FCA e PSA confirmam fusão que cria o quarto maior grupo automotivo

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Por Redação AutoData

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31/10/2019

São Paulo – Um antigo desejo de Sergio Marchionne, o executivo italo-canadense que foi decisivo para transformar a FCA, Fiat Chrysler Automobiles, em protagonista no setor automotivo global, ganhou corpo na quinta-feira, 31: comunicado conjunto da companhia com o Grupo PSA confirmou que as empresas trabalham para dar sequência a uma fusão, criando o quarto maior grupo do setor em volume de vendas – foram 8,7 milhões de unidades no ano passado, atrás apenas do Grupo Volkswagen, da Aliança Renault Nissan Mitsubishi e da Toyota.

 

A expectativa é a de que nas próximas semanas seja divulgado memorando de entendimento vinculativo que guiará os passos da eventual fusão. Alguns itens já foram adiantados no comunicado: um novo grupo controlador, de nome ainda desconhecido, será criado na Holanda, país que oferece condições fiscais generosas. John Elkann, presidente do conselho da FCA, manterá seu cargo na nova companhia, e o CEO será Carlos Tavares, que ocupa a mesma posição no Grupo PSA, com mandato para os próximos cinco anos.

 

O Conselho de Administração, de onze integrantes, será metade indicado pela FCA, metade pela PSA, assim como as ações, divididas em 50%-50% para os acionistas atuais.

 

A junção dos dois grupos, que detêm as marcas Fiat, Chrysler, Dodge, RAM, Alfa Romeo, Maserati, Peugeot, Citroën, DS e Opel, dentre outras, gerará cerca de € 3,7 bilhões de sinergias por ano, segundo cálculos das empresas – sem fechar nenhuma fábrica, prometem. Espera-se que 80% deste valor seja alcançados em quatro anos, ao custo único de € 2,8 bilhões. O faturamento combinado, no ano passado, chegou a € 170 bilhões, com lucro operacional superior a € 11 bilhões, excluindo os negócios Faurecia e Magneti Marelli.

 

A Faurecia, aliás, de quem o Grupo PSA detém 46% das ações, terá esta participação distribuída a seus acionistas – mesmo procedimento que a FCA pretende fazer com a Comau.

 

Não foi a primeira tentativa de unir os dois grupos: a intenção de Sergio Marchionne, após fundir Fiat e Chrysler, era ampliar o seu tamanho. O executivo sempre defendeu a consolidação do setor e a PSA foi alvo de mais de uma investida, sem sucesso, enquanto ele esteve à frente do Grupo FCA.

 

Em termos de mercado global há um equilíbrio: as duas empresas têm forte presença na Europa e América Latina. A PSA é forte na China, onde mantém parceria com a Dongfeng, mas não tem grande alcance no dos Estados Unidos – o que, agora, pode ser compensado com a FCA.

 

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