Conheça os finalistas de Montadora de Veículos Comerciais

DAF avança no Brasil com nova etapa de expansão

Com 12 anos de atuação e mais de 50 mil veículos fabricados, a DAF iniciou um ciclo de investimentos a fim de expandir sua fábrica em Ponta Grossa (PR) e ampliar a presença no país. Com isso, a empresa consolida sua visão de futuro ao aumentar a capacidade produtiva, aperfeiçoar os serviços de pós-venda e estreitar a relação com frotistas de todo o país. O grande destaque é a inclusão de novos modelos ao portfólio DAF visando o crescimento no mercado nacional. O projeto visa modernizar a planta com tecnologia equivalente à da unidade belga da marca e expandir a produção para atender mercados latino-americanos.

De origem holandesa e subsidiária do grupo norte-americano PACCAR, a DAF consolidou-se como um dos principais nomes no segmento desde sua chegada ao Brasil. Atualmente, o complexo da DAF em Ponta Grossa é a maior unidade fabril do grupo no mundo: são 68,8 mil m² de área construída, instalados em um terreno de 2,3 milhões de m² com 1.050 funcionários. Em 2024, a fábrica atingiu 40 mil veículos fabricados, sendo que parte desse volume foi exportada para Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Suriname.

A expansão anunciada reforça a estratégia da DAF de consolidar sua presença no Brasil e na América do Sul, além de introduzir novos modelos em sua linha de produção. A Rede DAF, presente em 100% do território brasileiro e composta por 16 grupos econômicos, conta com 72 pontos de atendimento entre concessionárias e Lojas TRP. Os mais de 50 mil caminhões DAF que circulam pelo Brasil contam com um atendimento qualificado em todos os estados, sustentado por uma rede sólida e preparada para oferecer os melhores serviços e produtos.

Os planos de crescimento da companhia refletem diretamente na abertura de novas unidades no Brasil para atender os clientes. Recentemente, a fabricante inaugurou três novas concessionárias: uma em São Paulo, outra na Bahia e a primeira unidade no Acre, que também atenderá clientes de Rondônia.

Novos rumos para a Iveco

2025 começou muito bem para a Iveco. No exato instante em que celebrava 50 anos de fundação, com os últimos 28 também presente no mercado brasileiro, a empresa se deu um belo presente de aniversário. Foi a marca  full liner que mais cresceu em participação de mercado entre janeiro e julho de 2025, com alta de 21% nas vendas em comparação ao mesmo período de 2024. Nos pesados, que sofreu uma retração de 23% no período, a Iveco foi na contramão e avançou 25%.

O crescimento conquistado na América Latina, especialmente no Brasil, foi resultado direto de decisões estratégicas tomadas nos últimos cinco anos, onde houve renovação de portfólio, fortalecimento da rede de atendimento e atuação com foco total no cliente. A empresa construiu uma sólida base de conhecimento e presença, fazendo da América Latina um dos mercados mais relevantes para sua operação mundial.

Entre os destaques do período está a liderança do modelo Daily chassi-cabine, com cerca de 40% de participação de mercado no segmento, e o desempenho do Iveco S-Way, que já figura entre os sete caminhões pesados mais vendidos de 2025. Entre janeiro e julho, os emplacamentos do S-Way cresceram 25% em comparação ao mesmo período do ano anterior

A montadora dobrou sua participação de mercado no Brasil de 2020 para cá. Mas quer ir além. A Iveco está concluindo, em 2025, um ciclo de investimentos de R$ 1 bilhão em diversas frentes. Paralelamente, está destinando mais R$ 510 milhões para Pesquisa e Desenvolvimento até 2028, com o objetivo de oferecer tecnologias e inovações contínuas aos seus clientes. Um dos destaques é o portfólio Alternative Power, que inclui o eDaily (elétrico), o Tector NG e o S-Way NG, ambos movidos a gás natural e biometano. É a única montadora da América Latina a contar com um line-up completo (leves a pesados) de caminhões com propulsão alternativa.

O elétrico da Mercedes

No final de 2024, a Mercedes-Benz iniciou as obras de adaptação para produção de ônibus em sua fábrica de São Bernardo do Campo (SP), com foco na montagem de modelos elétricos. O valor do investimento não foi revelado, mas a iniciativa reforça o compromisso da empresa com a descarbonização e a modernização industrial no Brasil.

