São Paulo – O sistema de consórcios atingiu 13 milhões de participantes ativos em maio, marca inédita na história de mais de 63 anos da Abac, Associação Brasileira de Administradora de Consórcios. O número supera em 11,1% os 11,7 milhões do mesmo período em 2025. Considerando apenas as modalidades de veículos leves, pesados e motos, houve avanço de 7,2% no período, de 9 milhões para 9,6 milhões.
Destaque para veículos leves, que representam 42,4% do total, com 5,5 milhões de integrantes, 10,2% acima dos 5 milhões do quinto mês do ano passado. O consórcio de motocicletas, que responde por fatia de 24,9% do total, teve 3,2 milhões de participantes ativos em maio, acréscimo de 4,8% frente aos 3,1 milhões de igual mês no ano anterior. Quanto aos pesados, com participação de 6,7%, registrou 877 mil inscritos no mês passado, 2,2% aquém do registrado em maio de 2025, 896,8 mil.
O restante refere-se a imóveis, com fatia de 22,9%, eletroeletrônicos e outros bens móveis, 2,1%, e serviços, 1%.
No acumulado do ano houve acréscimo de 3,4% na venda de cotas, de 1,4 milhão para 1,5 milhão. O total de adesões para veículos leves foi de 824,4 mil, alta de 1,2% com relação ao mesmo período de 2025, o de motocicletas 639,3 mil, com avanço de 8%, e o de veículos pesados 75,8 mil, retração de 9,1%.
A entidade destacou o crescimento do volume de cotas para veículos pesados comercializadas mês a mês. Em janeiro foram 12,9 mil, em fevereiro 12 mil, em março 15,6 mil, em abril 16,4 mil e em maio 18,8 mil.
O ano acumula R$ 92,8 milhões em créditos, 6,5% acima do mesmo período em 2025. As contemplações avançaram 3,5%, para 650,3 mil, sendo 319,9 mil em veículos leves, 287,6 mil em motocicletas e 42,8 mil em veículos pesados.
Consórcio responde por quase um terço do crédito no setor
A participação dos consórcios em créditos concedidos ao setor manteve-se em torno de um terço, em comparação a CDC e leasing. De janeiro a maio foram injetados no mercado automotivo R$ 44,3 bilhões, 31,2% de um total de R$ 142,3 bilhões. Nos cinco meses iniciais de 2025 a participação ficou em 32,7%, com R$ 39,8 bilhões de R$ 121,9 bilhões.
Segundo Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da Abac, nos primeiros cinco meses deste ano o sistema de consórcios ratificou a normalidade do ritmo dos negócios, apesar da alta da inflação e a influência da desaceleração da economia nacional:
“No panorama consorcial quase todos os indicadores mostraram-se positivos, que permitiram a sequência de crescimento anotada ao longo dos últimos anos. Com o conhecimento da essência da educação financeira e aplicando o planejamento para aderir ao mecanismo, o brasileiro tem, mais e mais vezes, optado pelo consórcio na hora de adquirir bens ou contratar serviços”.
O tíquete médio de maio referente a todas as categorias apontou para R$ 109,57 mil, alta de 12,3% sobre o do mesmo mês de 2025, R$ 97,6 mil.





