Bosch: mercado global em retração até 2025.

São Paulo –  A Bosch divulgou na quarta-feira, 29, balanço do seu desempenho em 2019 e, afora os números, que de maneira geral apontam para baixo em função de vendas menores em mercados importantes como o chinês, a sistemista também deu seu parecer a respeito do mercado automotivo para os próximos anos. O cenário, sob sua ótica, é de retração até 2025.

 

A receita global da companhia no ano passado recuou 1,1% na comparação com o desempenho de 2018, chegando a 78 bilhões de euro.

 

“Economia fraca e forte declínio na produção automotiva deixaram marcas na Bosch”, disse Volkmar Denner, presidente do conselho de administração. “O resultado do ano poderia ter sido pior se a empresa não tivesse apostado na diversificação dos negócios. Em vista dos desafios atuais a ampla diversificação da empresa está tendo um efeito estabilizador, o que ajuda a expandir os negócios existentes e a desenvolver novos negócios. Apesar da situação econômica desafiadora continuamos a investir em importantes áreas de crescimento”.

 

A companhia trabalha com a expectativa de que os próximos anos serão marcados por forte transição na indústria automotiva. Enquanto a indústria se articula para atender às demandas futuras, sejam elas em veículos com powertrain a combustão, elétrico ou híbrido, a projeção aponta para queda na produção global de veículos – e isso afetará não apenas a Bosch mas toda a cadeia de produção.

 

Este ano, segundo a empresa, haverá declínio de 2,6% na produção mundial, algo em torno de 89 milhões de veículos. São 10 milhões de unidades a menos do que foi produzido em 2017, ano apontado pela empresa como marco da retração nas linhas de montagem.

 

“A Bosch espera que esse nível permaneça constante nos próximos anos e não prevê nenhum aumento na produção automotiva global antes de 2025”, informou por meio de comunicado. Após 2025 acredita-se que a indústria estará mais consolidada e, principalmente, com pretensões mais aderentes à realidade futura.

 

No que toca à sua operação a Bosch pretende nos próximos cinco anos manter o investimento em novas áreas de negócio e em áreas de pesquisa e desenvolvimento como forma de manter-se respirando em época de batalhas comerciais de China com Estados Unidos e de Brexit. Neste ano está planejado aporte de 1 bilhão de euro em mobilidade eletrificada, por exemplo.

 

“Diante da contínua fraqueza econômica, o crescimento global desacelerará ainda mais”, disse Stefan Asenkerschbaumer, vice-presidente financeiro da Bosch. “Em particular importantes indústrias essenciais, como a produção automotiva e de máquinas, deverão declinar.”

 

Menos é mais – Outra medida será buscar formas de enxugar a sua operação e reduzir o custo operacional. A empresa pretende adaptar suas estruturas de custos e força de trabalho às “dramáticas mudanças e excesso de capacidade do setor da maneira mais socialmente possível”.

 

Em todo o mundo, em 2019, o Grupo Bosch empregava 403 mil funcionários. O quadro foi reduzido em 6,8 mil postos de trabalho, o que representa retração de 1,7%, com as principais mudanças ocorrendo na China e na Alemanha.

 

Nesse sentido acordos com sindicatos estão em curso na Alemanha a respeito de redução do quadro de funcionários, disse o presidente Volkmar Denner: “Já alcançamos acordos sobre esse assunto com nossos parceiros sociais em unidades importantes como Bamberg, Schwieberdingen e Stuttgart-Feuerbach”.

 

Ainda que a Bosch sinalize para forte estruturação nos mercados avançados, como Europa e Ásia, a operação brasileira deveria passar à margem dos planos de redução de operação que espera aplicar no mundo desenvolvido. Isso porque, segundo pesquisa de mercado da Bosch, dois em cada três veículos registrados em 2030 ainda serão movidos a diesel ou gasolina, com ou sem uma opção híbrida. O cenário projetado indica, por exemplo, que ainda haverá espaço para os produtos e serviços que a empresa mantém em carteira já consolidada no mercado interno.

