Período de colheita puxa setor de máquinas agrícolas

São Paulo – As vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias cresceram 10,3% em março, na comparação com o mesmo mês do ano passado, somando pouco mais de 4,1 mil unidades, segundo dados divulgados pela Anfavea na segunda-feira. Com relação a fevereiro a alta foi de 4,6% e, no acumulado do ano, a expansão foi de 2%.

 

Para Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da entidade, alguns fatores influenciaram no resultado: “A agricultura não parou, está em plena colheita e demandou por máquinas e equipamentos. Os produtores também estavam segurando suas compras por causa da disponibilidade de crédito, cenário que melhorou com relação ao começo do ano e eles foram às compras”.

 

A produção em março foi de 4,1 mil equipamentos, queda de 7,7% ante março de 2019 e alta de 14,9% com relação a fevereiro. Para Miguel Neto a retração ante igual período do ano passado foi causada porque o cenário em 2019 era mais estável. Já a expansão ante fevereiro foi puxada pelo período de colheita, tanto no Brasil quanto na Argentina, o que fez crescer os números. No trimestre saíram das linhas de produção 10,2 mil máquinas, recuo de 5,7% na mesma base comparativa.

 

Os embarques de máquinas para outros países somaram 980 unidades em março, retração de 11,9% com relação a março de 2019 e alta de 18,9% ante o mês anterior. O vice-presidente da Anfavea disse que o volume menor na comparação com março de 2019 não é efeito da pandemia causada pela covid-19: “Alguns parceiros comerciais, como a Argentina, já sofriam com problemas antes dessa crise e a demanda já era menor”.

 

A alta na comparação de março com fevereiro foi puxada pelo mesmo motivo que causou impacto na produção e nas vendas, o período de colheita. No acumulado do ano as exportações somaram 2,3 mil unidades, volume 12,6% menor do que o registrado no primeiro trimestre de 2019.

 

Foto: Divulgação.

Produção recua em março e deverá ser ainda menor em abril

São Paulo – Na segunda-feira, 6, nenhuma linha de produção de automóvel, comercial leve, caminhão ou chassi de ônibus operou no Brasil. Para ajudar a conter a pandemia da covid-19 as empresas fabricantes optaram por suspender as atividades do chão de fábrica e instituir trabalho remoto nas funções administrativas. Diante deste cenário o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, espera para abril um resultado ainda pior do que o de março. 

 

É possível que tenhamos, em abril, o pior mês em volume de produção dos últimos anos. De acordo com a Anfavea o menor volume produzido em um mês nos últimos anos foi registrado, coincidentemente, em um mês de abril, mas de 1990. Naquele mês saíram das linhas de montagem pouco mais de 29 mil veículos.

 

“O impacto maior na produção será em abril”, afirmou Moraes em vídeo gravado para divulgar os resultados do primeiro trimestre e transmitido à imprensa na segunda-feira, 6. “Quase todas as fábricas estarão paradas durante o mês”.

 

Em março saíram das linhas de montagem 190 mil veículos, recuo de 21,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado e de 7% com relação a fevereiro: “No mês passado falávamos do risco de interrupção na produção por falta de componentes, em especial aqueles importados da China. Mas a parada ocorreu por causa da própria covid-19”.

 

O saldo acumulado do trimestre fechou negativo em 16%, com 585,9 mil unidades produzidas – ou 112 mil unidades a menos. Além de vendas menores no Brasil as exportações jogam contra a indústria nacional, que nos primeiros dois meses já havia perdido volume de produção devido à menor quantidade de unidades embarcadas.

 

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Os empregos foram pouco afetados: de fevereiro para março houve corte de cerca de trezentos trabalhadores, dentro do normal esperado pelo presidente da Anfavea – apesar da redução de 4,3 mil funcionários de março de 2019 para o mês passado, parte justificada pelo fechamento da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo, SP, no período.

 

Oficialmente nenhuma empresa fala, ainda, em demissão. Mas algumas já iniciaram negociações com sindicatos para flexibilizar a mão de obra, lançando mão de ferramentas como lay off. Moraes disse não ser possível, ainda, estimar uma data para o retorno da produção: “A preocupação dos executivos das montadoras, neste momento, é com a saúde”.

 

Foto: Divulgação.

Ônibus: produção dá marcha à ré no trimestre.

São Paulo – A produção de chassis de ônibus caiu 2% no primeiro trimestre, na comparação com o desempenho das linhas registrado em igual período no ano passado. Foram fabricadas 5,9 mil unidades no acumulado do ano até março, segundo divulgou a Anfavea na segunda-feira, 6.

 

Em março, quando se acentuou a pandemia de coronavírus no País, fato que levou as montadoras a paralisarem suas linhas, a produção contrariou tendência natural de queda em período de crise e apresentou crescimento de 19% sobre a produção do mesmo mês no ano passado.

