Conheça os finalistas de Fornecedores de Peças, Sistemas e Componentes

BorgWarner 50 anos no Brasil

BorgWarner celebrou 50 anos de presença industrial no Brasil, consolidando-se como referência em tecnologias que impulsionam a eficiência e a descarbonização veicular. Desde 1975, a empresa produziu 8 milhões de turbocompressores, além de 6 milhões de embreagens viscosas e ventiladores, e outras 6 milhões de correntes de sincronismo. O coração das operações segue sendo o turbo, cuja produção nacional foi decisiva para viabilizar o primeiro motor turboflex no Brasil em 2015 — o 1.0 do Volkswagen Up!, depois adotado em quase toda a linha da marca.

Com desenvolvimento e inovações que contribuíram para a eficiência e a sustentabilidade do setor automotivo nacional, como o pioneirismo na fabricação de turbocompressores para motores flex de baixa cilindrada, a BorgWarner é hoje a maior fabricante desse componente no Brasil e responsável por cerca de 50% dos turbos que equipam motores flex turbinados no país. Os principais clientes, atualmente, além da própria Volkswagen, são Fiat, Jeep, Citroën, Peugeot, Renault e Nissan.Para o segmento de pesados a empresa também inovou ao fabricar no país turbocompressores com a tecnologia ball bearing, que contribui para o aumento da eficiência da turbina e a redução do consumo de combustível e de emissões, auxiliando as montadoras a atenderem às normas de emissões Proconve P-8. A estratégia da BorgWarner no Brasil acompanha a visão global da companhia, cujo portfólio é amplamente voltado à redução de emissões, correspondendo a 87% da receita global em 2023. No país, a empresa também está preparada para atender veículos comerciais eletrificados com sistemas de baterias montados na unidade de Piracicaba/SP. Dessa forma, meio século depois de sua chegada ao Brasil, a BorgWarner reafirma seu papel como agente da transição energética no setor automotivo.

Extra-pesados mais seguros

Líder mundial em sistemas de frenagem e fornecedora de subsistemas para veículos ferroviários e comerciais, a Knorr-Bremse acumula mais de um século de história e está presente em mais de 30 países, oferecendo soluções inovadoras que garantem segurança, eficiência e sustentabilidade. Reconhecida por sua excelência tecnológica, a companhia de origem alemã mantém-se na vanguarda do desenvolvimento de sistemas de última geração, atendendo às mais rigorosas normas internacionais e moldando o futuro da mobilidade. Um exemplo recente dessa liderança tecnológica ocorreu no Brasil: com a obrigatoriedade do sistema de antitombamento para reboques e semirreboques, a Knorr-Bremse saiu à frente e nacionalizou o iTEBS® X, sistema de controle eletrônico de freios que redefine padrões de segurança, eficiência e sustentabilidade para o transporte pesado, reduzindo significativamente o risco de tombamento.

O iTEBS® X reúne funcionalidades exclusivas, como controle de estabilidade (RSP/RSS), sistema antibloqueio de rodas (ABS) e monitoramento inteligente de pneus (iTPMS), elevando segurança e eficiência operacional. Outro diferencial é a possibilidade de remanufatura do módulo eletrônico, o que reduz custos para frotistas e prolonga a vida útil dos componentes. Para viabilizar a produção local, a subsidiária brasileira investiu R$ 18 milhões em engenharia e estrutura fabril em Itupeva (SP), tornando-se a primeira unidade fora da Europa a fabricar o módulo. A linha de montagem já opera em dois turnos, com capacidade inicial de 35 mil unidades por ano e planos de expansão, incluindo exportações para toda a América Latina.

Com mais de 800 colaboradores na planta de Itupeva, que também produz soluções para o mercado ferroviário de carga e passageiros, a expectativa é de que o novo sistema tenha impacto expressivo no mercado regional e global.

Desenvolvido como plataforma global e adaptado à realidade brasileira, o iTEBS® X incorpora tecnologia de hardware e software específica para suspensões mecânicas, mistas e pneumáticas, predominantes na América Latina. O sistema oferece pacote de dados de reboques e semirreboques que pode ser integrado aos sistemas de telemetria existentes.