Com tecnologia da Indústria 4.0, a fábrica teve sua capacidade produtiva ampliada em 15% e as operações logísticas internas, em 20%. A empresa já comercializou 200 unidades do modelo elétrico eO500U para o transporte coletivo de São Paulo, veículos com baterias modulares da Akasol, que garantem até 270 km de autonomia. Estas mesmas empresas pretendem adquirir um total de mais de 500 ônibus elétricos eO500U Mercedes-Benz.

Além das primeiras entregas no Brasil, o Chile é o próximo país da região a receber uma unidade do eO500U para demonstração a clientes, gestores do transporte coletivo e parceiros. Esta ação é fruto de parceria com a Comercial Kaufmann, representante local da marca Mercedes-Benz, e com a encarroçadora Caio. Além de atender aos países da América Latina, o novo produto também será exportado para outros mercados, como a Oceania.

“Este expressivo volume de ônibus elétricos reafirma a entrada da Empresa na era da eletromobilidade com veículos comerciais no País”, diz Sérgio Magalhães, Vice-Presidente Geral de Ônibus América Latina da Mercedes-Benz. Totalmente desenvolvido pela Mercedes-Benz do Brasil para a realidade do País e da América Latina, o ônibus elétrico já está credenciado pelo BNDES para financiamento via Finame. Cerca de 600 colaboradores da Empresa foram treinados e capacitados para a produção do chassi de ônibus elétrico. O veículo foi amplamente testado no Campo de Provas de Iracemápolis (SP), em vias urbanas, e também na Alemanha, onde contou com a expertise da Daimler Buses em ônibus elétricos.

A nova estrutura permitirá atender à crescente demanda por mobilidade elétrica no País, alinhada às metas globais da marca para 2030. O projeto evidencia a visão estratégica da Mercedes-Benz em antecipar as transformações do mercado e consolidar sua liderança também na eletromobilidade.

VWCO na Argentina

Com mais de 1,1 milhão de veículos produzidos em 42 anos de história, a Volkswagen Caminhões e Ônibus está presente em mais de 30 países da América Latina, África, Oriente Médio e Ásia. A empresa tem fábricas em Resende (RJ), no Brasil, e Querétaro, no México, além de parcerias em São Paulo (SP) para a produção dos motores MAN D08 e D26, e veículos em Pinetown, na África do Sul, e Manila, nas Filipinas.

Sempre atenta às novas oportunidades de crescimento, a VWCO ampliou de forma estratégica sua presença internacional ao instalar, no final de 2023, uma linha de montagem em Córdoba, na Argentina, utilizando uma estrutura ociosa do Grupo Volkswagen naquele local. O principal objetivo foi abastecer o mercado local. A linha de montagem foi instalada em uma área exclusiva de 15 mil metros quadrados para os caminhões VW Delivery 9.170 e 11.180, VW Constellation 17.280 nas versões chassis-cabine e cavalo-mecânico, além do chassis de ônibus VW Volksbus 15.190 OD.

“No próximo ano, nossa marca completará 25 anos na Argentina, que é historicamente nosso destino de exportação mais importante na América do Sul. Hoje temos uma operação comercial bem-sucedida entre nossas empresas, com gestão compartilhada e uma rede de concessionários locais. Nada melhor do que comemorar este aniversário antecipadamente com um anúncio tão especial, que também reforçará nossa estratégia de internacionalização”, disse Roberto Cortes, presidente e CEO da VWCO.

A iniciativa fortaleceu o papel do Brasil como plataforma exportadora de veículos pesados, com a engenharia nacional ganhando protagonismo ao abastecer mercados internacionais com soluções desenvolvidas localmente. Com investimento direcionado à produção de até 2,7 mil unidades por ano, a nova unidade gerou mais de 100 empregos diretos e indiretos na região e reativou cadeias produtivas locais, impulsionando o setor automotivo argentino com DNA brasileiro.

Com presença consolidada na América Latina e ambições de expansão para África e Oriente Médio, a VWCO demonstrou, a partir desta iniciativa, visão de longo prazo ao integrar sua produção a uma estratégia global. Trata-se de um exemplo de política industrial inteligente, que transforma excedentes em oportunidades, projetando a força da indústria brasileira e reafirmando a vocação exportadora da marca no cenário mundial.