 

Mas é possível observar o reflexo da covid-19 na produção na comparação com o desempenho das linhas em fevereiro e março, quando, segundo dados do balanço da Anfavea divulgados na segunda-feira, 6, a queda no volume foi de 22%.

 

O maior volume produzido nos três primeiros meses do ano foi de chassis de ônibus urbanos, com 4,7 mil unidades, retração de 1,7%. O volume de chassis de ônibus rodoviários, por sua vez, foi 5% menor na comparação com o desempenho no primeiro trimestre de 2019, chegando a 1,2 mil unidades.

 

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Produção argentina despenca com parada obrigatória

São Paulo – As fabricantes de veículos argentinas entregaram 19 mil 164 veículos em março, volume 34,4% abaixo do produzido no mesmo mês de 2019 e 26,7% inferior ao de fevereiro. Desta vez não foi a crise do país que derrubou o ritmo das linhas, mas a pandemia da covid-19 – assim como as montadoras brasileiras, as argentinas também entraram na quarentena e pararam de produzir veículos.

 

Com isso o saldo do trimestre ficou 14% negativo na comparação com os primeiros três meses de 2019. Saíram das linhas de montagem 66 mil veículos.

 

As exportações, em março, somaram 13 mil 928 unidades, queda de 33,9% na comparação com março de 2019 e de 23,1% com relação a fevereiro. No trimestre a queda chega a 15%, com o embarque de 40,7 mil veículos.

 

Em nota a Adefa, associação que representa as fabricantes daquele país, reforçou a importância da paralisação total, que foi decretada pelo governo. Mas lembrou que a indústria vinha “passando por uma situação crítica e a situação atual gera preocupação em toda a cadeia”. Por isso discute com o governo medidas para proteger os empregos e o setor.

 

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Empresas investem em segurança e prevenção à covid-19

Caxias do Sul, RS – Marcopolo, Empresas Randon e Simecs, o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico, uniram esforços para apoiar a estruturação da rede de saúde de Caxias do Sul e região. Por meio dessa parceria serão doados em torno de R$ 3 milhões para a campanha Caxias contra a Covid-19, liderada pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços, movimento Mobilização por Caxias, e Prefeitura.

 

Os recursos deverão ser aplicados, de forma prioritária, na aquisição de vinte respiradores mecânicos para serem doados ao município, que os destinará às unidades de tratamento intensivo em estruturação nos hospitais da cidade. Caso a aquisição dos respiradores não seja possível, dada a alta demanda por esse mecanismo em meio ao quadro de pandemia, os recursos obtidos nesta ação conjunta serão destinados para aquisição de equipamentos de proteção individuais aos profissionais da saúde e demais necessidades listadas pela coordenação da campanha.

 

A Acrilys do Brasil, fabricante de componentes plásticos para a indústria automotiva, com sede em Caxias do Sul, doou cinquenta unidades de escudos de proteção facial. O equipamento foi confeccionado na fábrica e será utilizado por profissionais do Hospital Geral de Caxias do Sul nos atendimentos aos casos suspeitos e confirmados de coronavírus.

 

A FCC, de Campo Bom, fabricante de adesivos e vedantes, dentre outros itens, para a indústria automotiva, produziu máscaras de proteção facial para profissionais da saúde. O produto tem como principal vantagem sobre o tradicional a possibilidade de reutilização inúmeras vezes, desde que devidamente higienizadas. A primeira doação foi feita ao Hospital Municipal de Campo Bom, com projeção de atender, em breve, dezenas de outras instituições. A empresa tem a parceria da startup Lebbre, que participa com as impressoras 3D.

 

A FCC ainda desenvolveu um álcool gel com propriedades diferenciadas, que evita a agressão da pele, que ocorre quando o produto é utilizado muito frequentemente. A empresa está dedicando parte de sua operação à produção de 15 mil litros de álcool gel para doação a diversos centros de saúde, tanto no Rio Grande do Sul quanto na Bahia, onde também tem fábrica. Outra ação social foi a doação em dinheiro para a compra de respiradores e monitores para o hospital de Campo Bom.

 

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ZM produzirá máscaras na fábrica de Brusque

São Paulo – A ZM produzirá máscaras hospitalares na sua fábrica instalada em Brusque, SC. A produção será feita em impressoras 3D em parceria com o Centro Universitário de Brusque, a Unifebe. O planejamento da empresa envolve doação do equipamento para hospitais da região.

 

De acordo com Alexandre Zen, CEO da ZM, “sabemos que a falta de máscaras e equipamentos, fundamentais para a proteção de nossos médicos e enfermeiros, é emergencial e acreditamos que se cada empresário puder fazer um pouco em breve teremos muito e poderemos todos ajudar a diminuir a disseminação da doença e a salvar vidas”.

