Com brindes e entrega em casa, Ranger Storm chega ao mercado

São Paulo – Os sessenta primeiros compradores da Ford Ranger Storm, versão intermediária pensada para o consumidor que busca os atributos de uma picape mas pode abrir mão do luxo na área interna, receberão gratuitamente snorkel e capota marítima, dois acessórios que agregariam mais de R$ 5 mil aos R$ 150 mil 990 do preço sugerido. Não haverá corrida às concessionárias: por decreto de governadores estão, em sua maioria, fechadas. O que não significa que as vendas pararam, contou Fabrizzia Borsari, gerente do produto Ranger na Ford Brasil:

 

“Lançamos o serviço Compre Sem Sair de Casa. Seguindo rígidos padrões de higiene e de distanciamento faremos todo o processo de entrega do produto na casa do cliente. Então os sessenta primeiros compradores, por ordem de chegada, receberão o carro com o kit promocional’.

 

Embora a situação seja desfavorável para colocar um modelo novo no mercado a Ranger Storm estava, como a Chevrolet Tracker, no PONR, sigla em inglês para o ponto que não tem mais volta, a fase do projeto em que ou vai ou vai. Produzida na Argentina, em General Pacheco, estava homologada e a caminho do abastecimento da rede – o evento de lançamento ocorreria em paralelo ao do SUV da General Motors e, naturalmente, foi cancelado. A Ford decidiu apresentá-lo aos jornalistas via videoconferência na terça-feira, 31.

 

Trata-se de uma versão intermediária da picape, que traz o motor 3.2 Duratorq diesel acoplado a transmissão automática mas sem tantos itens de conforto como as Ranger topo de linha – embora a lista não seja pequena: direção elétrica, ar-condicionado digital, central multimídia de 8 polegadas, câmera de ré, sensor de estacionamento, piloto automático e computador de bordo.

 

A Storm se diferencia do catálogo usual pela grade personalizada, alargadores de paralamas, estribos e santantônio exclusivos. As rodas em liga leve de 17 polegadas são envolvidas pelo pneu Pirelli Scorpion AT+, estreando como item de série em picapes com a Ranger Storm. São sete opções de cores para a carroceria.

 

Fotos: Divulgação.

General Motors negocia lay-off em todas suas fábricas

São Paulo – A General Motors negocia lay-off com os funcionários de todas fábricas que mantém em São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A proposta levada aos sindicatos dos metalúrgicos é de parada de dois meses, a partir de 14 de abril, para quando está programado o fim das férias coletivas concedidas como medida preventiva ao avanço da covid-19.

 

A concessão de lay-off, que é a suspensão remunerada do trabalho, proposta pela montadora pode, ainda, ser prorrogada por mais dois meses afora os dois iniciais. Se aprovada pelos trabalhadores a medida, na prática, pode significar a paralisação da produção até agosto.

 

A proposta envolve também redução de salários, podendo chegar até a 25%, de acordo com cada faixa salarial. O pagamento de parte dos rendimentos durante o período de lay-off seria realizado via FAT, o Fundo de Aparo ao Trabalhador, vinculado ao Ministério do Trabalho e cuja fonte são os recursos do PIS, o Programa de Integração Social.

 

Agência AutoData apurou que em Gravataí, RS, onde a empresa produz as duas versões do Chevrolet Onix, a proposta será votada pelos trabalhadores na quarta-feira, 1º, por meio de aplicativo virtual. De acordo com fonte local “não temos outra opção na mesa. Neste momento é isso [lay-off] ou não trabalhar mais”.

 

A situação é semelhante em São Caetano do Sul, SP, onde são montados os Chevrolet Joy, Montana, Spin e a nova geração do SUV Tracker. Em São José dos Campos, SP, onde são montados S10 e Trailblazer, os trabalhadores informaram na segunda-feira, 30, que rejeitaram a proposta apresentadas pela empresa, e que na quarta-feira, 1º, haverá a apresentação de uma contraproposta, segundo o sindicato dos metalúrgicos local.

 

“Não há necessidade de a General Motors reduzir salários e direitos. A empresa se aproveita da situação e as medidas não abrangem seu quadro diretivo”, disse Luiz Carlos Prates, o Mancha, em vídeo veiculado em rede social. “O sindicato não aceita esta proposta e está aberto à negociação. Já abrimos mão de muitas coisas ao longo desses anos e está na hora de haver contrapartida da montadora.” 

