainda sem preço confirmado, mas que chegará em 2020: “Teremos uma série de outros lançamentos dessa família nos próximos anos e também investiremos em modelos híbridos e híbridos plug-in, com a meta de ter 130 versões eletrificadas até 2023”.

 

Com relação aos autônomos Montagner disse que a Mercedes-Benz já possui o nível 2 da tecnologia, que vai até o 5, e se prepara para entrar no nível 3, e que a expectativa é chegar ao veículo 100% autônomo até 2023. Mas isso não significa que veremos esses carros nas ruas em quatro anos: “A questão dos autônomos vai muito além do desenvolvimento da tecnologia porque envolve questões como legislação, infraestrutura de cada país, padronização de placas e cores usadas nelas, pois o veículo tem que ser capaz de reconhecer e interagir com todo o ambiente em sua volta e essa é uma das questões mais complicadas”.

 

Fotos: Divulgação.