Disponível em diversas OEMs, o iTEBS® X também está em negociação para retrofit, possibilitando que frotas mais antigas se beneficiem do aumento de segurança e eficiência proporcionado pela tecnologia Knorr-Bremse.

Ampliação na planta da ZEN

A ZEN, empresa brasileira com sede em Brusque (SC), amplia sua planta industrial em 6 mil m², como parte de um ciclo de investimentos de R$ 150 milhões visando aumentar a eficiência produtiva e reforçar seu compromisso com inovação e sustentabilidade. A empresa está investindo em equipamentos modernos, como uma prensa horizontal de 1.200 toneladas e seis estágios, o que amplia sua capacidade produtiva.

Essa ampliação reflete a transformação que vem ocorrendo na empresa. Nos últimos anos, a ZEN vem reposicionando sua marca para além da atuação tradicional. Fundada em 1960, a ZEN exporta para mais de 70 países e mantém unidades nos Estados Unidos, México, Panamá, Europa e China. No Brasil, além da fábrica em Santa Catarina, a empresa inaugurou recentemente um escritório comercial em São Paulo, como parte da estratégia de aproximação com clientes e mercados.

A ZEN atua com forjamento e usinagem a frio, quente e morno. A empresa atende o mercado elétrico e mecânico com mais de 18 linhas de produtos voltados ao segmento de veículos leves, pesados, motocicletas, agrícolas e náuticos. Possui uma ampla gama de produtos destinados ao segmento OEM e IAM, como impulsores, polias, tensores, anéis ABS, relés de partida, induzidos, motores de partida, alternadores, correias, rolamentos, entre outros. A nova unidade conta com equipamentos de última geração, incluindo uma trefila de alta potência, uma das mais tecnológicas da América Latina, capaz de detectar variações no material em tempo real, elevando o padrão de qualidade e eficiência.

No aspecto ambiental, o processo de lubrificação é inovador e livre de ácidos, tornando essa etapa da planta uma das poucas no mundo com essa tecnologia ambientalmente correta. A linha de fosfatização elimina o uso de ácido e reutiliza a água de enxágue em três etapas, minimizando o impacto ambiental e a geração de efluentes. A fábrica foi projetada para minimizar impacto sonoro, com estrutura pré-moldada, paredes reforçadas e telhas termoacústicas.

Além de moderna, a unidade conta com ventilação e controle térmico eficientes, promovendo ambiente de trabalho saudável. Com essa expansão, a ZEN atenderá ainda melhor às demandas do mercado, fortalecendo sua atuação global como uma indústria responsável e conectada ao futuro.

IBV Auto registra alta de 0,92% em agosto

Baseado em valores reais de financiamentos, o IBV Auto (Índice BV Auto) acaba de ser lançado pelo banco BV, uma das principais instituições financeiras do país. O índice acompanha a variação de preços e a desvalorização dos automóveis leves usados, com visões regionais e estaduais, em linha com a presença da instituição em todo o país. Em agosto, o índice de preços de automóveis usados teve alta de 0,92% sobre o mês anterior, tendo a região Sudeste puxado a valorização. No acumulado em 12 meses até agosto, o indicador apresentou uma alta de 6% do preço dos automóveis leves usados.

“O IBV Auto reforça a relevância de dados reais de mercado para compreender a dinâmica de preços dos usados no Brasil. Com critérios bem definidos, o índice oferece uma visão clara sobre a variação de valores entre diferentes motores, modelos, anos de fabricação e regiões, ajudando a interpretar de forma mais precisa as mudanças do setor”, afirma Jamil Ganan, diretor de Negócios de Varejo do banco BV.

Em agosto, a inflação de veículos usados na região Sudeste foi de 1,2% e, na região Norte, de 1,1%. Rio de Janeiro (1,25%), Bahia (1,21%), Minas Gerais (1,10%) e Amazonas (1,02%) apresentaram as maiores taxas mensais e, no acumulado em 12 meses, o estado do Rio de Janeiro se destaca com elevação de 7,1%.

