Nova tecnologia reduz tempo de cura na indústria automotiva

Caxias do Sul, RS — Os grupos ArpiAspersul, de Caxias do Sul, RS, e o holandês EMM formaram joint venture para a distribuição da tecnologia de cura fast curing. O equipamento que cura materiais, como tintas, massas, colas e outros, por meio de lâmpadas UV LED, já à disposição do mercado nacional, será também produzido na Europa e distribuído mundialmente pelas marcas holandesas Colad e Tander, que integram o Grupo EMM.

 

Lançado oficialmente na SEMA Show, nos Estados Unidos, no ano passado, o equipamento está com início de distribuição estimado para o primeiro semestre. A nova versão da tecnologia, criada originalmente pela Doxa Technologies, uma das empresas do Grupo ArpiAspersul, é um sistema de cura UV LED testado e patenteado como o mais rápido do mercado. Além do aprimoramento da tecnologia também foi melhorado o design do equipamento, que se assemelha a uma pistola de pintura.

 

Para o diretor comercial do Grupo ArpiAspersul, Renato Valcarengh Nunes, o objetivo é propagar a tecnologia para o mundo em grande escala: “Essa parceria difundirá a tecnologia e nosso objetivo é ser líder mundial nessa oferta”.

 

A nova versão foi desenvolvida exclusivamente para atender ao setor automotivo.

 

O grupo ArpiAspersul assumiu o controle da Doxa Technologies em abril do ano passado. Trata-se da primeira empresa no mundo a desenvolver processos de cura UV LED com aplicações que abrangem os mais diversos tipos de mercados. A Doxa surgiu dentro da oficina automotiva Dimension Customs, em São Paulo. A partir da necessidade de aumentar a produtividade os gestores Juliano Barbosa e Emerson Calvo conheceram a tecnologia de cura ultravioleta e perceberam uma oportunidade.

 

Aprofundaram-se em estudos de engenharia eletrônica para desenvolver e aprimorar a tecnologia, dedicada inicialmente ao setor automotivo. O sistema foi se expandindo e hoje atende também a outros segmentos industriais. Segundo o diretor técnico Juliano Barbosa a expectativa é substituir completamente a tecnologia de cura por mercúrio, considerada danosa ao meio ambiente. Também ressaltou que a indústria brasileira precisa de inovações que colaborem com a produtividade, economia de energia e que atendam às regras ambientais e trabalhistas. A tecnologia pode ser aplicada de maneira portátil com equipamentos manuais de linha, ou em versões industriais personalizadas, atendendo às necessidades dos mais diversos segmentos e tipos de aplicações.

 

O grupo é o primeiro no Brasil a comercializar a tecnologia dos produtos da EMM, especialista em equipamentos e acessórios para pintura industrial e repintura automotiva, com forte atuação em toda a Europa. Para o gerente de vendas internacionais, Fernando Klisiewicz, o Brasil é um grande consumidor dos produtos da marca: “Sempre tivemos o desejo de fechar negócios com o Brasil. Agora temos fortes expectativas de crescimento em conjunto com o grupo ArpiAspersul”.

 

Foto: Divulgação.

Toyota Hilux teve valorização em 2019

São Paulo – Levantamento da KBB, Kelley Blue Book, englobando todos os modelos 0 KM disponíveis no mercado brasileiro em janeiro de 2019, apontou que a picape Toyota Hilux não perdeu valor de mercado nas revendas até o fim de dezembro. Ao contrário: o modelo produzido na Argentina valorizou 0,55%. 

 

A KBB explica que a metodologia usada na pesquisa é a da depreciação: a consultoria comparou o valor do veículo 0 KM em um período determinado, no caso janeiro do ano passado, com o seu atual valor residual, considerando o mesmo ano/modelo e sem o mesmo rigor de sua definição contábil.

 

Assim o resultado da Hilux foi positivo por alguns fatores, de acordo com a KBB: o fato de o veículo ter sofrido uma forte alta, variação do câmbio e o bom posicionamento da marca no mercado.

 

O segundo modelo menos depreciado na lista da KBB foi o Peugeot 3008, que perdeu 1,49% do seu valor. A Volkswagen fez uma dobradinha com Golf e Fox no terceiro e quarto lugares, com queda de 3,41% e 3,65%, respectivamente. Fecha a lista dos cinco primeiros o Toyota Yaris, com perda de 4,08% de seu valor.