 

Fotos: Divulgação.

Montadoras congelam e reavaliam investimentos

São Paulo – Os efeitos da pandemia da covid-19 já vão além do desempenho negativo de vendas de veículos e do fechamento da produção do parque instalado no Brasil. O cenário adverso na economia em função do coronavírus reflete no planejamento de longo prazo das empresas fabricantes de veículos, a ponto de alguns investimentos anunciados para os próximos anos terem sido colocados na geladeira ou reavaliados.

 

A Volkswagen, segundo apurou a Agência AutoData, interrompeu as tratativas com a casa matriz a respeito do seu próximo ciclo de investimento na operação brasileira, que pode incluir a produção local de uma nova plataforma compacta. Segundo a empresa, tão logo a situação se normalize o assunto voltará a ser discutido em seus domínios.

 

Por ora está próximo de conclusão o programa de investimento de R$ 7 bilhões. A última etapa deste programa é o lançamento do VW Nivus, primeiro veículo desenhado e desenvolvido no Brasil que será produzido também na Europa. O novo modelo está previsto para ser lançado no fim do primeiro semestre de 2020.

 

O aporte de R$ 10 bilhões programado pela General Motors para suas fábricas instaladas em São Paulo até 2024 foi adiado, ainda sem prazo definido. A empresa vem adotando outras medidas em suas fábricas para mitigar os efeitos da pandemia em sua operação.

 

Por meio de nota a GM afirmou que “vem tomando medidas que visam proteger a saúde dos colaboradores em meio à pandemia da covid-19, ao mesmo tempo em que busca alternativas para garantir o futuro do negócio. Neste sentido foram implementadas medidas como banco de horas, férias coletivas, planos de redução de custos e, inclusive, adiamento de investimentos”.

 

Situação similar na Mercedes-Benz, que tem em curso ciclo de investimento de R$ 2,4 bilhões até 2022 e já aportou boa parte dos recursos em suas unidades, a exemplo da construção da linha 4.0 em São Bernardo do Campo, SP, e fábrica de cabines em Juiz de Fora, MG. Desse total restam R$ 700 milhões que, segundo a montadora, estão à espera do fim da pandemia.

 

Outra que reavaliou seu plano de investimento, embora sem colocar na geladeira, foi a FCA. O presidente Antonio Filosa disse que os R$ 16 bilhões programados para o País estão mantidos, mas o prazo foi alongado: antes seria de 2018 a 2024 e agora será até 2025.

 

Por outro lado o investimento recente da Toyota na fábrica de Sorocaba, SP, para a construção de uma linha de produção de um novo modelo, segue normalmente. Sem citar cifras, a companhia informou que já aplicou parte dos recursos antes da eclosão da pandemia na compra de equipamentos e que o emprego da parte restante está mantido. O plano de lançamento de um modelo em 2021 também não está em discussão: os planos seguem inalterados.

 

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Mercedes-Benz e DAF prolongam paradas

São Paulo – O retorno ao trabalho dos funcionários da DAF em Ponta Grossa, PR, previsto para a segunda-feira, 6, foi adiado por, pelo menos, duas semanas.  A Mercedes-Benz tomou atitude semelhante em suas quatro unidades brasileiras – Campinas, Iracemápolis e São Bernardo do Campo, SP, e Juiz de Fora, MG – e seus trabalhadores só retornam às linhas após o feriado do Dia do Trabalho. Por enquanto a medida utilizada por ambas as empresas é a de férias coletivas.

 

Mas a Mercedes-Benz, em comunicado, anunciou que sentará à mesa com os sindicatos para buscar alternativas:

 

“O atual cenário traz grandes preocupações com nossos colaboradores e também, como não poderia deixar de ser, com a saúde financeira da empresa. Nesse contexto iniciaremos um processo de negociação com os sindicatos a fim de definir alternativas de gestão de mão de obra que possibilitem ajustar nossos atuais custos e volumes de produção à atual realidade”.

 

No caso da DAF a parada é uma ordem da matriz: todas as fábricas do Grupo Paccar seguem fechadas. Em comunicado global a companhia admite impacto nos resultados financeiros, mas revela possuir situação confortável de caixa:

 

“O caixa para manufatura e os títulos negociáveis significavam US$ 4,3 bilhões no fim de março. A companhia também tem acesso a linhas de crédito existentes de US$ 3 bilhões”.

 

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Museus de fabricantes abrem suas portas virtuais

São Paulo – O bom senso em tomar as precauções impostas pelos autoridades sanitárias e permanecer em casa, salvo por necessidades urgentes, para tentar achatar a curva da pandemia da covid-19 torna mais complicado o passeio de fim de semana. Museus, parques, centros de lazer e concessionárias estão fechados, em sua maioria. A alternativa, assim como para o trabalho remoto, vem do mundo online.

