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Nissan anuncia fechamento de sete fábricas e 20 mil demissões

Companhia cria o plano de reestruturação Re:Nissan após fechar ano fiscal de 2024 com prejuízo de US$ 4,5 bilhões
Re:Nissan

São Paulo – Após registrar US$ 4,5 bilhões de prejuízo no ano fiscal de abril de 2024 a março de 2025 a Nissan apresentou, na terça-feira, 13, seu plano de reestruturação global Re:Nissan. Para voltar a crescer e voltar ao lucro operacional já no ano fiscal de 2026 – para o atual, de 2025, a companhia evitou fazer projeções financeiras – serão fechadas sete fábricas e cortados 20 mil postos de trabalho até o ano fiscal de 2027.

A meta traçada pela área multidisciplinar criada e formada por trezentos especialistas, com poder de tomar decisões com relação aos custos, é a de reduzir em US$ 3,4 bilhões os custos fixos e variáveis, em comparação aos do ano fiscal passado. Será metade para cada: US$ 1,7 bilhão nos fixos, com os fechamentos de operações fabris, cortes de postos de trabalho e mudanças na política de desenvolvimentos, e outros US$ 1,7 bilhão nos variáveis, que inclui pausa nas atividades de produto avançadas para mobilizar 3 mil pessoas para focar em redução de custos e redução no número de fornecedores.

Não foram citados os locais onde serão promovidos fechamento de fábricas e demissões, mas a operação de Resende, RJ, deve, inicialmente, estar de fora do movimento de cortes. Iniciou, recentemente, a produção do Novo Kicks, que chegará ao mercado nas próximas semanas, e tem no seu horizonte a entrada de um SUV inédito, com alto potencial de exportação. O ciclo de investimento de R$ 2,8 bilhões, porém, se encerra no fim do ano.

Mudanças no desenvolvimento e fornecedores

Os processos de engenharia da Nissan serão reestruturados, com redução de custos e melhoria da velocidade. As instalações serão racionalizadas e a força de trabalho alocada para regiões mais competitivas. A meta é reduzir em 20% o custo médio por hora da área.

Outra medida de reestruturação será aplicada nas plataformas, que serão reduzidas de treze para sete até o fim do ano fiscal de 2035. A ideia também é reduzir em 70% a complexidade de componentes, o que significará menos fornecedores com mais volume, e encurtar os prazos de desenvolvimento para trinta meses.

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