Em mais um passo rumo à verticalização Librelato adquire Metalblank

São Paulo – Em continuidade à estratégia de investir R$ 405 milhões até 2028 a fim de agregar automação, qualidade e eficiência, e trazer para dentro de casa a maior parte do processo produtivo – o que resultou na aquisição da Ibero, da Zurlo e da Sthall Master –, a Librelato agora prepara-se para incorporar a Metalblank, empresa de cortes de chapa de aço situada em Serra, ES. 

Com aporte que gira em torno de R$ 5 milhões o plano é, a partir de outubro, estar mais próximo à ArcelorMittal, maior fornecedora de aço da companhia, e assim obter ganho logístico e reduzir os desembolsos com frete. Hoje é utilizado entreposto em Caxias do Sul, RS, como apoio. Com a aquisição também ficará mais fácil enviar a sucata à siderúrgica.  

A informação foi dada pela CEO da Librelato, Simone Martins, em entrevista à Agência AutoData. Há seis meses no cargo, a executiva ingressou na companhia em 2018 como diretora administrativo-financeira, em sucessão a Roberto Lopes Júnior, que em setembro de 2024 sucedeu a José Carlos Sprícigo, hoje responsável pelas relações institucionais da Librepar.

“Trata-se de uma operação pequena, mas que tem o propósito de diminuir a sucata, que vendemos para a própria ArcelorMittal, e de internalizar processo que auxiliará tanto a Librelato quanto a Ibero [em Itaquaquecetuba, SP]. A partir do ano que vem estimamos ganho de eficiência de 1% no total do que compramos de aço durante o ano todo.”

Martins disse que esta deverá ser uma das últimas aquisições da Librepar, uma vez que já internalizou a fabricação do eixo e de peças para os implementos rodoviários: “Pode ser que haja um item ou outro, mas o que era de mais importante nós fizemos. Aquisições, agora, só se surgirem boas oportunidades. Não está no nosso radar fazer grandes investimentos na verticalização de autopeças”.

Ela citou que o foco neste momento está na unidade inaugurada em agosto em Guarulhos, SP, que consumiu R$ 10 milhões para realizar a montagem em CKD de implementos fabricados em Içara e Criciúma, SC, com o propósito de estar mais próximo aos clientes e também reduzir gastos logísticos e tempo de entrega.

Diante do aumento da demanda pelo segmento de carga fechada, motivada pelo varejo e e-commerce, principalmente o baú alumínio, que historicamente tinha participação de 8% e, no mês passado, disparou para 22%, este será um dos carros-chefes da unidade paulista, ao lado do sider. O espaço também fará as vezes de hub, e poderá armazenar produtos a pronta entrega para facilitar negócios no Estado e na Região Nordeste.

“A ideia agora é amadurecer todos esses investimentos até 2026. Os aportes previstos para o ano que vem serão injetados na continuidade da melhoria dos processos, em mais automação, qualidade e eficiência.”

Projeção para este ano é de queda de 20% no faturamento

Simone Martins tornou-se a número 1 da Librelato em momento de crise econômica, com a escalada da taxa de juros, em que, na carona da queda nos emplacamentos de caminhões, também encolheu a procura por implementos rodoviários. Em linha com o mercado a projeção é a de que o faturamento seja reduzido em 20% este ano: “Se antes vendíamos 12 mil implementos, agora ficaremos próximos de 10 mil”.

Ela ressaltou que a empresa acompanha o setor mesmo sem volume significativo de baú alumínio. E é aí que reside a aposta de ampliar a oferta deste produto, com o intuito de conquistar maior participação de mercado. “Se houvesse mais produto venderíamos mais”, assinalou, ao lembrar que produtos como basculante e graneleiro despencaram 40% por causa do agronegócio. 

“Em 2026 o mercado não deverá crescer. Mas graneleiro e basculante não ficarão dois anos estagnados, deverão subir gradativamente. Talvez no segundo semestre e no ano que vem vejamos movimento diferente.”

Fatia de mercado de 20% ficará para 2030

Enquanto isso os planos de elevar a fatia de mercado de 12% para 15% no fim do ano terão de esperar mais um pouco para se concretizar. Assim como os de crescer cinquenta anos em cinco, para faturar R$ 6 bilhões, com 20% de participação.