Roberto Padovani

“A alta do IBV Auto em agosto, de 0,92%, ante 0,80% em julho, representa uma aceleração da inflação do carro usado para além da inflação ‘cheia’ medida pelo IPCA. A alta reflete o momento ainda aquecido da atividade econômica, principalmente da renda das famílias, que impulsiona a demanda por veículos. A manutenção da Selic em patamar elevado é um fator que tende a arrefecer a alta dos preços de usados no médio prazo, assim como os impactos da redução do IPI em veículos novos”, destaca Roberto Padovani, economista-chefe do banco BV.

Desvalorização

O índice também traz uma análise comparada da desvalorização de veículos por tipo de motorização. Veículos elétricos fabricados em 2022 acumulam acentuada desvalorização de 46,6% até agosto de 2025, pressionados pela queda nos preços dos veículos novos. Os modelos híbridos do mesmo ano/modelo, por sua vez, registram desvalorização de 20,1%, enquanto os a movidos a motores a combustão, na mesma base de comparação, perderam 12,7% em valor.

“A queda dos elétricos mostra que o mercado de usados ainda está buscando equilíbrio para essa tecnologia, especialmente diante da redução nos preços dos modelos novos. Já os veículos a combustão mantêm uma trajetória mais estável, com menor perda de valor”, afirma Flávio Suchek, Diretor Executivo de Varejo do banco BV.

Metodologia e critérios

O IBV Auto é um indicador desenvolvido para medir, com precisão e base metodológica robusta, a variação de preços regional e, de forma consolidada, em todo o país. Utilizando dados reais de transações financiadas pelo banco BV, o índice reflete o valor de mercado dos veículos em todo o país, incorporando critérios rigorosos de amostragem, ajustes por depreciação e agrupamento técnico de modelos, permitindo acompanhar mensalmente a dinâmica dos preços por região.

A ponderação é realizada com base no valor total das negociações (volume por preço): quanto maior o preço e mais comercializado for um determinado modelo e ano, maior será o peso do veículo na cesta que compõe o indicador. O índice utiliza o ano de 2019 como base histórica inicial, fixando o indicador nacional em 100, para permitir comparações ao longo do tempo até o mês mais recente de 2025. Nos índices regionais, a base é ajustada de acordo com a diferença média de preços em relação ao mercado nacional naquele ano. Isso garante que a série reflita com precisão a evolução dos preços e as diferenças regionais, oferecendo uma leitura mais apurada do mercado de usados.

Além disso, o IBV Auto busca medir a evolução das taxas de desvalorização de cestas comparáveis de automóveis híbridos (HEV), elétricos (BEV) e a combustão (ICE) mensalmente. O objetivo principal é permitir a comparação da desvalorização de automóveis com diferentes tipos de propulsão (a combustão, híbridos e elétricos), tomando como base veículos de mesma idade e características gerais comparáveis (preço quando novo, tamanho, categoria, país de origem, entre outros).

Marcopolo Rail fornecerá três trens Prosper City para Teresina

São Paulo – A Marcopolo Rail, divisão da Marcopolo que produz veículos ferroviários, fornecerá três trens urbanos do modelo Prosper City para a CFLP, Companhia Ferroviária e de Logística do Piauí. A negociação envolveu duas composições com dois carros e uma com três carros que serão usados na Capital, Teresina.

O trem urbano Prosper City é produzido no Brasil, em Caxias do Sul, RS, e foi desenvolvido localmente para atender demandas de médias e grandes cidades.

Vendas de veículos eletrificados crescem 50% até agosto

São Paulo – As vendas de veículos eletrificados no Brasil chegaram a 164,5 mil unidades de janeiro a agosto, crescimento de 50,5% na comparação com igual período do ano passado, de acordo com dados divulgados pela ABVE, Associação Brasileira do Veículo Elétrico. Os dados consideram todos os tipos de eletrificação, desde os MHEV, híbridos leves com sistemas de 12 e 48 volts, até os 100% elétricos.

