FCA passa por metamorfose física e cognitiva

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Betim, MG – Aos 43 anos o Polo Automotivo Fiat, a fábrica da FCA em Betim, MG, passa por importante transformação, em linha com a indústria. Não apenas em seu coração, as linhas de montagem modernizadas e dotadas de conceitos da Indústria 4.0, mas também nas áreas que compõem seu sistema nervoso, como engenharia, design e inovação, e na forma de pensar e desenvolver novos projetos.

 

Fisicamente essas mudanças se traduzem em novos espaços, como os recém-inaugurados Design Center FCA, responsável pelo design dos modelos Fiat, Jeep e RAM, o Safety Center, onde podem ser feitos crash tests, o World Class Center, laboratório de inovação destinado a desenvolvimento de soluções para a Indústria 4.0 e, ainda cheirando a tinta fresca, o Hub FCA.

 

Ele foi pensado para ser diferente de tudo o que estamos acostumados a encontrar na indústria. A começar pelo seu interior, que muito lembra um coworking, com ar moderno, cores alegres, muitos sofás e pufes e sem estações de trabalho fixas. A ideia, segundo Breno Kamei, diretor de portfólio, pesquisa e inteligência corporativa da FCA para a América Latina – e anfitrião do espaço – é receber pessoas de todas as áreas para, juntos, debaterem os anseios do consumidor.

 

“O espaço físico, na verdade, materializa o que pensamos como futuro da operação por aqui. Enxergamos uma necessidade de mudar a forma de trabalho, não podemos mais pensar em tudo sozinhos e somente depois envolvermos as áreas técnicas e de negócio. Temos que trabalhar juntos, desde o começo.”

 

Segundo ele, que está há mais de quinze anos no Grupo FCA e trabalhou recentemente na Chrysler, nos Estados Unidos, o consumidor não deseja mais o carro, simplesmente: “Ele quer mais do que isso. Então precisamos de mais agilidade, porque tudo que a gente fez no passado não tem, necessariamente, que continuar sendo feito da forma tradicional”.

 

Com as áreas técnicas fazendo parte do processo do desenvolvimento de produto desde os primeiros rabiscos a FCA ganha tempo. Kamei disse que o bate e volta de uma área para a outra foi reduzido e a chegada ao denominador comum, tendo o consumidor como ponto central, mais fácil de ser alcançado: “Em alguns casos reduzimos para semanas processos que demorariam meses”.

 

Ainda neste segundo semestre um importante projeto desenvolvido com essa nova forma de pensar deverá ser apresentado aos consumidores. Kamei não esconde a ansiedade em ver, na prática, como será a reação do consumidor. E lembra: “São apenas dois anos, ainda estamos em processo de aprendizado. Adquirindo maturidade, mas em aprendizado”.

 

E o Hub? – O nome,  hub – que em português pode ser traduzido como um polo, um eixo – traduz o que a equipe pensou ao desenvolver o novo espaço: a intenção é que tudo de inovador, boas ideias, passe por lá.

 

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De forma fixa em torno de cinquenta pessoas, especialmente da área de portfólio e serviços conectados, trabalharão na nova área da FCA. Mas a ideia é tornar o ambiente bem diverso, aberto para funcionários de outras áreas e até para fornecedores e startups.

 

No caso das startups a FCA deu outro passo: montou escritório avançado no We Work, espaço de coworking com diversas sedes pelo Brasil. Segundo Kamei o objetivo é entender também o que se passa no ambiente externo da fábrica: “Boas ideias podem vir dali. Por isso é importante estar também fora”.

 

Fotos: Divulgação.