“Falávamos em 2028. Dadas as dificuldades de mercado podemos considerar 2030. Minha bandeira é que tenhamos uma marca admirada pelos clientes e funcionários. Além de todo este processo de integração, que não foi fácil, e não está no fim, temos o desafio de voltar a crescer.”

Hoje a Librelato é a terceira maior fabricante de implementos rodoviários, atrás de Randon e Facchini. Martins afirmou não ter a ambição de ocupar o segundo lugar: o que busca é manter a posição no pódio: “Eles têm, cada um, de 20% a 25% do mercado. Almejar 20% e manter o terceiro lugar acho que é algo possível.”

Dos principais valores da empresa familiar de 56 anos com gestão profissionalizada desde 2011, quando houve a participação do fundo CRP como sócio, que saiu em 2021, a executiva ressalta a ousadia e, ao mesmo tempo, a simplicidade:

“Temos preservado raízes tradicionais mesmo sendo um empresa moderna, mas com características mais humanas. E é preciso continuar crescendo para alcançarmos o plano de que a companhia seja centenária”.

Vendas de usados avançam 21% em agosto

São Paulo – Em agosto foram vendidos 1 milhão 720 mil veículos usados, segundo levantamento da Fenauto, que representa o setor de distribuição independente. O volume superou em 20,5% o resultado de agosto do ano passado e ficou 0,5% acima do vendido em julho.

Na média diária o crescimento na comparação anual foi ainda maior: 26,2%, com cerca de 80 mil veículos transferidos por dia.

O acumulado do ano apresenta 15,1% de crescimento, com 11,8 milhões de unidades comercializadas de janeiro a agosto.

O presidente da Fenauto, Enílson Sales, admite que um novo recorde de vendas de usados poderá ser alcançado em 2025:

“Em 2024 fechamos com mais de 15,7 milhões de unidades comercializadas. Até agora apresentamos desempenho positivo interessante, que pode nos levar a algo em torno de 17 milhões de unidades até dezembro, um resultado extremamente bom para o segmento. Estamos acompanhando a movimentação do mercado com boas expectativas”. 

BMW promete seu carro a hidrogênio para 2028

São Paulo – A BMW planeja para 2028 o início da produção em série de carros movidos a hidrogênio. É quando a fábrica de Steyr, Áustria, deverá começar a produzir a terceira geração do sistema de propulsão que vem sendo desenvolvido com o apoio do centro de competência local com o de Munique, Alemanha, sede da companhia.

Os protótipos já estão sendo construídos, com suporte também do polo tecnológico de Landshut, Alemanha. O desenvolvimento tem apoio da Toyota e traz melhorias como redução do espaço ocupado pelo sistema em 25%, alto grau de integração com as futuras arquiteturas de veículos e componentes que o tornam mais eficiente, com mais autonomia, melhor desempenho e menor consumo de energia.

A primeira geração do sistema a hidrogênio foi fornecida pela Toyota em 2014 e instalada no BMW 535iA. Atualmente uma frota piloto utiliza a segunda geração, no BMW iX5 Hydrogen. A BMW desenvolveu todo o sistema e as células são fornecidas pela Toyota.

A reação eletroquímica do hidrogênio do tanque com o oxigênio do ar ocorre na célula de combustível, gerando a eletricidade que alimenta o motor elétrico. O sistema inclui as células, os componentes e sistemas necessários para seu funcionamento, como o sistema de resfriamento e subsistemas de hidrogênio e ar.

Ônibus elétricos da Marcopolo completam um ano de operação em Porto Alegre 

São Paulo – Em agosto de 2024 a Marcopolo entregou oito ônibus 100% elétricos Attivi Integral ao transporte coletivo urbano de Porto Alegre, RS. Ao longo de um ano os veículos a bateria transportaram cerca de 1,2 milhão de passageiros nas linhas E703, E378 e 110.

Os veículos fazem parte das frotas das empresas Nortran e VTC, Viação Teresópolis Cavalhada, com quatro unidades de cada concessionário. Com autonomia de até 250 quilômetros e tempo de recarga de até quatro horas os ônibus elétricos acomodam 81 passageiros, sendo 41 sentados.