 

Na semana passada a montadora anunciou que cortaria os salários de seus executivos em 20%, uma medida global que envolve, posteriormente, o pagamento da diferença aos funcionários em até um ano.

 

Procurado pela reportagem o sindicato dos metalúrgicos de Joinville, SC, onde são produzidos motores e transmissões, não se manifestou até o fechamento da reportagem.

 

A GM informou por meio de comunicado que vem tomando medidas que “visam a proteger a saúde dos colaboradores em meio à pandemia de covid-19, ao mesmo tempo em que busca alternativas para garantir o futuro do negócio”. A empresa afirmou, ainda, que está discutindo com os sindicatos outras medidas, que incluem, além de lay-off, a redução de jornada.

 

Foto: Divulgação.

Indústria de autopeças da Argentina pede ação do governo

São Paulo — A AFAC, associação das empresas fabricantes de autopeças na Argentina, também reforçou o coro, do outro lado do rio da Prata, de que são necessárias medidas federais para que suas associadas sobrevivam ao período de pandemia, que parou a produção das montadoras e arrefeceu as demandas no mercado de reposição.

 

Juan Cantarella, presidente da entidade, publicou no site Autoblog o parecer das empresas associadas sobre o cenário negativo provocado pela pandemia da covid-19: se antes havia projeção de produzir 5% a mais do que o volume registrado no ano passado, 350 mil unidades, o panorama atual é de “ocorrência impossível” da projeção.

 

“Em apenas uma semana passamos de não saber se iríamos poder produzir por causa da falta de insumos importados a não saber quando as fábricas poderão abrir novamente as suas portas”, disse o representante da associação argentina. “Em síntese enfrentamos grande incerteza a respeito da relação oferta e demanda pós-emergência sanitária.”

 

A situação, seguiu Cantarella, provoca no curto prazo “forte restrição de recursos líquidos”. Será fundamental, também, que o governo argentino “crie instrumentos fiscais e financeiros para mitigar os efeitos econômicos negativos produzidos pelo coronavírus”.

 

Foto: Divulgação.

Audi do Brasil investe em energia solar

São Paulo – A Audi instalou 264 painéis solares fotovoltaicos para abastecer de energia elétrica suas operações comerciais no Estado de São Paulo. Oitenta foram colocados na cobertura do Centro Técnico, localizado no bairro de Santo Amaro, na Capital, e 184 estão em um terreno em Cajamar, na Região Metropolitana. Juntos gerarão 127 mil kWh por ano, 31% da energia consumida pelas áreas administrativas da companhia no Brasil – o próprio centro técnico, a sede e o centro de distribuição de peças e acessórios.

 

O Centro Técnico da Audi reúne as áreas de engenharia, treinamento, gestão de frota, atendimento técnico e as aulas da ação social Audi e-ducar. Os painéis ali instalados – em parceria com a distribuidora de energia Enel e a Saren, que executou o projeto – mais os de Cajamar, retirarão 17 toneladas de CO2 da atmosfera por ano.

 

[IMGADD]

 

“Demos um passo significativo com o compromisso global da Audi de ser 100% neutra em carbono até 2050”, disse Johannes Roschek, presidente da Audi do Brasil. “Até 2025 lançaremos trinta modelos eletrificados, que contribuirão com as metas. Outra parte será feita com toda a cadeia que compõe o setor, da produção à rede concessionária.”

 

A rede também apresenta casos interessantes: a concessionária Audi Center, de Santos, SP, também investiu na produção de energia solar. Placas instaladas no Interior de São Paulo abastecem a rede elétrica da CPFL, que distribui energia para a cidade do Litoral paulista. 100% do consumo da revenda são, agora, gerados com energia limpa.

 

Foto: Divulgação.

Instituto GM oferece veículos e cestas básicas

São Paulo — A General Motors anunciou na segunda-feira, 30, uma série de medidas de combate ao coronavírus adicionais ao reparo em respiradores hospitalares. Por meio do IGM, o Instituto General Motors, emprestará 105 automóveis para as autoridades nos locais onde a empresa mantém fábrica. A ação é semelhante à anunciada pela Volkswagen na semana passada.

 

Os veículos, de acordo com a empresa, também estão à disposíção das demandas do governo do Estado de São Paulo. A iniciativa da montadora envolve doação de 5,5 mil cestas quem contêm alimentos, produtos de higiene e óculos de segurança. A GM mantém unidades em Indaiatuba, Mogi das Cruzes, São Caetano, São José dos Campos e Sorocaba, SP, Gravataí, RS, e Joinville, SC.

