Fusão da PSA com FCA pode ser anunciada na quinta-feira, 31

São Paulo – As conversas sobre uma possível fusão dos grupos automotivos FCA e PSA avançaram durante a quarta-feira, 30, segundo informaram agências de notícias internacionais. As duas empresas confirmaram, oficialmente, que mantêm conversas a respeito da união de forças.

 

Segundo o The Wall Street Journal o conselho da companhia dona da Peugeot, Citroën, DS e Opel, inclusive, já aprovou a junção – o da FCA se reuniria durante a noite europeia para discutir os termos. De todo modo é possível que um anúncio oficial ocorra já na quinta-feira, 31, quando está marcada a divulgação dos resultados financeiros do terceiro trimestre da FCA.

 

John Elkann, presidente do conselho da FCA, presidiria o conselho da nova companhia, cujo valor de mercado chegaria a algo em torno de US$ 47 bilhões, segundo analistas. Carlos Tavares, CEO da PSA, manteria este cargo na nova empresa – curiosamente, Tavares trabalhou com Carlos Ghosn, que foi CEO da Renault, companhia com a qual a FCA tentou, sem sucesso, uma fusão na metade do ano.

 

Como parte do acordo a PSA faria um spin off da sistemista Faurecia, da qual detém 46% da ações. No ano passado a FCA fez movimento parecido com o seu braço de autopeças, a Magneti Marelli, adquirida pelo grupo japonês Calsonic Kansei e, agora, chamada apenas de Marelli.

 

As ações da FCA avançaram 9,5% e as da PSA 4,5% nas bolsas europeias na quarta-feira, 30.

 

Foto: AutoData.

Rodada de negócios internacional da Anfir poderá gerar US$ 6,5 mi

São Paulo – A Rodada Internacional de Negócios realizada durante a Fenatran 2019 poderá movimentar US$ 6,5 milhões em exportações, de acordo com a Anfir, entidade que representa as fabricantes nacionais de implementos e que organizou a vinda dos importadores ao evento, junto com o Apex-Brasil.

 

Foram 24 importadores, de doze países, e segundo o presidente Norberto Fabris o resultado da rodada internacional de negócios é para ser comemorado: “Pela segunda vez trouxemos importadores para essa rodada de negócios e o resultado nos deixou bastante satisfeitos”.

BYD busca negócios em locação segmentada

São Paulo – A locação de veículos tem se mostrado modelo de negócio consistente no mercado automotivo brasileiro a ponto de sustentar parte relevante das vendas das montadoras. Pode ser, até, que sua influência se torne maior com a chegada de empresas que atuam em nichos específicos. É o caso, por exemplo, da KWFleet, que passou a oferecer o serviço na categoria com frota de vans da BYD.

 

A fabricante de veículos elétricos forneceu em março lote composto por 150 unidades para a locadora, que também opera com automóveis, caminhões, motocicletas e empilhadeiras movidos a eletricidade. A meta da KWFleet é agressiva para os próximos cinco anos e mostra, de certa forma, o potencial do negócio – pretende constituir uma frota total formada por 5 mil veículos.

 

Segundo Carlos Roma, diretor de vendas da BYD, a companhia tentou modelo de negócio parecido ao da parceira há três anos, sem sucesso: “Vimos que montadora é montadora, locadora é locadora. Ter uma frota própria e fazer a gestão da locação se mostrou algo complexo para a nossa operação. Mas a experiência serviu para adequar àquilo que a KWFleet queria fazer”.

 

O executivo citou como principal desafio o controle dos ativos, como manutenção, e até multas de trânsito cometidas pelos locatários durante sua experiência. Roma, no entanto, disse que isto, no futuro, não está descartado: “Podemos abrir uma locadora mais adiante, mas não agora. O ideal é que foquemos naquilo que fazemos, que é fabricar veículos elétricos”.

 

O serviço oferecido pela KWFleet é baseado na locação de frotas, mas engloba todas as etapas e custos da operação, inclusive a geração de energia e o abastecimento. A geração da eletricidade para o abastecimento dos carros é realizada em vinte fazendas de energia fotovoltaica da GD Solar, empresa que mantém joint-venture com a locadora.

 

A locadora afirma já ter fechado contrato com algumas empresas com operações no Brasil. É o caso da operadora logística DHL e da cervejaria Heineken com a marca Eisenbahn. Os veículos comerciais elétricos tem chamado a atenção de outra companhia do setor de bebidas: a Ambev, por exemplo, encomendou 1,6 mil unidades do Volkswagen e-Delivery, produzido em Resende, RJ.