O Attivi é o primeiro modelo de ônibus desenvolvido integralmente pela Marcopolo, chassi e carroceria. 

Audi trará a nova geração do Q5 do México

São Paulo – A nova geração do Audi Q5 desembarcará nas concessionárias brasileiras no último trimestre. Segundo a companhia a terceira geração do modelo, montada sobre a PPC, plataforma premium a combustão, será importada da fábrica de San José Chiapa, México, nas carrocerias SUV e sportback.

O novo Q5 tem design inédito e é movido pelo motor EA 888 evo5 2.0 TFSI, com 272 cv e 400 Nm de torque aliado ao sistema de tração quattro ultra.

Carro Sustentável tem preços e alcance insustentáveis

Passada a euforia inicial com o Programa Carro Sustentável, lançado em meados de julho com a eliminação do IPI sobre os modelos 1.0 mais baratos do mercado, a realidade mostra que os preços e os juros dos financiamentos continuam insustentáveis para sustentar crescimento maior das vendas.

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, um dos patrocinadores do programa no governo, por três fins de semana seguidos visitou pessoalmente concessionárias de diversas marcas para comprovar o esperado sucesso do Carro Sustentável, com descontos concedidos pelos fabricantes que superavam bastante a redução do imposto.

Nas lojas visitadas as notícias ouvidas por Alckmin eram de que havia dobrado a demanda pelos seis modelos incluídos no programa, enquanto números da Anfavea apontavam para alta de 16,7% nas vendas de varejo em julho, na comparação com o mesmo mês de 2024, e a Fenabrave apurou, nos onze primeiros dias úteis de agosto contra idêntico período do ano passado, crescimento de 14% nos emplacamentos dos carros isentos do IPI. Foram avanços significativos em contraposição ao desempenho retraído do mercado de veículos leves.

Fechado o mês de agosto, no entanto, o desempenho do Carro Popular perdeu força. Os seis hatches mais vendidos do programa –Volkswagen Polo, Fiat Argo e Mobi, Chevrolet Onix, Hyundai HB20 e Renault Kwid – somaram 48,3 mil emplacamentos, em alta de apenas 1,6% sobre agosto de 2024, mas ainda assim um índice positivo diante da queda de 6,8% das vendas gerais de veículos leves na mesma base comparativa, segundo levantamento da consultoria K.Lume.

Retirada de descontos

O desempenho variou bastante de modelo para modelo. Sempre comparando agosto deste ano com o de 2024 o carro mais vendido do País e do programa registrou queda de 9,6% nos emplacamentos, provavelmente porque a Volkswagen reduziu o desconto concedido para o Polo Track de 12%, anunciado logo no início do programa, para apenas 3,2% no valor cobrado antes da isenção do IPI, fazendo o preço subir de R$ 84,4 mil para R$ 92,6 mil em setembro, conforme consta no site da fabricante.

Os dois Fiat no programa, Argo e Mobi, registraram crescimento expressivo da vendas de, respectivamente, 30% e 47,7%, na comparação com agosto do ano passado.

No mês passado o Argo foi vendido com bom desconto de R$ 10 mil, mas no início de setembro o valor da versão Drive 1.0, vendida por R$ 92 mil, voltou a ser quase igual ao praticado antes do Carro Sustentável, apenas 1% mais baixo.

O Mobi teve pequena alteração de apenas 2,5% no preço, acomodando praticamente só o desconto equivalente à isenção do IPI, e ficou com valores inalterados desde então, com a versão mais barata, a Like, anunciada no site da Fiat por R$ 79 mil, ou R$ 2 mil a menos do que era cobrado antes do programa.

O mesmo ocorreu com o carro mais barato do mercado, o Renault Kwid, que teve aumento de 5,3% nas vendas de agosto em comparação com o mesmo mês do ano passado. Na segunda quinzena de julho o valor da versão Zen baixou apenas 2,4%, ou R$ 2 mil, e se manteve em R$ 78,7 mil no início de setembro.

Ou seja: o efeito do Programa Carro Popular no aumento das vendas dos dois carros mais baratos do mercado brasileiro foi muito mais psicológico, pois os descontos foram – e são – mínimos.