 

Foto: Divulgação.

Volkswagen abre inscrições seu Programa de Estágio 2020

São Paulo – A Volkswagen abriu as inscrições para seu Programa de Estágio 2020, que oferecerá 31 vagas nas unidades de São Bernardo do Campo, Taubaté e Vinhedo, todas em SP. As vagas são para alunos de onze cursos, com formação prevista para junho de 2021 a junho de 2022.

 

A primeira fase da seleção será 100% online, alinhada às recomendações das autoridades de saúde pelo distanciamento social, e será composta por prova de inglês, prova de raciocínio lógico e fit cultural — alinhamento dos valores do candidato à cultura da empresa. Os interessados deverão acessar o site www.vw.com.br/estagio e fazer a inscrição até 30 de abril.

Fundação Mapfre faz doação para saúde pública durante pandemia

São Paulo – A Fundação Mapfre doou 3 milhões de euro, mais de R$ 16 milhões, para ajudar no combate da pandemia da covid-19 no Brasil. O valor será usado para apoiar iniciativas de autoridades governamentais e entidades de saúde, e a fundação divulgará em breve quais projetos serão apoiados.

 

Fernando Pérez-Serrabona, representante da fundação no País e CEO da Mapfre Brasil, disse que o momento “é muito complexo e boas iniciativas ajudam a garantir a saúde e o bem-estar da população”.

Rede Hyundai oferece frota de test-drive no combate à covid-19

São Paulo — A Hyundai oferecerá os veículos designados para o test-drive de suas concessionárias para transportar pessoas com mais de 60 anos e  profissionais da saúde durante a crise causada pelo avanço da covid-19. A primeira cidade a dispor do serviço, chamado de Transporte Solidário Hyundai, é Florianópolis, SC, por meio do Grupo Geração, que dedicará dez veículos à operação.

 

Os serviços oferecidos serão de transporte ponto a ponto, consulta médica, retirada de compras e medicamentos e transporte para vacinação drive-thru. Na região da Grande Florianópolis a companhia projeta até 120 viagens diárias.

 

Segundo a Hyundai outras concessionárias também devem aderir à ação nos próximos dias, que poderá oferecer mais de 1 mil carros no Brasil. Pelo telefone 0800 772 1717 será possível solicitar o transporte, em veículos Creta e HB20, das 8h00 às 18h00, de segunda a sexta-feira — todos os veículos serão devidamente limpos a cada viagem.

 

Foto: Divulgação.

Rede VWCO adota nova plataforma online de atendimento

São Paulo — A Volkswagen Caminhões e Ônibus anunciou que parte de sua rede de concessionárias está cadastrada na plataforma VWCO Field Service, lançada no mercado em 2019 e que torna viável o acompanhamento via internet de chamados de manutenção. Afora os controles de tempo e distância de deslocamento a plataforma também permite o envio de fotos dos componentes reparados ou substituídos.

 

A partir das imagens, via tecnologia de geolocalização, é feito cálculo para a liberação do veículo.

 

A companhia investiu R$ 4 milhões em novo sistema de telefonia para o atendimento dos clientes em outras duas plataformas, a ChameVolks e a MAN Service.

 

Foto: Divulgação.

GM e a difícil tarefa de lançar um carro em meio à pandemia

São Paulo – Em todo projeto de novo veículo existe uma ampla fase de planejamento e, quando as coisas estão chegando perto dos finalmentes, há o PONR, sigla para Point of no Return, ou ponto em que não há mais volta, em tradução livre. Ultrapassado este momento, ou fase, não há mais como voltar, retroceder, cancelar ou anular as ações: dado o estágio das coisas, a única alternativa possível é seguir em frente seja o cenário qual for.

 

Pois a General Motors do Brasil havia acabado de cruzar o PONR para o lançamento de sua maior novidade no País, o novo SUV compacto Tracker, quando a crise do novo coronavírus estourou para valer por aqui, obrigando a adoção de quarentena e fechamento do comércio para atividades não essenciais, como é o caso das concessionárias.

 

“Até então o plano do lançamento vinha em uma execução mais do que perfeita”, assegurou Hermann Mahnke, diretor de marketing da GM América do Sul – e por mais do que perfeita ele compreende a ação, inédita para a empresa, de abastecer as concessionárias com unidades do novo modelo antes do lançamento efetivo, para que no dia seguinte à apresentação oficial à imprensa e àas redes sociais, e diante da estreia de campanha publicitária, o consumidor pudesse ir à loja, em todo o País, conhecer o carro, fazer test-drive e, se desejasse, já fechar o negócio e receber o carro logo depois.

