Barretos, SP – A picape compacta Tukan, que chega ao mercado no primeiro trimestre de 2027, não vai apenas substituir um ícone como a Saveiro no portfólio da Volkswagen. As ambições da fabricante são ainda maiores: ela chega para tentar tomar a liderança de vendas da Fiat Strada.
“Essa é a nossa ambição”, disse Alexander Seitz, chairman da Volkswagen para a América Latina. O executivo não está de olho somente na liderança de vendas do mercado interno mas em elevar o Brasil a segundo maior mercado da Volkswagen no mundo. Atualmente a China, a Alemanha e o Brasil, nessa ordem, fazem parte deste ranking: “A lógica matemática mostra que podemos superar a Alemanha”.

O custo de desenvolvimento de produtos no Brasil, atualmente similar ao custo na China, segundo Seitz, é um dos fatores que permitem à Volkswagen passar a oferecer veículos mais competitivos, capazes de desbancar a líder da Fiat e também modelos chineses.
A Tukan é um bom exemplo dessa vantagem, pois foi desenvolvida para dispor de relação custo-benefício para atingir altos volumes. Ela será produzida na moderna fábrica de São José dos Pinhais, PR, com 85% de conteúdo nacional, um porcentual que a deixará competitiva não só mercado interno mas em outros países – assim como a Strada, vendida na América Latina não só pela Fiat, mas por outras marcas do Grupo Stellantis.

Inclusive a tecnologia híbrido leve, que estará na Tukan no ano que vem, terá todos os seus componentes obtidos de empresas nacionais: “A Tukan será híbrida leve, com tecnologia nacional. Mas os sistemas híbrido e híbrido plug-in que utilizaremos em outros produtos serão importados da China”.
Seitz está saindo da Festa do Boiadeiro de Barretos direto para a China: “A cada dois meses fico cinco dias lá”.
Ele não confirmou mas tem viajado constantemente para lá para tratar justamente dos interesses e do futuro da Volkswagen na região.