 

Resultados – No exercício de 2019, o Ebit – lucro antes dos juros e impostos – foi de cerca de 3 bilhões de euros, com a margem estimada em pouco menos de 4%. O resultado foi afetado, de novo, pela desaceleração da produção automotiva, principalmente nos principais mercados chineses e indianos, pela redução adicional na participação de motores diesel nos automóveis, pelos altos custos de reestruturação e pelo aumento dos investimentos iniciais em projetos de importância futura.

 

Na Europa os negócios da Bosch ficaram estáveis. A receita foi de 41 bilhões de euro em 2019, resultado considerado “em pé de igualdade com o ano anterior”. Na América do Norte as vendas cresceram 5,3%, para 13 bilhões de euros. Ajustado pelos efeitos da taxa de câmbio essa queda é de 0,5%. Na América do Sul as vendas subiram para 1,4 bilhões de euros, o que equivale a crescimento de 1,1%, ou 5,3% após o ajuste para efeitos da taxa de câmbio.

 

Na Ásia-Pacífico o desenvolvimento de negócios foi negativo em geral: as vendas caíram 3,1%, para 22,5 bilhões de euros, uma queda de 4,5% depois de se ajustar aos efeitos da taxa de câmbio.

 

Foto: Divulgação.

Randon aumenta produtividade em 30%

São Paulo – Sem ampliar a área construída da fábrica instalada no bairro de Interlagos, em Caxias do Sul, RS, a Randon conseguiu aumentar a sua capacidade produtiva e a sua produtividade. Ao adotar recursos e conceitos da Indústria 4.0 a companhia passa a produzir 130 implementos/dia ante os cem que representavam o teto anterior – somadas, aí, todas as unidades produtivas no País.

 

Todas as mudanças, destaca a Randon, foram promovidas sem reduzir o quadro de funcionários: “As pessoas passarão a executar tarefas mais nobres, com maior qualificação, mais produtividade e menores riscos”, disse Sandro Trentin, diretor de inovação e tecnologia. “Queremos fazer mais com a mesma equipe, sem perder ninguém. Este é o objetivo”.

 

A grande inovação, assim considerada pela Randon, foi apresentada na terça-feira, 28 na fábrica caxiense: o sistema de armazenamento automático e corte integrado de chapas de aço: “No mesmo espaço físico de antes contamos agora com um sistema que nos torna três vezes mais rápidos”, disse, em nota, o COO da divisão montadora, Alexandre Gazzi. “E ainda deixamos mais área livre para futuras ampliações”.

 

O projeto é um dos principais dentro do plano global de ampliação de capacidade da Randon Implementos iniciado em 2018 e que será concluído este ano. Somente na estamparia o investimento alcança R$ 30 milhões. Um novo sistema de pintura de peças também foi incorporado.

 

A reorganização da fábrica de Interlagos resultou em arranjo aprimorado e mais funcional. Priorizou-se o fluxo produtivo – a projeção é a de que 90% da produção passará pelo novo sistema. O novo armazém oferece 815 posições de estocagem e mais dezessete estações de processamento, com capacidade de trabalho que chega a 280 toneladas por dia.

 

Quatro novas máquinas de corte a laser com fibra ótica entraram em operação – mais uma deverá chegar durante o ano. No geral foram reduzidas as máquinas de 51 para 28 e, com a nova tecnologia, os novos equipamentos a laser deverão operar com média superior a 85% de eficiência.

 

Foto: João Lazzarotto/Divulgação.

17 mil revendedores participam de Congresso da Volkswagen

São Paulo — Começa nesta semana o congresso de concessionários Brand Experience New Volkswagen na Autostadt, em Wolfsburg, onde está instalada a casa matriz da montadora. O evento ocorre até 18 de março de 2020 e um total de 17,5 mil revendedores de mais de 50 países estarão presentes. Na programação do evento consta apresentação do novo Golf 8, o elétrico ID.3 e o novo design da marca da Volkswagen.

