Em destaque

SENAI e Mover: conexão de sucesso.

Coordenado pelo SENAI, o Programa A3 transforma recursos do Mover em inovação, produtividade e tecnologias estratégicas para fortalecer a competitividade da cadeia automotiva brasileira.

A indústria automotiva brasileira atravessa um dos momentos mais desafiadores e transformadores de sua história. Impulsionado por demandas globais de descarbonização, digitalização e aumento da competitividade, o setor precisa acelerar sua capacidade de inovar e desenvolver soluções tecnológicas em escala.

Nesse contexto, o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), instituído pela Lei nº 14.902/2024, consolida-se como a principal política industrial do Governo Federal voltada à indústria automotiva. Seu objetivo é estimular investimentos em inovação, sustentabilidade e eficiência produtiva, fortalecendo a posição estratégica do Brasil no cenário global.

Como parte dessa iniciativa, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) coordena o Programa Prioritário A3 – Alavancagem de Alianças para o Setor Automotivo, credenciado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O programa tem como missão ampliar a competitividade da indústria por meio da colaboração entre diferentes atores do ecossistema.

O A3 foi estruturado a partir de três pilares complementares: desenvolvimento de competências; consultorias especializadas (hands-on); e projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I).

A proposta é criar um ambiente colaborativo capaz de conectar montadoras, sistemistas, fabricantes de autopeças, startups, pequenas e médias empresas, além de Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia e outras instituições de ciência e tecnologia.

Esse modelo permite que empresas unam esforços para enfrentar desafios tecnológicos comuns, reduzindo custos, compartilhando riscos e acelerando o desenvolvimento de soluções com potencial de aplicação em larga escala. Os Institutos SENAI desempenham papel estratégico ao oferecer suporte técnico especializado, transformando demandas industriais em ganhos concretos de produtividade, eficiência e sustentabilidade.

Um dos principais diferenciais do programa está na formação de alianças industriais voltadas ao desenvolvimento de tecnologias estratégicas para o futuro da mobilidade. Além de ampliar a capacidade de inovação, esse modelo cria condições para viabilizar projetos de maior complexidade tecnológica.

Outro mecanismo relevante é a possibilidade de subvenção de até 60% do valor dos projetos de PD&I realizados no âmbito dessas alianças, aumentando significativamente a atratividade econômica dos investimentos em inovação.

Os resultados do programa demonstram a dimensão desse movimento. Entre 2019 e 2026, mais de 75 empresas da cadeia automotiva participaram de ações de desenvolvimento de competências, especificamente dos cursos de Master in Business Innovation (MBI) em Indústria 4.0, 1.435 empresas da cadeia receberam consultorias de manufatura enxuta e digitalização, e 141 projetos de PD&I foram ou estão sendo desenvolvidos, mobilizando mais de R$ 690 milhões em recursos destinados ao fortalecimento da cadeia automotiva.

Um dos principais destaques do Programa A3 é a execução de projetos estruturantes voltados à indústria automotiva. Essas iniciativas têm como propósito elevar o patamar tecnológico do setor no país, promovendo o domínio, pelo Brasil, de tecnologias estratégicas para sua competitividade global.

Entre os projetos estruturantes, destaca-se o MAGBRAS, que tem como objetivo desenvolver, em território nacional, a cadeia de valor associada à produção de ímãs permanentes de terras raras — um tema de elevada relevância estratégica, considerando que a cadeia global desse insumo encontra-se fortemente concentrada na Ásia, especialmente na China.

Outro projeto de grande relevância é o ADAS, voltado à nacionalização de sensores radar utilizados em sistemas avançados de assistência ao condutor. Atualmente, mais de 90% dos componentes desses sistemas são importados. Nesse contexto, o projeto busca estruturar uma cadeia tecnológica local, com ênfase na internalização de componentes críticos e no fortalecimento da capacidade produtiva e de inovação no país.

Mais do que números, o principal impacto do Programa A3 está na construção de capacidades tecnológicas e na redução da dependência externa em áreas estratégicas. Ao promover a integração entre empresas, centros de pesquisa e especialistas, o SENAI contribui para transformar conhecimento em inovação aplicada.

Em um cenário de rápidas transformações, iniciativas colaborativas como o Programa A3 demonstram que o futuro da mobilidade será construído não apenas por novas tecnologias, mas também pela capacidade de criar alianças que acelerem seu desenvolvimento, adoção e escala industrial.

marcopolo - volare

Notícias relacionadas

marelli_350x350
marelli_350x350

Receba as principais notícias do setor automotivo diretamente no seu WhatsApp.

Receba diariamente as principais notícias do setor automotivo, análises de mercado e tendências da indústria no seu e-mail corporativo.

marelli_350x350