Mexicano Kia Rio chega ao Brasil

Guarulhos, SP – A Kia começou, enfim, a importar o hatch Rio para o mercado brasileiro. Foram anos de promessa de um carro que chegou a, mais de uma vez, ser uma das atrações da marca representada por José Luiz Gandini no Salão do Automóvel de São Paulo, até a equação fazer sentido: fabricado em Monterrey, México, chega sem imposto de importação graças ao acordo de livre-comércio dos dois países, por R$ 69 mil 990.

 

Até Gandini admite que o preço ficou um pouco elevado para um hatch, segmento extremamente competitivo do mercado brasileiro mas, ao mesmo tempo, volumoso. No ano passado representou 27,8% das vendas locais, nas contas da montadora, ou 740 mil unidades.

 

Por causa do preço do dólar, que começa o ano flutuando pelos R$ 4,20, o Rio precisou ser exposto nas prateleiras mais elevadas do segmento e competirá com 17% deste volume, na faixa dos modelos acima de R$ 65 mil. Tem companhia consagrada: Chevrolet Onix, Citroën C3, Fiat Argo, Peugeot 208 – que terá nova geração nos próximos meses –, Volkswagen Polo e Hyundai HB20, com quem compartilha o motor 1.6 flex de 130 cavalos.

 

Não devemos esperar, portanto, invasão do Kia Rio do Leme ao Pontal, segundo o diretor de vendas Ary Jorge Ribeiro: “Nosso objetivo é alcançar 2% dessa faixa dos hatches acima de R$ 65 mil, ou 2,4 mil unidades este ano”.

 

Para convencer o consumidor a escolher o modelo Kia dentre tantas opções a empresa aposta na qualidade, e oferece cinco anos de garantia para justificar, e no prazer de dirigir: “Vamos trazer o público para a concessionária fazer o teste drive”.

 

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Este consumidor terá à sua disposição câmbio automático acoplado ao motor flex, controles de estabilidade, de tração, de frenagem em curva, de gerenciamento de estabilidade e sensor de monitoramento da pressão dos pneus – respectivamente ESC, TCS, CBC, VSM e TPMS. A central multimídia com bluetooth e compatibilidade com Android Auto e Apple CarPlay não ficou de fora, bem como câmara de ré e sensor crepuscular na versão LX, a mais barata.

 

A EX, que sai por R$ 77 mil 990, agrega ainda ar-condicionado digital, bancos e volante em couro e entradas USB no banco traseiro, dentre outras alterações visuais mais requintadas.

 

Mesmo após tanta espera o Rio que chega ao Brasil não tem catálogo definitivo. Segundo Gandini as exigências do consumidor podem acrescentar, retirar ou modificar itens das versões, que podem até ser ampliadas. O humor da moeda estadunidense também mexeria com o planejamento. O empresário confessa: “Quando tomamos a decisão de importar, no ano passado, o dólar estava a R$ 3,75”.

 

Foto: Divulgação.

BorgWarner compra a Delphi por R$ 3 bilhões

São Paulo – A BorgWarner anunciou na manhã de terça-feira, 28, a aquisição da Delphi Technologies por US$ 3,3 bilhões. A combinação do portfólio das duas fornecedoras fortalece os negócios diante de uma indústria automotiva em transformação, em especial no powertrain, em fase de transição dos produtos a combustão para híbridos e elétricos.

 

O acordo, aprovado pela diretoria das duas empresas, prevê uma troca de ações que, ao fim, resultará em 84% da nova companhia nas mãos dos atuais acionistas da BorgWarner e 16% com os da Delphi. No ano passado a BorgWarner faturou US$ 10,2 bilhões e a Delphi US$ 4,4 bilhões, em valores ainda estimados.

 

Com o acordo a marca Delphi sumirá do mercado.

 

Foto: Divulgação.

Audi estipula meta para redução de emissão de carbono em 30%

São Paulo – A Audi intensificou seus trabalhos em busca da mobilidade sustentável firmando compromisso global para reduzir a emissão de carbono de seus veículos em 30% até 2025, usando como base os dados de 2015.

 

A meta é a principal mensagem da nova campanha publicitária global da marca que está circulando desde o dezembro: Toda Atitude É Válida. A empresa escolheu o e-tron Sportback como estrela da campanha, que também está circulando no Brasil, nas redes sociais e nos cinemas premium.  

