BorgWarner quer faturar US$ 14 bi e mira Brasil

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Foto Jornalista Bruno de OliveiraFoto Jornalista Caio Bednarski

Por Bruno de Oliveira

e Caio Bednarski

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27/03/2019

São Paulo – A BorgWarner faturou no ano passado US$ 10,5 bilhões no mundo, volume que representa evolução de 7% ante o resultado de 2017. O desempenho é resultado de avanços no mercado de veículos elétricos e híbridos. Ainda que estes sejam os segmentos nos quais a companhia enxerga o futuro dos seus negócios no horizonte o mercado de motores a combustão ainda terá forte participação na receita, com a operação no Brasil representando importante fatia.

 

As projeções do ciclo 2017-2023, apresentadas à Agência AutoData na quarta-feira, 27, mostram o faturamento com negócios no segmento de motores a combustão, em 2023, estável ao fim do ciclo, embora representando a maior parcela: há dois anos a empresa registrou receita de US$ 8 bilhões com o fornecimento de turbos e outros componentes para powertrain de automóveis e veículos comerciais. Em 2023 a projeção indica receita de US$ 8,3 bilhões.

 

De acordo com Scott Gallett, vice-presidente global de marketing, as possibilidades de fornecimento da BorgWarner na América do Sul, com parque de veículos predominantemente a combustão, darão sustentação aos números da empresa: “O Brasil representa nosso principal mercado na região e há expectativa de lançamentos que devem priorizar a eficiência energética dos motores, em função das novas políticas públicas para o setor automotivo, o que tem aderência ao nosso negócio. Projetamos nossa receita com componentes para motores a explosão com base nesse cenário. Ainda que o mundo esteja optando por outros tipos de combustíveis ainda há espaço para crescer”.

 

No País, Garllett disse que a companhia trabalha com a expectativa de encerrar o fim do ano com alta de 15% no faturamento ante o registrado no ano passado, sem citar os valores em dólar. O executivo, no entanto, afirmou que o crescimento projetado será fruto da conquista de novos contratos de fornecimentos OEM no segmento de turbos, componentes produzidos na fábrica instalada de Itatiba, SP. A companhia fornece, no Brasil, apenas para Volkswagen, para os modelos up!, Polo, Virtus, Golf e o recém-lançado T-Cross.

 

Com a base inalterada até 2023 a empresa deverá alcançar o faturamento US$ 14 bilhões por meio do crescimento dos negócios em outros segmentos, como o de veículos híbridos e elétricos. No planejamento global da Borgwarner a receita na área de híbridos saltará de US$ 100 milhões, registrados em 2017, para US$ 3,2 bilhões, em 2023, o que representará crescimento de 73%. No caso dos negócios com elétricos a receita saltará de US$ 100 milhões para US$ 600 milhões.

 

Foto: Divulgação.