Setor de máquinas depende menos de crédito subsidiado

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11/09/2019

São Paulo – A dependência por crédito subsidiado para aquisição de máquinas agrícolas começa a diminuir. Instituições financeiras ligadas às fabricantes notaram, nos últimos meses, muita busca e migração para as linhas convencionais, como o CDC – especialmente os grandes produtores, que muitas vezes conseguem taxas mais atrativas nos bancos das montadoras.

 

Desde o ano passado, quando faltaram recursos do BNDES para as linhas oferecidas ao setor, esses grandes produtores passaram a procurar recursos nos bancos das montadoras. Mas, ao menos por enquanto, está restrito a essa faixa do mercado, segundo Marcio Contreras, diretor comercial do Banco CNH Industrial. “Até porque o governo já sinalizou que pretende direcionar os subsídios para os pequenos produtores e para a agricultura familiar”.

 

Rodrigo Junqueira, vice-presidente de vendas do Grupo AGCO para a América do Sul, acredita que a busca por crédito em bancos de fabricantes ajuda também no planejamento – especialmente para circunstâncias como no começo deste ano, quando acabou o crédito para as linhas subsidiadas. Segundo ele o Banco AGCO oferece atualmente opções de CDC com taxas menores às do BNDES, que estão com grande demanda – hoje representam 20% do total do crédito concedido ao agronegócio: “O mesmo acontece em outros bancos de montadoras, com linhas parecidas com as nossas”.

 

No caso do Banco CNH os financiamentos para o agronegócio com recursos próprios representaram 5% do total no ano passado. Para este ano, a projeção é chegar até 10%. E essa migração tem explicação, de acordo com ambos os executivos: em alguns casos os grandes produtores conseguem taxas melhores no CDC dos bancos privados do que nas linhas de financiamento do Moderfrota, por exemplo, que atualmente está em torno de 10,5% ao ano:

 

“No caso do Banco CNH temos algumas opções de CDC com taxas menores do que a do Moderfrota. Até por isso esses produtores estão abandonando o uso de financiamentos com dinheiro do BNDES. Mas essa opção ainda é restrita aos grandes produtores”.

 

Foto: Agência Brasil.