Mercedes-Benz eleva exportação para a Indonésia

São Paulo – A Mercedes-Benz aumentou em 40% as suas exportações de ônibus para a Indonésia na compara com 2018, com pouco mais de 1 mil veículos enviados para o país ao longo de 2019. Do volume total, 762 unidades são do modelo OH 1626, dedicado a operações urbanas e interurbanas.

 

Alexandre Lasmar, gerente de vendas e exportações para o Oriente Médio e Norte da África da companhia, disse que a companhia possui 43% de participação do mercado na Indonésia: “A Mercedes-Benz do Brasil responde por cerca de 70% das vendas anuais da marca na Indonésia, com o restante comercializado pela Daimler Commercial Vehicles Indonésia e pela EvoBus, empresas do Grupo Daimler”.

 

Foto: Divulgação.

Volare desenvolve miniônibus para a Costa Rica

São Paulo – A Volare desenvolveu nova versão do miniônibus Attack 9 com chassi Volkswagen 9.160, que será destinado à Costa Rica: foi criado para atender às necessidade e às características do mercado local, que segundo comunicado “busca um produto robusto e que entregue qualidade de veículos premium”.

 

Rodrigo Bisi, gerente de exportação da Volare, disse que inicialmente foram produzidas duas unidades enviadas para o representante Pacyatlan: “Uma unidade será fornecida para a Skyline, um dos nossos principais cliente no país, que possui onze veículos Volare. A outra será destinada à Pacyatlan para que possa ser feito um programa de apresentação do produto para os atuais e potenciais clientes”.

 

Foto: Divulgação.

Marca Delphi sumirá do mercado após a compra pela BorgWarner

São Paulo – A BorgWarner anunciou na manhã da terça-feira, 28, a aquisição da operação global da Delphi Technologies por US$ 3,3 bilhões. Com o negócio, informaram as empresas, a nova companhia formada seguirá no mercado como BorgWarner, com o nome Delphi saindo de cena após 26 anos no mercado.

 

A transação deverá ser finalizada no segundo semestre e está sujeita à aprovação pelos acionistas da Delphi e das entidades regulatórias. Auburn Hills, MI, foi escolhida como sede da nova companhia, seu presidente será Frédéric Lissalde, hoje presidente da BorgWarner, e o diretor financeiro Kevin Nowlan.

 

O acordo, aprovado pela diretoria das duas empresas, estabelece uma troca de ações que, ao fim do processo de compra, resultará em 84% da nova companhia nas mãos dos atuais acionistas da BorgWarner e 16% com os da Delphi. No ano passado a BorgWarner faturou US$ 10,2 bilhões e a Delphi US$ 4,4 bilhões. O negócio envolve as divisões de OEM e de reposição da Delphi.

 

Espera-se que a empresa combinada estabeleça economia, via sinergias, de aproximadamente US$ 125 milhões até 2023, impulsionada principalmente por corte de custos contábeis, como compras e outras despesas administrativas. A companhia espera também sinergias significativas de receita a longo prazo principalmente “com a oportunidade de oferecer produtos eletrificados mais integrados”.

 

A empresa combinada teria, segundo comunicado, oferta mais abrangente de produtos e sistemas de propulsão a combustão, híbrida e elétrica, resultando em “maior conteúdo por veículo com relação à BorgWarner atualmente”.

 

Na prática a BorgWarner ganharia escala e volume com a compra da Delphi, fundada em 1994 a partir de um spin-off promovido pela General Motors, e que mantém unidades em mais de 150 países, inclusive no Brasil. Recentemente outro spin-off foi protagonizado pela empresa, criando a Aptiv. A partir deste negócio a Delphi herdou o portfólio de produtos ligados ao powertrain a combustão, ficando a parte de novas tecnologias no portfólio da Aptiv.