Considerando apenas agosto as vendas de eletrificados somaram 25,3 mil unidades, expansão de 72,1% sobre idêntico mês do ano passado. Com relação a julho houve estabilidade na demanda.

Os híbridos plug-in representaram a maior parte das vendas acumuladas, 59,1 mil, volume 65,5% maior do que o de iguais meses do ano passado. Em segundo lugar ficaram os elétricos, 45,2 mil, expansão de 10,2%, e os híbridos leves ficaram na terceira posição com 38,4 mil unidades, registrando o maior crescimento no ano: 351,8%.

Em quarto lugar ficaram os híbridos convencionais com motor apenas a gasolina, com 11,6 mil vendas e alta de 19,6%. Os híbridos tradicionais com motor flex fecham o ranking com 10,2 mil unidades, queda de 28,7%.

Relatório indica 16% de redução na meta de vendas da BYD

São Paulo – Os dias de expansão recorde da BYD podem estar chegando ao fim. Sua meta de vendas para este ano foi reduzida em até 16%, para 4,6 milhões de veículos, enquanto que em março, segundo informou a analistas, o objetivo era alcançar 5,5 milhões.

De acordo com reportagem da agência Reuters o novo número foi comunicado internamente em relatório à empresa e a fornecedores selecionados, no mês passado, com o intuito de ajudar a orientar o planejamento. Foi o que disseram fontes sob condição de anonimato.

E esta meta ainda poderá ser alterada a depender das condições de mercado. Analistas esperavam que fossem comercializados de 4,7 milhões a 4,8 milhões de veículos. Mas, ao que tudo indica, a BYD tem sentido a pressão crescente da concorrência com marcas como Geely e Leapmotor.  

A nova projeção, embora esteja 7% acima do que foi vendido no ano passado, representa o crescimento anual mais lento desde 2020, quando as vendas recuaram 7%. Ou seja: é o pior desempenho em cinco anos.

Segundo a reportagem na semana passada a BYD relatou, ainda, queda de 30% no lucro trimestral, o primeiro recuo em mais de três anos.

IBV Auto registra alta de 0,92% em agosto

Baseado em valores reais de financiamentos, o IBV Auto (Índice BV Auto) acaba de ser lançado pelo banco BV, uma das principais instituições financeiras do país. O índice acompanha a variação de preços e a desvalorização dos automóveis leves usados, com visões regionais e estaduais, em linha com a presença da instituição em todo o país. Em agosto, o índice de preços de automóveis usados teve alta de 0,92% sobre o mês anterior, tendo a região Sudeste puxado a valorização. No acumulado em 12 meses até agosto, o indicador apresentou uma alta de 6% do preço dos automóveis leves usados.

“O IBV Auto reforça a relevância de dados reais de mercado para compreender a dinâmica de preços dos usados no Brasil. Com critérios bem definidos, o índice oferece uma visão clara sobre a variação de valores entre diferentes motores, modelos, anos de fabricação e regiões, ajudando a interpretar de forma mais precisa as mudanças do setor”, afirma Jamil Ganan, diretor de Negócios de Varejo do banco BV.

Em agosto, a inflação de veículos usados na região Sudeste foi de 1,2% e, na região Norte, de 1,1%. Rio de Janeiro (1,25%), Bahia (1,21%), Minas Gerais (1,10%) e Amazonas (1,02%) apresentaram as maiores taxas mensais e, no acumulado em 12 meses, o estado do Rio de Janeiro se destaca com elevação de 7,1%.

Roberto Padovani

“A alta do IBV Auto em agosto, de 0,92%, ante 0,80% em julho, representa uma aceleração da inflação do carro usado para além da inflação ‘cheia’ medida pelo IPCA. A alta reflete o momento ainda aquecido da atividade econômica, principalmente da renda das famílias, que impulsiona a demanda por veículos. A manutenção da Selic em patamar elevado é um fator que tende a arrefecer a alta dos preços de usados no médio prazo, assim como os impactos da redução do IPI em veículos novos”, destaca Roberto Padovani, economista-chefe do banco BV.