 

Modelos menos depreciados

  1 Toyota Hilux              + 0,55%
  2 Peugeot 3008            –  1,49%
  3 Volkswagen Golf         – 3,41%
  4 Volkswagen Fox         –  3,65%
  5 Toyota Yaris                – 4,08%
  6 BMW M5                     – 4,41%
  7 Mercedes-Benz S 560  – 4,59%
  8 Troller T4                    – 4,62%
  9 Honda WR-V                – 4,70%
10 Peugeot 5008              – 5,04%

 

Na outra ponta, dos modelos que mais perderam valor, três veículos Ford compõem a lista: Focus, com 28,13%, na liderança, Focus Fastback, 25,99%, em terceiro, e EcoSport, 20,5%, em oitavo. O segundo mais desvalorizado foi o Fiat Weekend, com 27,8%.

 

Modelos mais depreciados

  1. Ford Focus                   – 28,13%
    2. Fiat Weekend           – 27,80%
    3. Ford Focus Fastback – 25,99%
    4. Jaguar XF                – 21,94%
    5. Renault Sandero      – 21,69%
    6. Fiat Doblo               – 21,23%
    7. Citroën C4 Lounge   – 20,83%
    8. Ford EcoSport         – 20,53%
    9. Peugeot 2008         – 18,74%
    10. Chevrolet Cobalt   – 18,61%

 

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Venda de pneus mantém estabilidade em 2019

São Paulo – O mercado brasileiro de pneus ficou estável em 2019 comparado com 2018. Dados divulgados pela Anip, Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos, apontam que foram vendidos 59,5 milhões de pneus, somadas todas as categorias – de carga, de motocicletas, de carros de passeio e de comerciais leves, leve recuo de 0,1% com relação a 2018.

 

Enquanto a demanda por pneus pelas montadoras cresceu 3,1% de um ano para o outro, alcançando 15,8 milhões de unidades, o segmento de reposição perdeu 1,7% do volume, somando 43,6 milhões de pneus.

 

O segmento de pneus de passeio fechou o ano com recuo de 0,3% na comparação com 2018, somando 33,8 milhões de pneus. Os pneus de carga alcançaram 7,4 milhões de unidades comercializadas, aumento de 1,8%, e os de motocicletas cresceram 0,8%, alcançando 9,8 milhões de unidades.

 

A grande queda ocorreu no segmento de comerciais leves: recuo de 3,9%, para 7,7 milhões de unidades.

 

A indústria fechou o ano passado com superávit comercial: exportou US$ 1,1 bilhão, aumento de 1,7%, e importou US$ 970 milhões, queda de 0,7%. Em volume os embarques cresceram 0,3%, para 14,9 milhões de unidades e as importações cederam 0,1%, somando 35,6 milhões.

 

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Montadoras se renderam, enfim, às startups?

São Paulo – A indústria automotiva mostra sinais de que precisa buscar modelos de negócios alternativos ao tradicional produz-monta-vende que, dizem, está com os dias contados no futuro da mobilidade. Das casas matrizes na Europa, Ásia e Estados Unidos as notícias que chegam indicam que o caminho escolhido pelas fabricantes não é outro senão, por fim, ouvirem o que startups têm a dizer – e não o contrário.

 

A lógica é simples e parece que as centenárias companhias assumiram o papel: na rapidez do mercado atual, na fugacidade das tendências que moldam o consumo, nada melhor do que recorrer a uma empresa de estrutura leve e com negócio baseado em tecnologia para compreender e adaptar-se rápido às exigências do cliente moderno que, ao que parece, estão além das suas possibilidades.

 

“Por serem menores essas empresas conseguem entender, mais rápido do que as gigantes, as transformações pelas quais passa o mercado”, reconhece Marco Saltini, diretor de relações governamentais e institucionais da Volkswagen Caminhões e Ônibus. “Em pouco tempo racionalizam algo que nós levaríamos anos para compreender porque atravessamos os séculos focados na manufatura.”

 

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Sua irmã de Grupo Traton, a MAN, mantém programa global de aceleração de startups com o objetivo de ter acesso às formas de visão que as novas empresas supostamente têm acerca do mercado. Reunindo as empresas em seus domínios por meio desses eventos, nos quais o conhecimento e as experiências são compartilhados, a montadora se atualiza e, também importante, fica perto de quem pode vir a ser um parceiro de negócios.

 

“Há também a questão do resultado social que esses novos negócios podem gerar nas cidades”, contou Lisa Guggenmos, a especialista em estratégia digital da MAN e responsável pelo programa MAN Impact Accelerator. Ela está no Brasil desde domingo, 19, para selecionar startups brasileiras para o programa global da companhia. Três foram escolhidas e, durante evento até 23 de janeiro, participarão dos debates e aconselhamentos dos técnicos da MAN e da VWCO que são chamados de mentorias.

