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Toyota acelera reconstrução de Porto Feliz e tenta antecipar retomada parcial

Evandro Maggio afirma que fábrica de motores segue prevista para voltar integralmente em 2028, mas admite que algumas operações podem ser retomadas antes

São Paulo — A reconstrução da fábrica de motores da Toyota em Porto Feliz, SP, avança dentro do cronograma previsto pela companhia, mas algumas operações poderão ser retomadas antes da reabertura completa da unidade, programada para o início de 2028. Segundo Evandro Maggio, presidente da Toyota do Brasil, a antiga fábrica já foi totalmente demolida e as obras de reconstrução estão em andamento.

O projeto prevê a divisão da unidade em três áreas principais: fundição, usinagem e montagem. A reconstrução da unidade principal avança por etapas. Neste momento os esforços estão concentrados na área de fundição.

Enquanto a nova estrutura é erguida a Toyota mantém temporariamente em Porto Feliz a montagem dos motores destinados ao Yaris Cross, em um galpão alugado pela companhia. Já os motores do Corolla seguem sendo importados completos do Japão. Maggio contou que os propulsores do Yaris Cross utilizam componentes vindos tanto da Indonésia quanto do Japão.

Embora a retomada integral permaneça prevista para 2028 o executivo admitiu que algumas operações podem ser antecipadas.

Funcionários foram realocados

Um dos principais pontos destacados por Maggio foi a manutenção dos empregos após a destruição da fábrica. Segundo ele a Toyota optou por distribuir os trabalhadores por outras operações em vez de realizar desligamentos: “A Toyota não fez nenhuma rescisão de contrato em Porto Feliz. Nós realocamos as pessoas”.

Parte dos colaboradores foi transferida para atividades na própria cidade e outra parcela passou a operar na unidade de Sorocaba. De acordo com o presidente o plano permitiu preservar a força de trabalho especializada enquanto a fábrica é reconstruída: “Nós tínhamos um plano de contratação. Em vez de contratar novas pessoas fizemos a realocação. Quando a fábrica de Porto Feliz voltar faremos novas contratações”.

Segundo Maggio a medida permitirá que a empresa amplie o quadro de funcionários ao fim do projeto sem ter promovido demissões durante o período de reconstrução.

Indaiatuba ainda sem definição

O executivo também falou sobre o encerramento das operações produtivas da fábrica de Indaiatuba, cuja transferência para a nova unidade de Sorocaba será concluída em julho. Sobre possíveis interessados no terreno, incluindo fabricantes chineses, Maggio afirmou que a Toyota ainda não iniciou conversas sobre uma eventual venda ou destinação da área.

“Nós queremos fazer um processo muito calmo, muito focado na qualidade e na transferência da operação. Não temos urgência para fazer essa venda.”

O presidente disse que o foco da companhia neste momento está na conclusão da mudança industrial e que qualquer discussão sobre o futuro da planta ficará para depois da transferência.

Maggio também esclareceu que a migração para Sorocaba não envolve a desmontagem integral da antiga fábrica. Segundo ele a nova unidade recebeu equipamentos inéditos e tecnologias mais modernas: “O que transferiremos são dispositivos, moldes e ferramentas. A linha de montagem em si será outra, nova”.

Com isto a Toyota mantém o plano de consolidar sua produção paulista em Sorocaba ao mesmo tempo em que reconstrói Porto Feliz para voltar a fabricar motores no Brasil a partir de 2028.

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