 

Museus icônicos de fabricantes de automóveis proporcionam passeios virtuais gratuitos, que demandam apenas um computador, ou smartphone, e conexão à internet. Dois bons exemplos são os da Mercedes-Benz, fisicamente localizado em Stuttgart, e da BMW, em Munique, ambos na Alemanha.

 

O Mercedes-Benz Museum atrai mais de 800 mil visitantes de todo o mundo para conferir, de perto, 160 veículos e mais de 1,5 mil itens em exposição. Por meio do website é possível fazer um passeio pelos 16,5 mil m² da exposição com apenas alguns cliques. O site traz informações e fotos em 360 graus de todas as sete salas e cinco coleções com seus veículos.

 

Passeios interativos no museu da Mercedes-Benz estão disponíveis também no Instagram e no YouTube.

 

A BMW preparou um aplicativo gratuito para que seja possível o passeio virtual pelos cerca de 5 mil m² de seu BMW Museum. Disponível para tablets e smartphones com sistema Apple e Android permite ver os 120 veículos, motocicletas e motores mais prestigiados e importantes da companhia. Um mapa interativo facilita a visita.

 

Para quem não quer passear por museus uma opção é conhecer o estande virtual da Volkswagen no Salão de Genebra. A edição 2020 da mostra foi cancelada, mas as grandes atrações da companhia, como o elétrico ID.3, o conceito Touareg R híbrido plug-in e a mais nova geração do Golf estão à disposição de qualquer um por mais duas semanas, grátis. Seria essa uma nova tendência?

 

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Na Argentina, o melhor cenário é a catástrofe

São Paulo – O cenário pós-crise do novo coronavírus na Argentina se apresenta, na melhor das hipóteses, como uma catástrofe. A opinião bastante pessimista é de Federico Servideo, presidente da Camarbra, a Câmara de Comércio Argentino Brasileira: “O ano passado já foi complicado em termos econômicos. O país estava melhorando um pouco, mas ainda longe de resolver uma situação bastante deteriorada.”

 

Ele estima que o PIB argentino termine o ano em retração de 8% a 10% – antes da pandemia o cenário previa estabilidade ante 2019.

 

Servideo afirmou que os portos brasileiros e argentinos estão abertos às trocas de mercadoria, ao contrário de pessoas, mas que diante do cenário tudo está economicamente paralisado: “No domingo [29 de março] o governo estendeu a quarentena em todo o país até 13 de abril, ou seja, por mais duas semanas” – a data inicial prevista para o término da ação era a segunda-feira, 30 de março.

 

Ele contou que a restrição é bem maior do que a observada no Brasil, e se estende ao país como um todo: “Na Argentina as ações estão bem mais centralizadas e coordenadas do que no Brasil. O novo governo conta com apoio da maioria para tomar as medidas necessárias, inclusive da oposição. Para sair de casa as pessoas têm que fazer um pedido pela internet, e os acessos às cidades estão fechados”.

 

Pelos cálculos da Camarbra cerca de 45% do movimento econômico gerador do PIB estão totalmente paralisados, hoje, na Argentina.

 

“A crise pegou a Argentina em um momento muito complexo. Não há reservas, não há BNDES, como no Brasil, a margem para tomar medidas é mais estreita.”

 

Ainda assim ele relata iniciativas federais, como repasse para os trabalhadores informais de 10 mil pesos e fomento ao crédito, “mas o limite para esse tipo de socorro federal é baixo”.

 

Estão praticamente paralisadas também, disse Servideo, as conversas do governo argentino com seus credores internacionais: “Diante do cenário os descontos que estavam sendo pedidos deixaram de ser relevantes, pois o montante da dívida cresceu”.

 

O impacto sobre o câmbio, pelo menos, foi um pouco menor do que no Brasil, na faixa de 10%.

 

Servideo relatou grande preocupação com a retomada: “Para a Argentina deverá ser em U mas com uma base bastante alargada. No Brasil acredito que acontecerá em V, de uma forma semelhante à que temos visto na China agora. Do ponto de vista macroeconômico entendo que o Brasil está em uma situação muito melhor do que a Argentina”.

 

Com isso, calculou, em 2021 a Argentina também não deverá crescer, ainda que, espera, vá parar de cair.

 

A crise fez as consultas à Camarbra dispararem, ele relatou: “Todos em busca de informações sobre o cenário, mas neste momento é praticamente impossível saber”. A câmara até ajudou na repatriação de alguns executivos do lado de lá e de cá da fronteira, até onde foi possível – no momento os acessos de pessoas aos dois países estão fechados.

 

Foto: Christian Castanho.