 

“A GM nunca tinha estocado modelos antes do lançamento”, confirmou Carlos Alberto Sponchiado, presidente do conselho deliberativo da Abrac, a Associação Brasileira de Concessionárias Chevrolet. “Desta vez ela se antecipou e produziu os carros, abastecendo a rede para que assim que ocorresse o lançamento pudéssemos mostrá-los aos consumidores.”

 

Segundo Mahnke já havia 4 mil unidades do novo Tracker nas cerca de 550 concessionárias Chevrolet só esperando o evento de lançamento para serem exibidas e vendidas.

 

Evento que diante das circunstâncias não mais podia ser realizado: estavam convidadas nada menos do que 1 mil pessoas de toda América do Sul, somados jornalistas e concessionários, sendo que uma das principais recomendações para conter o avanço do vírus é evitar-se, a todo custo, aglomerações.

 

Aqui houve a primeira mudança nos planos: o evento foi realizado como previsto, mas sem público. Foi transmitido ao vivo por streaming e quase duplicou o alcance, com 1,7 mil pessoas acompanhando tudo pelo computador, celular ou smart TV, atestou o diretor da GM: “Todos os que estariam presentes entenderam a situação, pois a segurança precisa estar em primeiro lugar”.

 

 

A transmissão foi feita via You Tube e depois compartilhada na página da Chevrolet no Facebook, alcançando ao todo audiência superior a 3 milhões de visualizações: “Já transmitiríamos o evento por streaming ao vivo para as redes sociais de qualquer forma, mesmo com os convidados presentes. Então os ajustes necessários nesse ponto foram mínimos”.

 

Bem, e o que fazer diante do carro lançado e as portas das revendas fechadas? “Esperar. O cenário é complicado, fica inviável neste momento, até porque o próprio cliente tem medo de sair à rua”, contou Sponchiado, da Abrac. Manhke concordou: “Estamos utilizando todos os canais digitais para mostrar o novo Tracker, mas o contato mais íntimo e pessoal com o carro, que também é necessário, terá que esperar um segundo momento para acontecer”.

 

Pelos cálculos do presidente da Abrac cerca de 95% das concessionárias da marca pelo País estão com as portas fechadas.

 

Diante disso, e ao contrário do que se poderia imaginar, a campanha publicitária do novo Tracker prosseguiu como programado inicialmente, com veiculação de peças para TV e para outros meios. Mahnke disse que “a campanha teve uma etapa anterior, que provocava o mercado e gerava curiosidade para o consumidor. Não podíamos quebrar esse ciclo, tínhamos que dar a resposta à indagação que nós mesmo criamos. Passada essa fase, a partir desta semana, vamos fixar as ações totalmente nos canais digitais”.

 

E que tal vender o novo Tracker somente pela internet, com oferta de test-drive ou entrega em casa? A própria GM treinou os vendedores para isso, mas não se espera resultados espetaculares. Para Manhke “serve só para aquele cliente mais ansioso. Precisamos tomar cuidado para entender se é isso o que o consumidor em geral deseja agora. O momento pede sensibilidade. Preferimos, neste instante, dar apoio para quem precisa”.

 

Para o dirigente da Abrac a ida até o cliente “pode ser feita por cada concessionário, se assim desejar, mas há toda a questão da segurança para o vendedor e para o consumidor que precisa ser observada com muito cuidado. Por isso é algo muito restrito”.

 

Ambos concordam que quando as restrições de circulação e funcionamento cessarem haverá o retorno do cliente às lojas, ainda que provavelmente não na proporção calculada anteriormente. Para Sponchiado “o consumidor ainda está assustado, esperará um pouco para entender como as coisas se estabilizarão antes de investir em um bem durável”. Já para Mahnke “haverá uma queda, é esperado, mas acredito que quando as coisas voltarem ao normal o mercado reagirá. Ainda estamos no meio do furacão”.

 

E os dois também acreditam – ou torcem, talvez – que os percalços certamente inéditos no lançamento do novo Tracker não atrapalharão sua futura carreira. “O carro é vencedor, é o que o cliente quer, tem tecnologia e preço”, garante o presidente da Abrac. Para o executivo da GM “o produto é bom, tem excelentes atributos, como motorização e porta-malas. Seus pilares são muito fortes”.

 

Foto: Divulgação.