São Paulo — O Itaú Unibanco apresentou uma sua nova solução de mobilidade urbana para a cidade de São Paulo: o Vec Itaú, Veículo Elétrico Compartilhado, serviço que começará a ser testado no começo do ano que vem e que funcionará por meio de aplicativo para smartphones. Inicialmente a frota será composta por cinco veículos: um BMW i3, um Jaguar i-Pace e três JAC iEV40.
Rodnei Bernardino de Souza, diretor de negócios veículos do Itaú Unibanco, disse que a frota deverá ser expandida após o início dos testes: "Começaremos com cinco ou seis veículos no primeiro semestre e, conforme ganharmos experiência e sentirmos o mercado, expandiremos de acordo com a demanda que projetamos na região".
Segundo ele o serviço deverá avançar para outros grandes centros. Locadoras também estão na mira do banco, assim como as concessionárias: "Algumas revendas estão entrando no segmento de locação e poderão ter interesse nesse negócio".
O Itaú desenvolveu e também é o responsável pelo serviço, mas incluiu outros parceiros, como a Ucorp, que desenvolveu a parte de tecnologia do aplicativo, e a locadora Arval, que comprou os veículos que serão usados no VEC. Com relação às estações de recarga inicialmente serão quatro e, conforme o serviço avançar, os pontos também aumentarão.

Rodnei Souza disse que o serviço expandirá as opções de mobilidade na cidade, assim como incentivará o uso dos carros elétricos, ajudando a acabar com muitas das dúvidas dos consumidores com relação a esses veículos: "No futuro também ajudaremos a fomentar o mercado de usados com esses veículos, quando acontecer uma renovação da nossa frota".
A maneira de usar é simples: basta baixar o aplicativo — de nome VEC Itau — em um smartphone, fazer o cadastro, selecionar o carro e reservar. Ao encontrar o veículo o desbloqueio é feito pelo bluetooth do smartphone e, aí, basta iniciar a viagem. No final é necessário deixar o veículo em uma estação de recarga.
Todas as pessoas poderão usar o VEC Itaú, mas é possível que os clientes do banco tenham descontos nos valores que serão cobrados — que ainda não foram definidos. A ideia é ter uma tarifa inicial e depois cobrar por minuto usado. O Itaú também terá uma empresa parceira para realizar a desinfecção dos veículos antes de cada viagem e para cuidar da logística e manutenção dos carros.
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