Argentina será cada vez mais exportadora para a Volkswagen

Mogi Guaçu, SP – A Volkswagen Argentina será ainda mais exportadora do que já é. Após concluir o investimento de US$ 1 bilhão nas fábricas de Pacheco e Córdoba, o ritmo de caminhões com produtos VW rumo aos portos avançará de forma considerável: o presidente para a região, Pablo Di Si, estima que somente do projeto Tarek, previsto para entrar nas linhas até o fim do ano, 70% do volume será exportado.

 

“Atualmente exportamos 70% da produção argentina. Da fábrica de Córdoba, onde a Volkswagen produz câmbio, 95% é exportado. São transmissões como a MQ 281, de seis velocidades, 100% destinada a outros mercados. Foi uma conquista importante porque vencemos uma concorrência interna com outras fábricas”.

 

A unidade recebeu US$ 150 milhões do plano atual para produzir a nova caixa de câmbio. Os outros US$ 850 milhões foram para Pacheco: está em fase final de instalação uma nova plataforma, de onde, até o fim do ano, sairá o SUV do projeto Tarek – e Di Si jura que o nome do modelo ainda não foi definido oficialmente.

 

Parte da preocupação em ampliar a vocação exportadora das fábricas argentinas tem origem na própria situação do mercado local. Embora Di Si acredite que o fundo do poço já fora alcançado, a expectativa é a de volumes pouco maiores em 2020 na comparação com 2019 – que apresentou queda de 43%. E começa a afetar outros elos da cadeia.

 

 “A falta de crédito no mercado é um grande problema que o setor está enfrentando e isso afeta mais os fornecedores menores, que dependem mais dos financiamentos disponíveis. Essa questão da falta de crédito e a inflação são os principais problemas que afetam a Argentina”.

 

Plano 2030O programa que visa a estimular o setor automotivo argentino, apresentado no fim do ano passado, ajudará a indústria, acredita Di Si. Ele evitou, porém, comparações com o Rota 2030 – cada mercado tem a sua característica, ressalta:

 

“O programa pode ajudar toda a cadeia a se recuperar da crise, principalmente no caso dos fornecedores menores. Eles poderão voltar a ter acesso ao crédito, algo muito necessário para as operações deles”.

 

Sobre as ousadas metas envolvidas no programa, como a produção de 1,8 milhão de veículos na Argentina até 2030, Di Si disse que independente de atingi-las, ou não, o importante é incentivar a indústria local.

 

Foto: Divulgação.

Cresce investimento no setor de máquinas

São Paulo – O nível de investimento no setor de máquinas e equipamentos voltou a subir em 2019, indicou balanço da Abimaq divulgado na segunda-feira, 27. No ano passado as fabricantes aportaram R$ 3,8 bilhões, um desembolso 4,6% maior do que o realizado em 2018. O investimento superou em 30% aquele projetado pela entidade, R$ 2,8 bilhões.

 

De acordo com o presidente José Velloso parte dessa expansão se deve ao fato de que parte das empresas teve que comprar novos equipamentos, para substituir os que ficaram ultrapassados pela falta de investimento nos últimos anos: “Muitas associadas tiveram de investir para atualizar seu parque industrial não por demanda, mas por terem ficado muitos anos com o mesmo equipamento”.

 

A demanda, Velloso apontou, é considerada baixa e pode ser observada nos indicadores do setor. O consumo aparente, por exemplo, mostrou que no ano passado as importações de máquinas foram maiores do que as vendas de máquinas produzidas no País. O volume de equipamento importado foi 19,5% maior no ano passado na comparação com o registrado em 2018.

 

A entidade credita a ofensiva dos importados às aquisições de componentes para geração de energia, principalmente no setor de óleo e gás. No mercado interno “a carteira de pedidos continua em níveis historicamente baixos”, por volta de dois meses, sendo que, há dez anos, girava em torno de seis meses.

 

O balanço da Abimaq aponta que a receita líquida interna obtida no ano passado mostra crescimento de 7% sobre a registrada em 2018: R$ 46,4 bilhões. Velloso, no entanto, disse que a alta aconteceu sobre base considerada baixa, e que o perfil de consumo de máquinas no Brasil mudou:

 

“Não existe uma crise no setor. O que acontece é que o mercado tem um novo patamar de consumo, que é mais baixo do que aquele registrado em 2010, por exemplo. Consome-se menos máquinas do que na época de pico histórico e a tendência é a de que haja crescimento constante, embora sobre base mais baixa”.

