Fabricantes de implementos projetam recuperação em setembro

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Foto Jornalista  Caio Bednarski

Por Caio Bednarski

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09/04/2020

São Paulo – A expectativa do mercado de implementos rodoviários é de uma forte retomada dos negócios a partir de setembro, quando o Brasil já estiver livre dos efeitos da covid-19 – pelo menos para Osmar Oliveira e José Carlos Sprícigo, que são os CEOs da 4Truck e da Librelato, respectivamente. Eles acreditam que agora é a hora de fechar novos negócios e perder o mínimo possível nos próximos meses para aproveitar o forte reaquecimento do mercado e da economia a partir de setembro.

 

Sprícigo justificou seu otimismo pelas características da crise, que é conjuntural e não estrutural, e assim o setor e a economia nacional deverão ter forte recuperação logo após o fim da pandemia. Oliveira segue em linha parecida e também aposta em forte retomada da economia e dos negócios na maioria dos setores logo após a crise.

 

"É possível atingir PIB positivo no fim do ano, algo em torno de 1%. Em muitos setores a procura por implementos cresce. Na segunda quinzena de março recebemos volume 50% maior de orçamentos. Queremos aproveitar isso para fechar negócios durante essa crise e manter a fábrica operando", disse Oliveira, da 4Truck. Já Sprícigo, da Librelato, afirmou que sua equipe comercial também trabalha com esse foco e que está otimista:

 

"Esse segundo semestre será de muitos desafios, mas acho que no terceiro trimestre a recuperação começará. No último o mercado já terá retomado aos volumes parecidos com os que vimos no começo do ano".

 

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A equipe de vendas da Librelato tenta mostrar aos clientes que este é um bom momento para quem pode investir, pois com as projeções positivas após a crise as empresas colherão os frutos dos investimentos que fizeram durante a pandemia – e também podem aproveitar para negociar condições melhores de prazos e pagamentos.

 

A 4Truck montou o seguinte plano para operar seus negócios nos próximos meses: fechar um volume aceitável de vendas, porque a redução da carteira preocupa, ajudar sua cadeia de fornecimento a seguir operando – até antecipando pagamentos quando for possível – conseguir fluxo de caixa junto aos bancos para ter liquidez durante a crise – o que não está fácil, segundo o CEO – e tomar todas as precauções para que a produção não seja paralisada por causa do coronavírus.

 

Os executivos demonstraram preocupação com os fornecedores, que estão com ritmo de produção menor e, em alguns casos, com as fábricas paradas. O setor precisa deles para conseguir atender às esperadas demandas maiores no segundo semestre. Uma das alternativas sugeridas é que os bancos também atendam a essas empresas, com liberação de crédito e condições que eles consigam pagar quando a crise passar. A tendência de dificuldades nesse período e o crédito ainda não chegou até os demais degraus da cadeia.

 

Fotos: Divulgação.