São Paulo — O mercado de automóveis e comerciais leves do Peru registrou alta de 11% até julho na comparação com igual período de 2021, mas essa taxa de crescimento deverá ser menor até dezembro. De acordo com Karsten Kunckel Saamer, presidente da AAP, Associação automotiva do Peru, que participou do úlitmo dia do 4º Congresso Latino-Americano de Negócios, realizado por AutoData, a demanda deverá perder força no segundo semestre:
“A nossa expectativa é de fechar o ano com alta de 3,5% sobre 2021, somando 162 mil automóveis e comerciais leves vendidos. Parte dos clientes já anteciparam suas compras ao longo do primeiro semestre, um dos fatores para essa projeção de porcentual menor até dezembro”.
Para atingir este volume o mercado local precisará superar algumas adversidades, como o cenário político atual do Peru, que não é dos melhores e reflete na demanda, possíveis novas variantes da covid-19, desaceleração da economia global, guerra entre Rússia e Ucrânia e condições econômicas menos favoráveis da população.
Questionado sobre o porcentual de veículos produzidos no Brasil e na Argentina que são vendidos no Peru anualmente, Saamer não deu o número exato, mas disse que há forte presença desses automóveis, que são competitivos no País, assim como os importados de México e Colômbia.
O tema da eletrificação também está sendo trabalho pela AAP, porque o país é o que apresenta a maior contaminação do ar na América Latina: “Levamos ao governo um projeto de eletrificação para que ele assuma algum incentivo para o segmento, um tema urgente. Também nos preocupa o fato do Peru não possuir um sistema adequado para controlar as emissões dos veículos”.
Pesados — Nesse segmento a projeção é de 16 mil unidades vendidas até dezembro, o que representará uma retração de 9,3% com relação a 2021. Até julho foram comercializados 9,6 mil veículos, incremento de 10,9% na mesma base comparativa.
Veículos menores — A demanda por motocicletas e triciclos, que compõem esse segmento, caiu 13,5% até julho e deverá encerrar o ano com queda de 11,9%. Uma forte demanda do setor de delivery elevou as vendas desde o começo da pandemia que, agora, começa a desaquecer, com perspectivas de voltar a crescer daqui dois ou três anos.
2023 — Para o ano que vem o presidente da AAP disse que o cenário trabalho atualmente é de buscar um empate com 2022, o que seria considerado bom, mas tudo pode mudar nos próximos meses por causa da instabilidade política atual.