 

A frota composta por veículos comerciais elétricos oferece vantagens, segundo Roma, na comparação com a formada por modelos com motores a combustão: “Nestes modelos está tudo incluído em uma única nota fiscal de serviços, da manutenção ao abastecimento de energia nos eletro postos. Neste novo modelo o empresário tem previsibilidade. Esses veículos, ainda, são isentos do rodízio”.

 

Foto: Divulgação.

Grupo Volkswagen registra aumento de 7% na receita

São Paulo – O Grupo Volkswagen reportou aumento de 6,9% no seu faturamento referente à venda de veículos de janeiro a setembro, na comparação com o resultado obtido em igual período no ano passado. A receita com as vendas nos nove meses somou 186,6 bilhões de euro. O lucro antes de impostos aumentou 16,9%, chegando a 14,6 bilhões de euros.

 

“O Grupo Volkswagen alcança um bom desempenho em meio a um ambiente de mercado desafiador”, disse Frank Witter, do conselho de administração da Volkswagen. “O desempenho nos primeiros nove meses do ano fiscal nos deixa otimistas de que alcançaremos nossas metas para o ano inteiro para 2019.”

 

As perspectivas do grupo para o ano indicam, entretanto, que o mercado de veículos sofrerá contração mais rapidamente do que o anteriormente previsto em muitas regiões do mundo. Diante disso são esperadas vendas nos mesmo nível do ano passado. De qualquer forma a companhia espera lucrar 5% mais este ano na comparação com o desempenho de 2018.

 

O grupo vendeu 2,8 milhões de veículos marca Volkswagen nos nove primeiros meses deste ano, volume semelhante ao vendido em igual período no ano passado. Uma demanda mais alta foi registrada em particular para os modelos T-Roc, Tiguan, Touareg e Atlas. O novo T-Cross foi muito bem recebido pelo mercado. A receita de vendas aumentou 4,7% com relação ao ano anterior, para 65,4 bilhões de euro.

 

A marca Audi vendeu 900 mil unidades, um pouco menos do que as 1 milhão 107 unidades do janeiro-setembro de 2018. Com isso a receita de 44,3 bilhões de euro do ano passado, caiu para 41,3 bilhões de euro.

 

Foto: Divulgação.

Volare exporta dez miniônibus para o Peru

São Paulo – A Volare anunciou a exportação de dez unidades do seu miniônibus Attack 8 com tração 4×4 para a peruana Transportes Línea. Os veículos serão aplicados no transporte de trabalhadores do setor de mineração.

 

Segundo Rodrigo Bisi, gerente de exportação da Volare, a aquisição “é fruto de um longo e extensivo trabalho de relacionamento e pesquisa para o desenvolvimento de veículos”. Esses são as primeiras unidades do modelo a operar no setor de mineração no Peru, informou a companhia na quarta-feira, 30.

 

Os Volare Attack 8 têm tração 4×4, motor Cummins diesel ISF 3.8 de 152 cv, freios ABS e sistema EBD. Contam com poltronas reclináveis equipadas com cinto de segurança de três pontos, sistema de ar-condicionado com calefação, iluminação e indicadores de segurança externos.

 

Foto: Divulgação.

BMW lança versão híbrida do Série 7

São Paulo – Chegou importada ao Brasil a nova versão híbrida plug-in do BMW Série 7, a 745Le M Sport, que é produzida na fábrica de Dingolfing, Alemanha. Será vendida no Brasil por R$ 499 mil 950. O modelo traz algumas mudanças visuais, como o para-choque dianteiro redesenhado e novas rodas, aro 20.

 

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Sob o capô a versão híbrida é dotada de motor 3.0 de 286 cv e outro, elétrico, que gera 113 cv — os dois, juntos, somam 394 cv. O câmbio é automático de oito marchas. O modelo tem capacidade para rodar até 58 quilômetros apenas com o motor elétrico.

 

De acordo com Roberto Carvalho, diretor comercial da BMW Brasil, a intenção é ampliar as opções de escolha dos clientes e eletrificar o topo da gama de modelos da companhia.  

 

Fotos: Divulgação.

