Schiemer: voltar a lucrar no Brasil é mandatório.

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Foto Jornalista  André Barros

Por André Barros

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31/01/2020

São Bernardo do Campo, SP – Líder em vendas de um mercado ascendente e com perspectivas positivas a Mercedes-Benz prioriza no Brasil, agora, a retomada da rentabilidade. Com a crise dos últimos anos a operação brasileira recebeu uma boa injeção de dinheiro da matriz, que avisou ao presidente Philipp Schiemer que este tempo acabou: “Precisamos voltar a ganhar dinheiro este ano. Colocamos o foco na rentabilidade, pois este tem que ser o ano da virada”.

 

O próprio cenário internacional, analisa Schiemer, traz essa necessidade. Para atender às exigentes legislações de emissões internacionais a Daimler, controladora da Mercedes-Benz, precisará investir muito dinheiro em novas tecnologias: “O mundo está em transformação, todos estão precisando fazer investimentos elevados. Não teremos muito fluxo de dinheiro nos próximos anos e, para poder continuar investindo aqui, precisamos fazer dinheiro para usar nosso próprio caixa”.

 

O executivo negou, porém, que exista insatisfação da matriz com relação ao desempenho no mercado nacional. Para o período de 2018 a 2022 foram aprovados investimentos de R$ 2,4 bilhões – uma prova, segundo Schiemer, de que a operação brasileira é entendida como promissora.

 

No ano passado a Mercedes-Benz liderou as vendas de caminhões e ônibus, com crescimentos de, respectivamente, 42% e 50% nos volumes licenciados com relação a 2018. Inaugurou uma nova linha de produção de cabines em São Bernardo do Campo, SP, com tecnologias da Indústria 4.0, que, neste ano, serão adicionadas também nas linhas de montagem de ônibus e agregados.

 

Investir em inovação e novas tecnologias é apontado por Schiemer como um dos caminhos para retornar à lucratividade, pois gera eficiência produtiva:  “[O caminho para voltar a lucrar] é uma junção de diversos fatores: os preços dos produtos devem acompanhar a inflação, precisamos reduzir os custos e elevar a nossa eficiência interna e crescer junto com o mercado, porque das exportações não podemos esperar muito avanço”.

 

A parte do governo, sempre lembrada por Schiemer, também precisa ser feita: embora reconheça alguns avanços nos últimos anos, o presidente da Mercedes-Benz deseja que avancem as discussões sobre a reforma tributária.

 

“Retornamos ao patamar de 100 mil veículos comerciais vendidos por ano, então os volumes estão aí. Agora precisamos tornar o nosso negócio saudável.”

 

Foto: Divulgação.