 

O cenário guarda razão direta com as pretensões da BorgWarner para o futuro, sobretudo nos mercados em desenvolvimento onde acredita que motores a combustão desempenharão papel de protagonismo apesar dos avanços do powertrain híbrido e elétrico no mundo.

 

Na operação brasileira o negócio poderia significar, dentre outras coisas, a entrada da BorgWarner em montadoras nas quais a Delphi, historicamente, é cativa. A possibilidade, se for concretizada, poderá acelerar seus negócios envolvendo turbos e sistemas de start-stop no mercado brasileiro.

 

Na operação global a nova empresa teria musculatura financeira para desenvolver novas soluções ligadas ao powertrain elétrico. A demanda, inclusive, é algo que se tornará mais recorrente no mercado global, segundo Fernando Trujillo, consultor da IHS Markit: “Afora o ganho de escala e volume as fusões e aquisições que acontecerão por causa dos veículos elétricos surgem como alternativa para empresas em termos financeiros”.

 

Significa que desenvolver produtos para um mercado novo demanda alto investimento, e uma vez unidas as empresas os custos são compartilhados e, principalmente, os riscos da operação. O consultor citou como exemplos de companhias que fecharam parcerias ou fusões com este objetivo a aliança Ford e Volkswagen no campo dos veículos comerciais e, mais recente, a fusão FCA-PSA.

 

Frédéric Lissalde, presidente da nova empresa, sinalizou que este, de fato, será o caminho futuro: “Temos muito respeito pela equipe da Delphi no mundo e esperamos recebê-los na BorgWarner. Estamos confiantes de que juntos seremos capazes de avançar mais rapidamente para abordar as tendências do mercado em direção à eletrificação. Esta transação representa o próximo passo na nossa estratégia de propulsão eletrificada, bem como nossos negócios de combustão”.

 

Procurada pela reportagem de AutoData a assessoria de imprensa da BorgWarner informou que, por ora, o assunto é tratado — e comentado — apenas pela casa matriz.

 

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Renault nomeia novo CEO: Luca de Meo.

São Paulo – A Renault nomeou Luca de Meo para o cargo de CEO e chairman, com posse em 1º de julho. Ele substituirá a interina Clotilde Delbos, que seguirá na função até de Meo assumir o cargo e depois será a vice-CEO.

 

De Meo nasceu em Milão em 1967 e formou-se em administração de empresas na Universidade Comercial Luigi Bocconi. Com mais de vinte anos de experiência no setor automotivo o executivo começou a carreira na Renault e passou por Toyota Europa, Grupo Fiat, onde atuou nas marcas Lancia, Fiat e Alfa Romeu, e Grupo Volkswagen, onde estava desde 2009. Lá ocupava uma cadeira no board da Ducati, Lamborghini e do Grupo VW na Itália.

 

Outra mudança foi anunciada pela Renault: Olivier Murguet, que chegou a presidir a operação brasileira, deixou a companhia para cuidar de projetos pessoais. Denis Le Vot ocupará seu cargo na vice-presidência executiva de vendas e marketing e no board da companhia.

 

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GM abre sessenta vagas em São José dos Campos

São Paulo – A General Motors abriu processo seletivo para a contratação de sessenta funcionários para a fábrica de São José dos Campos, SP, de acordo com informações divulgadas pelo sindicato da região. As vagas são para operadores que trabalharão na linha de produção da picape S-10.

 

Os contratos terão duração de um ano, mas a data de início ainda não foi divulgada pela empresa. Com as contratações o número de funcionários GM em São José dos Campos crescerá para 3 mil 760 colaboradores.

 

O processo de contratação dos sessenta funcionários acontece depois de a empresa promover três PDVs, Programas de Demissão Voluntária, na unidade no ano passado, que resultaram no desligamento de quatrocentos funcionários.

