Lapa, PR — A Volvo entregou lote de 31 caminhões FH B100 Flex ao Grupo Potencial. Eles serão utilizados em operações dedicadas com biodiesel puro no transporte de insumos, soja e farelo, e na distribuição de combustíveis.
Os veículos integram frota que já reúne mais de quarenta caminhões Volvo com tecnologia B100 Flex em operação ou encomendados. No total a Volvo já soma mais de trezentas unidades com esta tecnologia entregues ou contratados no País.
Segundo Carlos Eduardo Hammerschmidt, vice-presidente do Grupo Potencial, a aquisição faz parte de ciclo mais amplo de investimentos em transição energética e expansão industrial.
Expansão do complexo industrial
Hammerschmidt afirmou que está ampliando de forma relevante sua capacidade produtiva. Atualmente o complexo conta com capacidade de 900 milhões de litros de biodiesel por ano, com expansão em curso para 1,7 bilhão: “Estamos investindo neste complexo industrial desde 2013. Hoje já são quase R$ 5 bilhões aplicados e, até 2030 ou 2032, devemos chegar perto de R$ 10 bilhões em investimento”.
Segundo ele a expansão inclui novas plantas industriais e integração com outras cadeias energéticas: “A planta de etanol exigirá aproximadamente mais R$ 2 bilhões. A ampliação da esmagadora de soja mais R$ 1 bilhão”.
O executivo também expôs o plano de diversificação: “O etanol de milho é um dos grandes propulsores do agronegócio brasileiro e faz parte da nossa economia circular. Em breve teremos também biogás integrado à planta”.

Frota e estratégia logística
A renovação da frota faz parte do projeto de descarbonização da companhia: “Estes 31 caminhões fazem parte de uma renovação. Antes deles já tínhamos adquirido outros doze. Até o fim do ano teremos cerca de cinquenta Volvo flex”. A frota total do grupo é de aproximadamente duzentas unidades: “Nosso plano é renovar a frota a cada cinco anos e, gradualmente, migrar para biocombustíveis”.
Ele também destacou o investimento total da aquisição: “Estes 31 caminhões representam investimento de aproximadamente R$ 52 milhões”.
Futuro do transporte
Pela Volvo o diretor executivo de caminhões, Alcides Cavalcanti, propôs a convivência de diferentes soluções para descarbonização do transporte: “Não podemos olhar apenas para o curto prazo. Em 2030 e 2035 haverá espaço para todas as tecnologias. Claro que cada solução depende da aplicação. O elétrico, por exemplo, tem mais espaço em operações urbanas, o gás depende de infraestrutura. Já o B100 tem grande potencial no transporte de longa distância”.
Cavalcanti também destacou a competitividade do biodiesel: “O B100 pode alcançar até 2,5 mil quilômetros de autonomia, o que é muito relevante para operações rodoviárias. Além disto existe o valor residual dos veículos, pois o caminhão a B100 pode ser revendido sem adaptação. Já outras tecnologias dependem mais de infraestrutura específica”.
FH B100 Flex
Ao apresentar o modelo Jeseniel Valério, gerente de engenharia de vendas caminhões da Volvo, destacou a versatilidade do caminhão e a adaptação às diferentes configurações de operação: “Nós temos as configurações de 4×2, 6×2 e 6×4. Conseguimos fazer a versão do motor B100 Flex em qualquer modelo de caminhão, desde 380 cv até 500 cv, tanto nos FM quanto nos FMX e nos FH”.
Segundo ele os veículos entregues à Potencial foram projetados para operações de longa distância.

O executivo também lembrou a ampliação desta autonomia na operação real: “A Potencial tem instalado tanques adicionais, chegando aos 1,2 mil litros permitidos pela lei, o que passa de 2,3 mil para até 2,5 mil quilômetros de autonomia para estes veículos”.




