São Paulo – Adiada na última quarta-feira, 8, por divergências na pauta, reunião do CNPE, Conselho Nacional de Pesquisa Energética, foi anunciada na terça-feira, 14, pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, com um tema espinhoso: o aumento da mistura do etanol na gasolina dos atuais 30% para 32%. A tendência é que seja aprovado.
Apesar de haver um cronograma estabelecido para teste de viabilidade do aumento da mistura para até 35%, com apoio da indústria, o governo parece estar convencido a elevar para 32% de imediato. Usa como argumento os últimos testes, que foram a até 30% e que colocaram 2 pontos porcentuais para cima como tolerância.
A indústria alega, porém, que ir até a tolerância cria uma nova margem de erro, de 2 pontos porcentuais acima: “Os testes não foram a até 34%”, afirmou uma fonte à reportagem. “Nenhum deles teve como objetivo validar a mistura até este porcentual”.
Para o governo o aumento da mistura do etanol ajudará a aliviar os possíveis novos impactos da guerra movida por Estados Unidos e Israel contra o Irã, que escalou nos últimos dias com o fim do cessar fogo e com novos ataques no Oriente Médio. O Congresso pretende também levar adiante o fim da subvenção à gasolina.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que elevar os 2 pontos porcentuais de etanol na mistura tira a dependência de importação de gasolina do Brasil. Tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o vice-presidente Geraldo Alckmin já falaram publicamente que a mistura seria elevada.
Desde maio o tema anda e para. Para a indústria, sem os testes, a elevação é arriscada e poderá prejudicar o funcionamento de parte da frota, especialmente os veículos mais antigos. O etanol tem características que favorecem a corrosão e desgaste de componentes que não foram desenvolvidos para o seu uso. Os testes visam à validação de segurança destes modelos e de outros a gasolina, mais recentes, a maior parte importados.