Congelado o projeto de picape Ford-Volkswagen na Argentina

São Paulo – A parceria da Ford com a Volkswagen para o desenvolvimento e a produção, em conjunto, de picapes da nova geração da Ranger e da Amarok em General Pacheco, Argentina, pode não sair do papel. Segundo apurou a Agência AutoData o Projeto Cyclone, como é conhecido internamente o desenvolvimento das picapes médias para o mercado sul-americano, está paralisado.

 

As razões, ao contrário do que seria natural imaginar — o atual cenário da Argentina –, nada têm a ver com a situação ali, com problemas na economia e em busca de uma reconstrução política que possa trazer soluções para retomar o crescimento. Uma fonte disse à reportagem que existe um “curto-circuito nas duas companhias acerca do contrato para a Ford produzir a picape da Volkswagen”.

 

Essa decisão, conforme apurado, não passou pelas lideranças regionais das duas empresas: tudo está sendo negociado diretamente pelas matrizes. O acordo foi fechado pelos CEOs, em âmbito global, e envolveu, dentre outros projetos conjuntos, veículos comerciais, veículos elétricos e autônomos.

 

Ford e Volkswagen são vizinhas na Argentina. As duas fábricas são literalmente divididas por um muro, herança da Autolatina, parceria que juntou forças das duas companhias na América do Sul nos anos 1980 e 1990, compartilhando projetos de automóveis e até caminhões. A união provocou alguns ruídos internos, devido, especialmente, à diferença de cultura empresarial de europeus e estadunidenses.

 

Uma eventual solução para a atual situação na Argentina seria, de acordo com uma fonte, separar novamente os projetos e cada empresa desenvolver a sua própria picape. Retomar o Projeto Cyclone também não é carta fora do baralho. Mas o prazo para o primeiro fruto da aliança global anunciada no ano passado chegar ao mercado, 2022, pode não ser cumprido.

 

Procuradas pela reportagem Ford e Volkswagen, na região, responderam que não comentarão o assunto.

 

Foto: Divulgação.

Porsche Cayenne Coupé chega ao Brasil

São Paulo – A Porsche lançou no Brasil a versão Coupé do Cayenne 2020, que segundo Werner Schaal, seu diretor de vendas aqui, ajudará a empresa a  conquistar mais espaço no mercado nacional, que já possui muitos fãs de outros modelos da marca, como o Macan.

 

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O modelo chega ao mercado em duas versões: o Cayenne Coupé, equipado com motor 3.0 de 340 cv, e o Cayenne Coupé Turbo S E-Hybrid, que usa motor V8 4.0 acoplado a motor elétrico de 136 cv — juntos geram 680 cv. Ambos os motores trabalham junto com um câmbio automático de oito marchas.

 

A versão de entrada terá preço de R$ 459 mil e a híbrida, topo de linha, será vendida por R$ 956,5 mil.

 

Foto: Divulgação.

Penso, logo ajo

Uma vez que a ciência proporcionou aos veículos capacidades extraordinárias como “ver” (por meio de câmeras, radares e sensores) e “pensar” (valendo-se de supercomputadores) nada mais natural que eles também sejam capazes de agir. Assim, a tecnologia automotiva poderia até fazer um trocadilho com a célebre frase do filósofo René Descartes, de “penso, logo existo” para penso, logo ajo.

 

Nos mais recentes lançamentos de caminhões no País, montadoras preconizam que seus veículos são suficientemente inteligentes a ponto de interpretar a topografia e demais condições da estrada para executar automaticamente as trocas de marchas oferecendo uma condução mais eficiente, segura, econômica e ambientalmente correta.

 

A inteligência embarcada nos novos caminhões também detecta e entende situações de risco, alerta o motorista em tempo hábil e, caso nenhuma providência seja tomada, o computador de bordo assume o controle e envia sinais para mecanismos inteligentes que, independente da vontade do motorista, assumem a responsabilidade de reduzir marchas, frear moderada ou bruscamente e até, se for necessário, desviar de obstáculos.

 

O objetivo primordial é oferecer à humanidade mobilidade com zero acidente e zero emissão. A ideia é, gradual e inteligentemente, delegar às máquinas a responsabilidade pela condução segura dos veículos. E, por meio da eletrificação, zerar a emissão de CO2.

 

Para isso já são desenvolvidas tecnologias automotivas que contemplam os três principais verbos da mobilidade do futuro: ver, pensar e agir. Verbos que são a base de desenvolvimento das tecnologias ZF na atualidade, e que, na sua concepção, são levadas a executar à risca suas funções.