 

De acordo com o sindicato a fábrica passará por período de férias coletivas de 10 a 23 de fevereiro, preparando-se para novo ciclo de investimento. No ano passado a companhia divulgou investimento de R$ 10 bilhões no Estado de São Paulo, parte do qual será aplicado em São José dos Campos.

 

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Dois funcionários da Webasto diagnosticados com coronavírus

São Paulo – A fornecedora Webasto, fabricante de componentes de refrigeração, tetos solares e sistemas para veículos elétricos com sede na Alemanha, confirmou que dois de seus funcionários foram diagnosticados com o coronavírus. Um deles trabalha na sede, em Stockdorf, Alemanha, e o outro na Webasto China: visitou a sede na semana passada e fez o teste, com resultado positivo, no seu retorno à origem.

 

Em função destes diagnósticos todas as viagens da Webasto para a China foram suspensas, inicialmente por duas semanas. Os funcionários foram liberados, também, para trabalhar em casa durante uma semana.

 

Os funcionários infectados estão hospitalizados e recebem o tratamento indicado, informou a empresa em comunicado.

Kia muda a rota para crescer no mercado brasileiro

Guarulhos, SP – No auge, antes da entrada em vigor do Inovar Auto, a Kia Motors chegou a vender no Brasil mais de 80 mil veículos em um ano. No ano passado, foram 9 mil 274 emplacamentos, pouco mais de 10% deste volume histórico. Naturalmente a rede de concessionários encolheu, pela metade. Mas a fábrica do México e a perspectiva de novidades que podem mexer com o mercado reanimaram o empresário José Luiz Gandini, representante da marca aqui. Em dezembro o executivo José Luiz Vendramini foi contratado para o cargo de diretor de planejamento de rede com uma missão: reestruturar a rede Kia no País.

 

Encontrou uma rede com oitenta pontos de venda distribuídos por 45 grupos, que cobrem 61% do território nacional. De cara traçou uma meta: ampliar a cobertura geográfica com a abertura de novos pontos, que não necessariamente precisam ser concessionárias completas.

 

“Em cidades menores podemos oferecer pontos de vendas mais enxutos, somente com showroom ou com showroom e um ou dois boxes de serviço, para fazer o básico de manutenção da garantia”, disse Vendramini. “Seria administrado pelo mesmo grupo que, em uma cidade próxima, com mercado maior, tivesse uma concessionária completa, com oficina.”

 

A ideia é abrir, em 2020, quinze novos pontos de vendas dos mais variados tipos. O presidente Gandini não descarta incluir as concessionárias digitais no plano, embora acredite que o brasileiro ainda tenha restrições quanto a esse tipo de negócio. Oficinas credenciadas em algumas regiões também fazem parte dos planos.

 

Não é uma estratégia ousada: Gandini admite que o câmbio restringe as operações da Kia no Brasil. “A moeda está na casa dos R$ 4,20. Esperamos ao menos que estabilize em algum patamar para dar uma direção aos negócios”.

 

O plano é vender 12 mil unidades Kia este ano, cerca de 40% importados do México – Cerato e Rio, que chegam sem imposto de importação. O carro-chefe Sportage deverá seguir como líder em vendas e a operação do Uruguai, que produz o caminhão Bongo, começa a ganhar mais importância: “Temos conversas para produzir um novo modelo no Uruguai. Ainda são preliminares, mas a ideia é montar um carro de passeio mesmo”.

 

As importações da Coreia continuam. Ainda em 2020 os primeiros modelos híbridos Kia deverão desembarcar – é um segmento em que Gandini aposta bastante para os importados, pois ainda concorre de igual para igual com empresas que possuem fábricas aqui, uma vez que a maior parte dos modelos vem de fora. E qualquer carro produzido no México torna-se, automaticamente, candidato a chegar ao mercado brasileiro.

 

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