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GAC entra no jogo dos elétricos de entrada com o Aion UT

Hatch compacto disputa mercado com seus conterrâneos BYD Dolphin, Geely EX2 e GWM Ora 03. E vem mais por aí.

São Paulo – Esta informação pode surpreender: 17,5% das vendas de hatches, o outrora maior segmento do mercado brasileiro de veículos, são de modelos 100% elétricos. O nicho inicialmente explorado pelo BYD Dolphin, seguido pelo GWM Ora 03 e depois pelo Dolphin Mini, chamou a atenção das empresas fabricantes, sobretudo aquelas com origem na China. E mais um deles desembarca no mercado nacional: o GAC Aion UT.

As 55 revendas GAC espalhadas pelo País já oferecem o compacto em duas versões, Premium, por R$ 139 mil 990, e Elite, R$ 159 mil 990. Como promoção de lançamento a de entrada tem bônus de R$ 4 mil, além de seguro grátis – outro mimo oferecido para quem adquirir a versão topo de linha até 15 de junho.

O diretor de marketing Luiz Fernando Guidorzi garantiu que a GAC está preparada para atender a demanda pelo modelo, que entra na base do portfólio, junto com o GS3 a combustão. Cada um terá seu papel, como contou no vídeo:

A diferença de uma versão para a outra é, basicamente, o teto solar, recursos ADAS e autonomia maior na topo de linha: na Elite chega a 310 quilômetros e na Premium 253, pelo ciclo do Inmetro.

De resto as duas oferecem o mesmo motor elétrico de 204 cv e torque de 210 Nm, com tração dianteira. A bateria LFP da versão Elite tem capacidade de 60 kWh e a da Premium de 44,12 kWh, que pode ser recarregada de 6,6 kW em AC a 87 kW em DC, permitindo partir de 30% a 80% em 24 minutos.

Tamanho e equipamentos generosos

O Aion UT foi desenvolvido sobre a plataforma AEP 3.0 para veículos elétricos. Suas dimensões o diferenciam de seus concorrentes: tem 4m270 de comprimento, 2m750 de entreeixos e 1m850 de largura, maior, mais largo e com maior entreeixos do que seus concorrentes diretos – é mais largo até do que carros maiores, como o Toyota Corolla.

O resultado é um espaço interno generoso, com conforto para os três passageiros dos bancos traseiros, amplificado pelo assoalho plano.

O interior, como de praxe em veículos chineses, é minimalista: uma tela de 14,6 polegadas centralizada, um volante com poucos botões e um painel digital que espelha o navegador à frente do motorista. No meio do bancos do motorista e do passageiro foram instalados diversos porta-trecos.

A ausência de botões traz a necessidade de se configurar tudo pela central multimídia. Até para abrir o teto solar da versão Elite é preciso navegar pela tela touch. Mas os espelhos retrovisores, desta vez, podem ser movimentados por meio de botões físicos instalados na porta do lado do motorista.

O porta-malas de 340 litros pode chegar a 1,6 mil litros com os bancos repartidos. O Aion UT permite repartir apenas um, outro diferencial com seus concorrentes diretos. E ele traz estepe, uma demanda dos brasileiros – o EX2 e o Dolphin ainda usam o kit reparador.

O design exterior lembra muito seus concorrentes, com as linhas suaves. As lanternas dianteiras e traseiras dão identidade ao modelo.

Guidorzi disse que, em breve, serão oferecidas opções para o público PcD e taxistas. A companhia corre também para participar do programa Move Brasil Aplicativos e Taxistas, que entra em vigor em 19 de junho.

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