 

Mas alguém tem que colocar a “mão na massa”. O resultado se reflete em diversos sistemas mecânicos inteligentes e integrados que permitem transmitir ou reduzir a força dos motores por meio dos sistemas de transmissões, conduzir e frear o veículo, além de entregar conforto e estabilidade por meio dos eixos, da suspensão e de vários outros componentes.  

 

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O Innovation Truck da ZF é um exemplo notável de como a alta tecnologia pode permitir que veículos possam tomar decisões por conta própria. Esse caminhão é capaz de enxergar e entender diferentes situações, tanto de trabalho como de risco e executar, de maneira autônoma, as manobras necessárias, sempre prezando a segurança. O ato de desviar, reduzir a velocidade, parar ou mesmo acelerar dentro de ambientes controlados como, por exemplo, terminais de carga, são atributos dos imprescindíveis sistemas mecânicos controlados por centrais eletrônicas inteligentes.

 

Muitos desses avançados sistemas, inclusive, já estão disponíveis ao mercado brasileiro. A moderna transmissão TraXon (a mesma que equipa o Innovation Truck) interpreta as condições de rodagem e sabe qual a marcha correta para cada diferente situação. Ela conversa com o sistema de GPS para saber com antecedência qual ação deve ser tomada, levando em consideração a topografia e rota que vem pela frente. Se os veículos de hoje em dia são capazes de ver e pensar, logo também são capazes de agir!

A sustentabilidade dos motores a gás

Grandes montadoras dos Estados Unidos, Europa e América Latina apostam no gás como a melhor e mais viável alternativa para redução das emissões de CO2. Especialmente para a realidade brasileira, que tem potencial para ser autossuficiente tanto na produção de gás natural como de biogás, o desenvolvimento de motores movidos a gás pode ser econômica e energeticamente mais eficiente que se direcionar esforços à eletrificação.

 

“Motores a gás são incrivelmente limpos e eficientes. Com abundância crescente de gás, essa é uma tecnologia já madura e requerendo investimentos em infraestrutura mais simples que o da eletrificação. Esses propulsores são uma excelente solução para muitos clientes e mercados, inclusive o Brasil”, diz Luis Pasquotto, presidente da Cummins Brasil.

 

A fabricante de motores Cummins, que completa neste ano um século de existência, não está advogando em causa própria. A empresa há algum tempo atua e desenvolve diversas tecnologias voltadas à eletrificação. Mas acredita que, no curto e médio prazo, o gás seja a alternativa mais interessante para se atender leis mais severas de emissão de poluentes e, também, sob o ponto de vista econômico, seja uma alternativa mais atrativa.

 

A empresa lidera as vendas de motores a gás no mundo. São mais de 80 mil engenhos movidos a este combustível da marca em atividade em todo o planeta. Recentemente a Cummins forneceu para o governo chileno um motor a gás L9N Near Zero, considerado um dos motores a combustão interna mais limpos do mundo, para equipar um ônibus na capital do País. É a primeira vez que o equipamento da Cummins a gás natural é utilizado em uma aplicação fora dos Estados Unidos.

 

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O motor Cummins L9N emite 90% menos de NOx do que o exigido no atual padrão norte-americano da Agência de Proteção Ambiental (EPA). O motor emite 0,02 g / bhp-h contra 0,2 g / bhp-h que é o limite da legislação Americana (EPA).

 

Com 320 cv e torque de 1.356 Nm, o L9N será utilizado como propulsor do ônibus urbano (com capacidade para até 101 passageiros) que vai circular por Santiago, capital do Chile. Comparado aos modelos a Diesel, o motor a gás proporciona redução de 80% na emissão de partículas, 90% de óxidos de nitrogênio (NOx) e 70% de emissão dos gases de efeito estufa, contribuindo positivamente para baixar os índices de poluição ambiental.

 

Na Fenatran deste ano, maior evento do setor de veículos comerciais da América Latina, que acontece de 14 a 18 de outubro, a Cummins vai expor alguns motores a gás especialmente desenvolvidos para equipar caminhões e ônibus. São os produtos da série ISL G, motores desenvolvidos e projetados para operarem no Brasil com esta fonte alternativa de combustão. No total, são sete plataformas diferentes de motores a gás para ônibus e caminhões que variam entre 5,9 e 12 litros e potências com potências que vão de 195 e 400 cv.