 

A baixa demanda reconhecida pelo presidente da Abimaq também pode ser notada no nível da capacidade da indústria: 75%, na média, em 2019. O quadro de funcionários encerrou o ano com pouco mais de 302 mil trabalhadores — mas em 2011 o quadro era formado por 386 mil funcionários: “Houve ao longo do ano contratações pontuais, mas o número de vagas foi diminuindo a partir do último trimestre”.

 

A receita com as exportações de máquinas e equipamentos caiu 7,2% no acumulado do ano na comparação com o resultado de 2018, chegando a US$ 9 bilhões. De acordo com a associação o resultado negativo se deu em função “da redução do ritmo de crescimento das principais economias mundiais, principalmente em países da zona do Euro e da América do Sul”.

 

Ano novo – A Abimaq, em sua primeira entrevista coletiva à imprensa do ano, também apresentou as suas projeções com relação a investimentos. A expectativa do setor é a de que sejam investidos R$ 4,6 bilhões, valor em alta de 23% sobre o investido em 2019. No mercado interno, disse Velloso, o setor deverá crescer 10% em termos de receita.

 

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All Bus é novo representante Marcopolo

São Paulo – A Marcopolo ampliou sua rede de representantes, que a partir deste mês conta com a All Bus, empresa do Grupo Agramoto, que começou a atuar no segmento automotivo nos anos 90 com uma retífica de motores diesel.

 

A All Bus possui unidades do Amapá, Maranhão e Pará e será nessas regiões que a empresa representará a Marcopolo, tanto nas vendas quanto na assistência aos clientes e no pós-vendas. Segundo Rodrigo Pikussa, diretor do negócio ônibus da Marcopolo, a expansão dos representantes é para melhorar cada vez mais o atendimento prestado aos clientes.

GM prepara dois novos modelos para a região

São Paulo – A fábrica da General Motors em Rosario, província de Santa Fé, terá uma parada técnica a partir de 1º de fevereiro. Durante todo o mês a companhia arrumará as instalações fabris para a produção de um novo modelo para conviver com o sedã Cruze – mas sobre a Plataforma GEM, sigla para Global Emergent Markets, a mesma de onde saem, atualmente, Onix e Onix Plus. 

 

Meses antes o procedimento foi adotado em São Caetano do Sul, SP. A unidade foi renovada para a produção de um novo modelo que chegará às concessionárias ainda neste primeiro trimestre. O presidente Carlos Zarlenga confirmou oficialmente: “Será o primeiro SUV compacto Chevrolet produzido no Brasil”.

 

Os demais pormenores dos modelos, brasileiro e argentino, ainda estão escondidos atrás do biombo corporativo. Segundo a publicação argentina AutoBlog o modelo a ser ali produzido a partir de 2021 é conhecido como Projeto AVA, Alto Valor Agregado. Recebeu US$ 300 milhões em investimento.

 

Da unidade do ABCD paulista a expectativa é a da produção da nova geração da Tracker – não confirmado pela companhia. Uma foto, que mostrava a possível grade frontal do modelo produzido em São Caetano do Sul, foi divulgada junto com o texto que oficializava a chegada do SUV, mas alterada depois. A Agência AutoData salvou a foto original, que ilustra a reportagem.

 

A foto que substituiu a original no site da GM do Brasil é essa abaixo. O modelo será vendido no Brasil e exportado para outros mercados.

 

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Segundo a companhia dentre as inovações em São Caetano do Sul está a instalação de um novo equipamento que movimenta os carros pela linha de montagem, que permite o ajuste em qualquer altura, dando ganho de ergonomia aos trabalhadores. Outra novidade é a instalação de um novo sistema de transporte automatizado para o sistema básico de motor, transmissão, escapamento, eixo e semieixo.

