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Mercado de veículos da América Latina demorará até três anos para se reerguer

São Paulo – As vendas de veículos novos nos países da América Latina só deverão retornar aos patamares pré-pandemia daqui a dois ou três anos, segundo análise de Guillermo Prieto Treviño, presidente da Aladda, Associação Latino-Americana dos Distribuidores de Veículos, no primeiro dia do 2º Congresso de Negócios da Indústria Automotiva Latino-Americana. Para ele o setor passa por um momento de grande desafio e deve ter, como prioridade, a manutenção dos seus negócios e de seus trabalhadores.

São Paulo – As vendas de veículos novos nos países da América Latina só deverão retornar ao patamar pré-pandemia daqui a dois ou três anos, segundo análise de Guillermo Prieto Treviño, mexicano que é o presidente da Aladda, Associação Latino-Americana dos Distribuidores de Veículos, no primeiro dia do 2º Congresso de Negócios da Indústria Automotiva Latino-Americana. Para ele o setor passa por um momento de grande desafio e deve ter, como prioridade, a manutenção dos seus negócios e de seus trabalhadores.

“A distribuição precisa proteger seu patrimônio, seus investimentos e as suas margens. São importantes também nossas pessoas, o emprego, o capital humano. Com certeza voltaremos a crescer, mas temos que caminhar com prudência.”

Os cenários para 2020 indicam uma redução de 30% a 40% nas vendas dos principais mercados consumidores e produtores. Segundo Treviño a região, México incluído, representa 8% da produção mundial de veículos e 7% do consumo de 0 KM. Embora o mercado tenha grande potencial existe uma barreira importante em diversos países: a permissão de importação de veículos usados.

“Há os regulamentados e os ilegais. Esses ilegais entram na fronteira do México com os Estados Unidos e vão descendo para outros países da região, como a Guatemala. É uma questão que nos preocupa e incomoda.”

Para o presidente da Aladda esta década pode ser considerada como perdida para a região, tanto em consumo de veículos como em crescimento econômico. Os dados divulgados por ele são alarmantes: ao fim da pandemia a expectativa é a de que 37% da população da América Latina esteja na faixa da pobreza. 15,5% em pobreza extrema.

Foto: Reprodução.

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