 

Ainda que o programa seja global – estão no País também startups da África e da Europa – o evento mostra que, de alguma forma, a indústria nacional está alinhada a uma tendência mundial e, ainda, participa de articulação encabeçada pelas matrizes. No caso da VWCO, segundo Marco Saltini, inserir o Brasil no contexto, sob a ótica da companhia, é positivo por duas razões: a primeira porque o Brasil é o maior mercado de caminhões da VWCO em termos de volume, e seria ilógico deixar a subsidiária fora do planejamento. A outra razão tem a ver com o Volkswagen e-Delivery, o modelo de caminhão elétrico que será produzido em Resende, RJ, e sobre o qual está depositada muita expectativa.

 

Isso porque a montadora estuda novos modelos de negócio que giram em torno do caminhão. Pouco se sabe a respeito de como ele será explorado comercialmente pela fabricante. O que se sabe, e de onde se pode extrair pistas a respeito do tema, é que a montadora inseriu a cervejaria Ambev no e-Consórcio para que desempenhe papel de parceira na construção de novos modelos baseados também na oferta de serviços, algo que hoje começa a ganhar corpo nas fabricantes de caminhões e de automóveis.

 

“Não há dúvidas de que no futuro próximo os serviços serão parte importante da receita das fabricantes”, observou Saltini. “Se não nos estruturarmos agora em torno do assunto perderemos espaço no mercado para outras companhias. Por isso a importância de que se estabeleça contato com essas novas empresas de tecnologia.”

 

Há outros exemplos de empresas que apostaram na parceria com startups com vistas a demandas futuras. A Renault mantém laboratório em Curitiba, PR, onde novas companhias desenvolvem ideias sobre mobilidade. O Nissan Kicks, um SUV, teve vendas realizadas por meio de sistema de inteligência artificial criado por uma startup. Afora o negócio automóvel a Randon, fabricante de implementos, também se aproximou de startups recentemente e a FCA, que mantém um HUB em Betim, MG, para ficar ligado com o ecossistema de startups.

 

O MAN Impact Accelerator começou em Munique, Alemanha, em novembro. Afora São Paulo o evento será realizado também em Lisboa, Portugal, e em Joanesburgo, África do Sul. Haverá cerimônia de encerramento oficial em Munique em junho.

 

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Rede Hyundai foi a que mais recebeu visitante por loja

São Paulo – A Hyundai foi marca que recebeu mais visitantes, em média, por concessionária no ano passado, segundo pesquisa da In Loco, empresa de tecnologia de localização, divulgado com exclusividade para a Agência AutoData. A rede liderou em todos os meses do ano, de acordo com o estudo.

 

Na média de visitantes por loja a segunda colocada foi a Toyota, seguida por Jeep e Honda. Em quinto lugar ficou a rede Chevrolet, da General Motors, cujo desempenho acelerou nos últimos meses – em dezembro, foi a terceira rede mais visitada nessa relação de visitantes por concessionária.

 

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A rede Chevrolet foi, também, a mais visitada no geral, de acordo com o levantamento – o que é natural, pois é a líder em vendas do mercado. Fiat e Volkswagen completam o pódio, seguidas por, na ordem, Hyundai, Renault, Ford, Honda, Toyota, Jeep, Nissan e Mitsubishi.

 

O levantamento é feito com os mais de 60 milhões de dispositivos móveis que compõem a base de usuários da In Loco em 25 milhões de locais mapeados no mundo. As marcas que têm  seus pontos de venda analisados são Fiat, Ford, GM, Honda, Hyundai, Jeep, Mitsubishi, Nissan, Peugeot, Renault, Toyota e Volkswagen.

 

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BMW inicia vendas do M135i xDrive

São Paulo – A BMW já iniciou as vendas, em sua rede de concessionárias, do novo M135i xDrive, que chega ao Brasil com preço de R$ 270 mil. Essa é a versão mais esportiva do hatch premium, que, antes, era vendido apenas na versão 118i Sport FP.

 

A versão esportiva se diferencia pelo pacote M, que inclui novos para-choques, spoiler traseiro, retrovisores revestidos e novo desenho para as rodas aro 18. Sob o capô o modelo dispõe de motor 2.0 turbo de 306 cv acoplado a transmissão automática esportiva de oito marchas.