 

O diretor executivo da fábrica, Andreieli Pinto, destacou também as 150 apertadeiras eletrônicas que garantem as medidas exatas dos torques críticos, com monitoramento em tempo real: “Temos também novos prédios e área de estamparia. Foi muito interessante reformar completamente uma instalação como a da GM em São Caetano do Sul, porque ao trocar equipamentos nos deparamos com muita história. Descobrimos, por exemplo, as fundações das máquinas que produziram o lendário Opala”.

 

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VW investe R$ 5,5 milhões em unidade hospitalar no Paraná

São Paulo – A Volkswagen anunciou investimento de R$ 5,5 milhões para a construção de nova unidade hematológica no Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, uma parceria com o governo do Paraná. A unidade oferecerá tratamento com transplante de medula óssea para mais de 150 pacientes por ano.

 

O anúncio foi feito durante a inauguração do hospital, que oferece tratamento humanizado e com qualidade de vida para pacientes com sintomas decorrentes do câncer que precisam de cuidados mais específicos. Pablo Di Si, presidente e CEO da VW América Latina, participou da cerimônia.

Fiat produz em Betim a última Weekend

São Paulo – As linhas da fábrica da Fiat em Betim, MG, montaram na segunda-feira, 27, a última Weekend. Foram 23 anos de produção, mais de 530 mil unidades comercializadas no mercado nacional de veículo inicialmente conhecido como Palio Weekend – ganhou o nome atual em 2015, três anos depois da sua última reestilização.

 

A station wagon da Fiat foi a escolhida para introduzir diversas inovações durante a sua existência. Foi o primeiro da linha Adventure, segmento que, com ao agregar alguns componentes plásticos, lhe deu visual mais esportivo – copiado por suas companheiras de linha Idea, Doblò e Strada e por diversas concorrentes, ainda hoje muito adotado em veículos de entrada.

 

O sistema Locker surgiu também com a Weekend: primeiro veículo 4×2 com bloqueio do diferencial. A station wagon teve também uma versão 100% elétrica, desenvolvida em parceria com a engenharia da usina hidrelétrica Itaipu Binacional. Alimentado por uma bateria de níquel, tinha autonomia de 120 quilômetros.

 

A aderência dos SUVs aos consumidores brasileiros, no entanto, fez com que as station wagons perdessem espaço no mercado nacional. Era a última em produção aqui, embora o ranking da Fenabrave do ano passado registre, ainda, o licenciamento de alguns Spacefox – que também saiu de linha. Em 2019 foram vendidas 3,2 mil Weekend.

 

Station wagons, agora, só importadas: Audi A4 Avant, Volvo V60, Volkswagen Golf Variant e Audi RS4.

 

A Fiat segue a direção do mercado. Segundo o diretor de brand Fiat e de operações comerciais no Brasil, Herlander Zola, a Weekend será sucedida por dois utilitários esportivos que começarão a ser produzidos em Betim ainda este ano.

 

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O significado dos nomes dos carros Nissan

São Paulo – Fundada pelo japonês Yoshisuke Aikawa a Nissan recebeu este nome a partir da junção das palavras que formavam o nome de sua holding, Nihon Sangyo, como era conhecida na Bolsa de Valores de Tóquio. Significa, também, Indústria Japonesa – mas os carros produzidos desde 1933 levavam, no início, a marca Datsun.

 

Agora a companhia divulgou o significado do nome de alguns de seus carros mais vendidos no mercado global. O Kicks, líder em vendas na América Latina, tem esse nome para transmitir a ideia de esportividade, movimento e prazer ao dirigir. Kick significa chute em inglês.

 

O Versa, que recebe nova geração importada do México ainda este ano, tem significado de versatilidade, referente ao seu interior amplo. Já o elétrico Leaf significa folha de árvore, auto-explicativo – mas o marketing da Nissan foi além e ampliou o significado com as características Líder, Amigo do Meio Ambiente, Acessível e Familiar, cujas iniciais, em inglês, formam Leaf.

 

O Sentra, outro sedã vendido por aqui, faz referência à palavra centro, que tem o tamanho ideal para dar segurança. O Note, modelo mais vendido no Japão, significa nota, representando um tom musical, ou note, a ação de ser notado por alguém.

 

Outros significados: Pathfinder, junção dos termos em inglês Caminho e Aquele que encontra, Altima, derivado da palavra latina altur, que significa ordem superior, Titan, uma linha de deuses da mitologia grega que se distingue por sua incrível força e poder.

 

Foto: Divulgação.