Desvalorização

O índice também traz uma análise comparada da desvalorização de veículos por tipo de motorização. Veículos elétricos fabricados em 2022 acumulam acentuada desvalorização de 46,6% até agosto de 2025, pressionados pela queda nos preços dos veículos novos. Os modelos híbridos do mesmo ano/modelo, por sua vez, registram desvalorização de 20,1%, enquanto os a movidos a motores a combustão, na mesma base de comparação, perderam 12,7% em valor.

“A queda dos elétricos mostra que o mercado de usados ainda está buscando equilíbrio para essa tecnologia, especialmente diante da redução nos preços dos modelos novos. Já os veículos a combustão mantêm uma trajetória mais estável, com menor perda de valor”, afirma Flávio Suchek, Diretor Executivo de Varejo do banco BV.

Metodologia e critérios

O IBV Auto é um indicador desenvolvido para medir, com precisão e base metodológica robusta, a variação de preços regional e, de forma consolidada, em todo o país. Utilizando dados reais de transações financiadas pelo banco BV, o índice reflete o valor de mercado dos veículos em todo o país, incorporando critérios rigorosos de amostragem, ajustes por depreciação e agrupamento técnico de modelos, permitindo acompanhar mensalmente a dinâmica dos preços por região.

A ponderação é realizada com base no valor total das negociações (volume por preço): quanto maior o preço e mais comercializado for um determinado modelo e ano, maior será o peso do veículo na cesta que compõe o indicador. O índice utiliza o ano de 2019 como base histórica inicial, fixando o indicador nacional em 100, para permitir comparações ao longo do tempo até o mês mais recente de 2025. Nos índices regionais, a base é ajustada de acordo com a diferença média de preços em relação ao mercado nacional naquele ano. Isso garante que a série reflita com precisão a evolução dos preços e as diferenças regionais, oferecendo uma leitura mais apurada do mercado de usados.

Além disso, o IBV Auto busca medir a evolução das taxas de desvalorização de cestas comparáveis de automóveis híbridos (HEV), elétricos (BEV) e a combustão (ICE) mensalmente. O objetivo principal é permitir a comparação da desvalorização de automóveis com diferentes tipos de propulsão (a combustão, híbridos e elétricos), tomando como base veículos de mesma idade e características gerais comparáveis (preço quando novo, tamanho, categoria, país de origem, entre outros).

IQA inaugura sua academia para capacitar empresas e profissionais do setor

São Paulo – O IQA, Instituto da Qualidade Automotiva, ampliou sua área de atuação com o lançamento de braço dedicado à formação e à capacitação de empresas e profissionais do setor automotivo: a Academia IQA. A iniciativa busca alinhar inovação, tecnologia e experiência do usuário em um ambiente de aprendizagem contínua, além de atender a tendências globais de mobilidade.

Por meio da academia serão oferecidos cursos e treinamentos com foco na modernização, produção de estudos técnicos, realização de pesquisas de mercado, criação de vitrine institucional para profissionais do setor e organização de eventos com curadoria especializada. 

O objetivo é, também, ampliar as comissões técnicas do IQA com troca de experiência por especialistas, empresas líderes do mercado e instituições parceiras para estimular a consolidação de boas práticas em toda a cadeia.

Produção de veículos reduz ritmo de crescimento na Argentina

São Paulo – As fabricantes de veículos instaladas na Argentina produziram 332 mil 35 unidades de janeiro a agosto, 6,2% acima do mesmo período em 2024. Embora o dado seja positivo no acumulado até julho a alta era de 10,1%. Os dados foram divulgados pela Adefa, que representa as montadoras no país vizinho. 

A desaceleração pode ser explicada pela produção do mês passado, de 44 mil 545 unidades, que ficou 13,8% aquém do volume de agosto de 2024. Na comparação com julho, no entanto, houve alta de 20%.  

A quantidade de veículos exportados nos oito meses do ano, 173 mil 382 unidades, está 7,7% abaixo do mesmo período de 2024. Somente em agosto foram exportados 25 mil 503 veículos, queda de 22,1% na comparação anual, mas incremento de 39,9% na mensal. 