O Chevrolet Onix foi renovado recentemente e seus valores são os mais altos dentre todos os hatches habilitados no Carro Sustentável. Em 1º de setembro a versão mais barata 1.0 do modelo estava anunciada no site da fabricante, na concessionária Carrera, da Lapa, em São Paulo, por R$ 101,7 mil, com desconto promocional informado de R$ 3 mil. Com preço tão elevado para um veículo desta categoria, não por acaso, os emplacamentos do Onix caíram 35,5% em agosto sobre o mesmo mês de 2024.

O Hyundai HB20 1.0 aspirado, que após o início do programa ganhou desconto de 10%, custando em torno de R$ 10 mil a menos, manteve os preços até o início de setembro, de R$ 85 mil para a versão Comfort e de R$ 89 mil para a Limited, e assim sustentou alta de 6,9% nas vendas de agosto.

Alcance limitado

Ainda que o Carro Sustentável tenha ajudado a impedir queda maior do mercado o desempenho até aqui mostra que zerar o IPI de meia dúzia de modelos – que já pagavam a menor alíquota do imposto – tem alcance limitado.

Os descontos concedidos pelos fabricantes – muitos deles já reduzidos ou retirados – fez muito mais efeito do que a pequena redução da carga tributária, o que só comprova que os preços de veículos zero-quilômetro continuam inalcançáveis para a renda média nacional, e muito mais distantes da realidade do potencial comprador dos carros mais baratos do mercado, ainda caros para a maioria da população.

A combinação de preços altos com crédito caro é ainda mais nefasta. Com a Selic parada nas alturas de 15% ao ano, os juros para pessoas físicas nos financiamentos de carros atingiram a média 27,6% ao ano, segundo dados mais recentes do Banco Central. Nos últimos doze meses terminados em julho este custo aumentou 2 pontos porcentuais e as novas concessões de financiamentos cresceram apenas 1,2% nos sete primeiros meses deste ano, apontando para estagnação agora e futura queda na abertura de crédito para compra de veículos. Acompanha o cenário restritivo a inadimplência que avançou 1,1 ponto este ano, para 5,3%.

Neste cenário de preços e juros nas alturas aqueles que ainda têm renda para comprar um automóvel zero-quilômetro provavelmente podem adquirir algo melhor dos que os seis hatches incluídos no Programa Carro Sustentável.

Com isto fica prejudicado o avanço do tripé social, econômico e ambiental proposto pelo Carro Sustentável, pois com volumes baixos o programa pouco contribui para ampliar o acesso ao carro novo, aumentar a produção das fábricas ou reduzir emissões.

O programa poderá evitar tombo maior do mercado este ano mas será preciso fazer bem mais para o mercado voltar a crescer como deveria para ocupar a ociosidade das fábricas.

Ram lança edição especial da Rampage em comemoração à NFL

São Paulo – Patrocinadora da temporada da NFL, que começa nesta semana e conta com um jogo na Neo Química Arena, na Capital paulista, a Ram divulgou na segunda-feira, 1º, uma série especial da picape Rampage alusiva à competição de futebol americano. Com base na versão R/T traz adesivos com o escudo da liga nas laterais e bancos, maçanetas na cor preta, ponteira do escapamento esportiva e outros pormenores, por R$ 275 mil 690.

As trezentas unidades produzidas em Goiana, PE, das quais noventa na cor prata e 210 na branca, entram para a história: são as primeiras versões especiais de um carro que remetem à NFL.

“Não foi um processo fácil [convencer a liga a aprovar a versão especial]”, afirmou André Turci, diretor de parcerias da NFL. “De um lado temos um certo conservadorismo dos dirigentes nos Estados Unidos e, de outro, toda a criatividade do brasileiro”.

Para Juliano Machado, vice-presidente da Ram para a América do Sul, a versão especial junta dois ícones dos Estados Unidos, a Ram e a NFL, que compartilham o DNA. Ela chega em meados de outubro nas concessionárias e os compradores ganharão um kit com placa, copo, boné e um cooler.

NFL cresce no Brasil

Turci mostrou números que indicam o crescimento da liga de futebol americano no País: são 41 milhões de fãs, dos quais 22% que acompanham de perto. “Tudo o que fazemos aqui gera barulho”.