 

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Receita das empresas de autopeças cresceu 7% até novembro

São Paulo – O faturamento das empresas de autopeças cresceu 6,6% de janeiro a novembro do ano passado na comparação com o mesmo período de 2018, de acordo com os dados divulgados pelo Sindipeças, entidade que representa as fabricantes nacionais. Dependendo do resultado de dezembro o setor fechará o ano com crescimento alinhado à projeção do Sindipeças, que é de alta de 5,1% ante 2018.

 

Considerando os negócios realizados em novembro houve recuo de 5,6% com relação ao mês anterior, por causa das férias coletivas e de paradas técnicas programadas pelas montadoras. Ante o mesmo mês de 2018 houve crescimento de 0,8%.

 

O faturamento dos negócios com montadoras aumentou em 9,8% com relação ao mesmo período de 2018. Na comparação mês a mês a expansão foi de 4,1% e, ante outubro, houve retração de 4,4%. As vendas para reposição cresceram 7,3% no acumulado e, na comparação mensal, a alta foi ainda maior, 8,8% — mas com relação a outubro houve queda de 11,2%.

 

As exportações foram o ponto negativo do setor até novembro, com recuo de 15,2% no faturamento ante igual período de 2018. A comparação mensal mostra uma queda ainda maior, 24,6%. Com relação a outubro a retração foi de 6%.

 

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Cummins recicla 100% dos resíduos gerados no Brasil

São Paulo – A Cummins começou o ano celebrando a destinação 100% sustentável dos resíduos gerados em todo o seu processo produtivo na fábrica de Guarulhos, SP. A conquista do status de aterro zero foi registrada em dezembro, com o encaminhamento de todo o resíduo orgânico dos refeitórios para a compostagem.

 

Para atingir suas metas de sustentabilidade ambiental a companhia começou a trabalhar para controlar a geração de resíduos e, desde 2016, intensificou esse trabalho para trazer melhorias em seus processos produtivos.

 

Bruna Malaguti, gerente de segurança e meio ambiente da Cummins, disse que a empresa considera como resíduo não só o que é gerado nos processos produtivos: “Consideramos também o que é gerado pelos nossos funcionários durante seu expediente. Nossa meta era que todo o resíduo de processo originado na planta gerasse energia, fosse reaproveitado ou reciclado”.

ArcelorMittal anuncia mudanças em sua estrutura corporativa

São Paulo – A ArcelorMittal anunciou mudanças em sua estrutura corporativa no País, com a contratação de Márcio Adriani Damazio como novo diretor corporativo de pessoas, comunicação e relações institucionais. Ele tem 24 anos de experiência no setor automotivo trabalhando no Grupo FCA, tanto no Brasil quanto em outros países.

 

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Outra mudança aconteceu na área jurídica: Marina Guimarães assumiu o cargo de diretora jurídica, sustentabilidade e de compliance officer. Guimarães trabalha na ArcelorMittal desde 2010 e já deteve posições nas áreas comercial e de mineração.

 

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Honda Fit é o PcD menos desvalorizado

São Paulo – A KBB, Kelley Blue Book, consultoria especializada em identificar o valor de mercado de carros novos e usados, divulgou uma lista dos modelos destinados ao público com deficiência, conhecido como PcD, mais e menos desvalorizados.

 

Dentre as regras necessárias para o desconto de IPI, ICMS e IPVA na aquisição desses veículos estão a necessidade de oferecer câmbio automático ou automatizado e ter valor de mercado até R$ 70 mil – acima disso há desconto apenas no IPI.

 

Nos últimos anos as montadoras, de olho em um segmento em franca ascensão, ampliaram significativamente a oferta de modelos nessas condições, muitas vezes retirando itens de série para baratear os veículos.

 

O estudo da KBB tem como referência os preços praticados em agosto de 2019 de 63 carros ofertados no mercado brasileiro. Segue abaixo a lista dos cinco menos e os cinco mais desvalorizados:

 

Cinco modelos PcD menos desvalorizados

1 Honda Fit Personal 1.5 flex 2019                         1,48%
2 Honda City Personal 1.5 flex 2019                       3,12%
3 Volkswagen Polo Comfortline 200 TSI Flex 2018   3,50%
4 Renault Logan Expression 1.6 Sce 2018               3,67%
5 Citroën Aircross Feel 1.6 Flex 2018                      4,25%

 

Cinco modelos PcD mais desvalorizados

1 Jeep Renegade 1.8 Flex 2019                                    17,66%
2 Jeep Renegade 1.8 Flex 2018                                    17,66%
3 Renault Sandero Stepway Dynamique 1.6 Flex 2019   17,23%
4 Fiat Mobi Drive 1.0 Flex 2019                                   16,98%
5 Volkswagen Gol G6 1.6 Flex 2020                             15,63%

 

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