Para o presidente da Adefa, Martín Zuppi, superada a sazonalidade que influenciou o desempenho do mês passado, como foi mencionado em julho, com ajustes decorrentes do recesso e manutenções e atualizações tecnológicas em algumas fábricas, a indústria recuperou seu ritmo.

“No acumulado de janeiro a agosto as exportações são o único pilar com desempenho negativo na comparação interanual. O setor avança, portanto, visando à melhoria contínua da competitividade, com foco na redução da carga tributária nos níveis nacional, estadual e municipal.”

Trata-se de fator-chave para impulsionar a competitividade sistêmica do setor, segundo Zuppi, que ressaltou trabalho da entidade com o Ministério das Relações Exteriores para expandir o acesso aos mercados internacionais, uma vez que a Argentina continua a ter uma rede limitada de acordos de livre comércio, “o que restringe oportunidades em comparação com concorrentes na região e ao redor do mundo”.

Com relação às vendas ao mercado doméstico as 444 mil unidades estão 65,6% acima do acumulado de 2024. Somente em agosto, de acordo com informações das concessionárias argentinas, foram comercializados 54,6 mil veículos, 31,7% acima do mesmo mês no ano passado, mas recuo de 13% frente a julho. 

BYD supera Honda e sobe mais um posto no ranking de marcas

São Paulo – Com o recorde mensal de vendas em agosto, 9,8 mil veículos emplacados, a BYD somou 66,4 mil unidades comercializadas no acumulado do ano, crescimento de 48,2% sobre o mesmo período do ano passado, e superou a Honda no ranking brasileiro de automóveis e comerciais leves, garantindo a oitava posição. No mês a marca foi a sétima mais vendida, superando também a Jeep.

Em doze meses, segundo a empresa, foram vendidos mais de 100 mil veículos BYD no mercado brasileiro. Segundo o vice-presidente Alexandre Baldy a mira está no topo: “Os resultados dos últimos doze meses revelam que os brasileiros realmente confiam e apostam em nós. Hoje somos a marca que mais cresce por aqui e o próximo passo será liderar o mercado nacional”.

A Honda, agora na nona colocação, também registrou bom desempenho, com avanço de 19,2% nas vendas de janeiro a agosto e 65,5 mil emplacamentos. A Nissan caiu da oitava para a décima posição, com recuo de 16% nas vendas.

Das dez marcas mais vendidas no País cinco registraram crescimento: além de BYD e Honda a líder Fiat, a vice-líder Volkswagen e a Renault, sexta colocada.

A Chevrolet continua com saldo negativo: queda de 14,9% nos primeiros oito meses do ano e 166,2 mil emplacamentos, 100 mil a menos do que a VW, vice-líder.

Veja o ranking:

Volkswagen Polo lidera mais um mês, mas não passa Fiat Strada

São Paulo – Pelo terceiro mês consecutivo, e o quinto em 2025, o Volkswagen Polo ocupou o degrau mais alto no ranking de modelos leves do mercado brasileiro. Com o impulso das vendas do programa Carro Sustentável os emplacamentos somaram 12,9 mil unidades, o que garantiu a liderança e deixou a Fiat Strada, com 11,8 mil, na segunda posição.

No acumulado do ano, porém, a picape produzida em Betim, MG, mantém a primeira colocação: 87,4 mil licenciamentos de janeiro a agosto contra 83,1 mil do hatch fabricado em São Bernardo do Campo e Taubaté, SP. Como a picape não teve o IPI zerado, ao contrário de algumas versões do hatch, a disputa ainda está em aberto.

Completou o pódio o Fiat Argo, também no Carro Sustentável, com 10,1 mil licenciamentos.

Na quarta posição uma surpresa: o SUV Toyota Corolla Cross registrou 7,7 mil emplacamentos e foi o mais vendido do segmento. Deixou para trás o VW T-Cross, que vinha sendo o utilitário esportivo líder, e modelos tradicionais das primeiras posições como Hyundai HB20 e Chevrolet Onix, ambos com versões habilitadas ao IPI zero.

A VW Saveiro por mais um mês figurou no Top 10.

Veja os veículos leves mais vendidos de agosto: