São Paulo – Somente 2,4% dos caminhões pesados novos registrados na Europa atualmente têm zero emissão. Segundo a Acea, associação que representa as montadoras locais, em mercados como Espanha, Itália e Polônia a participação é abaixo de 1%. Nos dois maiores, Alemanha e França, estão apenas em 4,3% e 2,4%, respectivamente.
Os números ligam o sinal de alerta porque faltam menos de quatro anos para que as metas de redução de CO2 pelo transporte rodoviário, estipuladas pela União Europeia, comecem a vigorar. E a distância do cenário atual para os objetivos traçados seguem grandes.
Os fabricantes precisam reduzir as emissões de CO2 dos veículos novos em 43% até 2030, 64% até 2035 e 90% até 2040. Caso descumpram estão previstas multas de 4 mil 250 euros por grama de CO2 por veículo. Um descumprimento da meta de 2030 por apenas três pontos porcentuais significaria uma multa de 2,2 milhões de euros, destacou a Acea.
“Estamos comprometidos com o transporte sustentável. Os investimentos foram feitos e uma ampla gama de veículos com emissão zero de CO2 já está disponível”, Karin Rådström, presidente do conselho de veículos comerciais da Acea e da Daimler Truck. “Mas torná-los comercialmente viáveis em larga escala também depende de um ecossistema mais amplo, que está claramente atrasado e ainda não se desenvolve com a rapidez necessária”.
Os CEOs da DAF, Daimler, Ford Otosan, Iveco, MAN Truck & Bus, Scania e Volvo concederam uma coletiva de imprensa em conjunto na abertura da IAA Transportation, em Hannover, Alemanha, para atualizar sobre a situação. Segundo a entidade é preciso que os caminhões de emissão zero façam sentido econômico para as empresas de transporte, o que não condiz com o cenário atual.
Rådström concluiu: “Isso significa duas coisas: intensificar rapidamente as condições favoráveis e que a UE adie o prazo de conformidade de 2030 por três anos, para evitar penalidades para os fabricantes.”