Será o segundo ano consecutivo que uma partida será disputada no estádio de Itaquera, que também sediou a Copa do Mundo. O jogo entre Kansas City Chiefs e Los Angeles Chargers está agendado para a sexta-feira, 5, às 21h30.

Na semana passada a NFL anunciou que terá alguns de seus jogos transmitidos pelo canal sportv e pelo GE TV, novo canal da Globo para o YouTube. A ESPN e a Cazé TV também transmitem partidas da competição.

François Provost anuncia mudanças organizacionais no Grupo Renault

São Paulo – Após assumir o posto de CEO do Grupo Renault, em 31 de julho, François Provost anunciou mudanças organizacionais. O executivo justificou que para enfrentar os desafios é preciso decidir mais rápido, agir de forma mais inteligente e se manter mais próximo dos clientes.

Uma das alterações é a nomeação de Fabrice Cambolive, CEO da marca Renault, como CGO, Chief Growth Officer, responsável por identificar e impulsionar o crescimento sustentável da empresa. Ele acumulará as funções.

No novo posto será responsável pelas marcas Renault e Dacia, assegurando planos unificados e maximizando o faturamento em todos os mercados. O executivo também estará à frente do desenvolvimento internacional do grupo, tendo os mercados da Índia, América Latina e Coreia do Sul identificados como prioritários.

Outra mudança é a nomeação de Katrin Adt como CEO da marca Dacia. A executiva substituirá a Denis Le Vot, que decidiu deixar a empresa, e se reportará a Cambolive.

Philippe Brunet é o novo CTO, Chief Technology Officer, responsável pela estratégia tecnológica e nome à frente da engenharia do grupo e da Ampere. A função foi criada para acelerar a inovação e execução de projetos, além de melhorar a coordenação com as funções de planejamento de produtos, qualidade, suprimentos, manufatura e supply chain. Ele substitui a Philippe Krief, que continua sendo CEO da Alpine.

Em substituição a Provost, Anthony Plouvier, anteriormente vice-presidente de estratégia de suprimentos e transformação, é agora o CPO, Chief Procurement Officer, responsável por supervisionar o processo de aquisição de bens e serviços. O plano é que o executivo acelere a transformação da área de suprimentos, aumentando a competitividade e ampliando parcerias com fornecedores.

Claire Fanget, até então chefe de recursos humanos da marca Renault, agora é a CPO, Chief People & Organisation Officer, responsável pela gestão de pessoas e pelo desenvolvimento da cultura organizacional, sucedendo a Bruno Laforge, que deixa a empresa. Ela terá como prioridades adaptar as competências e recursos às novas necessidades da indústria.

Thierry Charvet, chefe de indústria e qualidade, teve seu escopo de atuação ampliado para incluir a cadeia de suprimentos. E Christian Stein, CCO, Chief Communications Officer, responsável pela comunicação do grupo, passa a integrar o Leadership Team, assim como todos os executivos mencionados.

Provost continuará à frente da área de parcerias e relações institucionais. 

Mercado argentino avança 32% em agosto

São Paulo – Foram comercializadas, na Argentina, 54,6 mil unidades de veículos em agosto, acréscimo de 31,7% com relação ao mesmo mês de 2024 e recuo de 13% se comparado a julho. No acumulado de 2025 as 444 mil unidades estão 65,6% acima de janeiro a agosto do ano passado.

De acordo com informações do Motor 1 Argentina o mercado mantém ritmo de vendas não visto desde 2018 – naquele ano 800 mil unidades foram comercializadas. Para 2025 as projeções são de que o volume total alcançará 650 mil unidades.

Quanto à retração na comparação mensal, foi atribuído ao efeito da alta do dólar e também ao aumento da taxa de juros. Além disso havia atraso na entrega de placas, o que, após cobrança da Acara, entidade que representa os concessionários, o governo sinalizou que começará a normalizar em setembro.

O modelo mais vendido este ano, por enquanto, foi o Fiat Cronos, com 23 mil 924 unidades, seguido de perto pelo Toyota Yaris, com 22 mil 981, e pelo Peugeot 208, com 22 mil 901. Quanto aos comerciais leves o pódio é composto por Toyota Hilux, com 22 mil 77, Ford Ranger, 18 mil 468, e Volkswagen Amarok, 18 mil 388.