Caoa espera desfecho da negociação com a Ford até o fim do mês

São Paulo – O presidente da Caoa, Mauro Correia, confirmou que as negociações a respeito de uma possível aquisição da fábrica da Ford no bairro do Taboão, em São Bernardo do Campo, SP, terão o desfecho nos próximos dias. “Estamos concluindo todas as análises e tudo se resolverá até o fim de outubro”.

 

A afirmação do executivo à Agência AutoData na manhã de terça-feira, 15, segue a mesma linha do discurso do governador de São Paulo, João Doria, um dia antes, na abertura da Fenatran. O governador, porém, foi mais incisivo: disse que em 2021 os caminhões Ford estarão novamente expostos na Fenatran, indicando que a Caoa seguirá produzindo os modelos da marca na unidade do ABCD Paulista.

 

Perguntado sobre um possível final feliz na negociação Correia respondeu, com bom humor, que é preciso aguardar. “Vamos ver se teremos um desfecho positivo ao longo do mês”.

 

No começo de setembro Doria convocou a imprensa para o Palácio dos Bandeirantes para divulgar o desfecho da negociação, o que não se concretizou. Ali, o governador disse que Caoa e Ford entraram em processo de due dilligence e divulgariam o resultado em 45 dias – prazo que se encerraria na sexta-feira, 18.

 

Desde o anúncio do fechamento da fábrica e a retirada dos caminhões Ford do mercado da América Latina pela companhia, em fevereiro, Doria busca interessados em adquirir ou assumir a operação e manter ao menos parte dos empregos na unidade.

 

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e-Delivery chama a atenção fora do País

São Paulo – O Volkswagen e-Delivery, caminhão elétrico que começará a ser produzido pela Volkswagen Caminhões e Ônibus em Resende, RJ, a partir do ano que vem, tem chamado a atenção de frotistas não só do Brasil. Segundo seu presidente e CEO, Roberto Cortes, consultas da Argentina, México e de países africanos já chegaram à equipe de vendas.

 

Nada foi fechado, porém, além da intenção de compra de 1,6 mil caminhões pela Ambev, anunciada no ano passado. De todo modo a receptividade deixou Cortes animado: “Acredito que o e-Delivery tem potencial para entrar nos mercados da Europa e dos Estados Unidos. Muitas empresas têm o interesse ambiental, além da economia que a aplicação elétrica pode gerar”.

 

Segundo ele o custo operacional total do e-Delivery pode chegar à metade de seu similar com motor movido a combustão. Ainda não foi fechado, porém, o preço final do modelo – e Cortes não arriscou dar ordem de grandeza na comparação com o diesel.

 

Em paralelo a VWCO trabalha para desenvolver seu ônibus elétrico aliado a um motor a combustão, o e-Flex. Da mesma forma que teve na Ambev um parceiro para verificar, na prática, como a aplicação se comporta, a companhia busca um operador urbano para testar o ônibus.

 

“Acredito que até o fim do ano anunciaremos o parceiro do e-Flex.”

 

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RIO começa a operar no Brasil

São Paulo – A Fenatran marca o início da operação no Brasil da nova unidade de negócios do Grupo Traton, dono da Volkswagen Caminhões e Ônibus, MAN e Scania: a RIO, empresa que oferece plataforma aberta, na nuvem, que integra os dados dos caminhões e permite ao cliente contratar serviços por meio de marketplace flexível.

 

Uma caixa da RIO é instalada no caminhão – e qualquer caminhão e ônibus, não apenas os produzidos pelo Grupo Traton – e coleta dados como velocidade média, distância percorrida, consumo, localização, dentre outros, e os armazena na nuvem. A partir destes dados diversas soluções podem ser providenciadas. E aí é que entram os serviços à parte.

 

Junto com a RIO a VWCO lança o Volkscare, serviço de gestão de frota que, por meio dos dados coletados pela RIO com a telemetria, pode proporcionar economia e aprimorar o uso dos veículos dos frotistas.

 

“Os números coletados em testes que fizemos com parceiros foram surpreendentemente positivos”, afirmou Roberto Cortes, CEO da VWCO. “A economia chega na casa dos dois dígitos.”

 

Ao analisar os dados coletados pela RIO a equipe do Volkscare identifica potenciais ganhos na aplicação da frota. Como, por exemplo, o uso equivocado do caminhão pelo motorista, como contou Joelcio Silveira, vice-presidente da RIO: “Aí contatamos o gestor da frota e oferecemos cursos aos motoristas. Sempre com vistas a ganhos na operação”.

 

Essa é a solução proporcionada pela VWCO dentro da plataforma RIO. Mas o ecossistema oferecido pela empresa permite juntar diversos serviços já disponíveis no mercado dentro da plataforma. De imediato foram firmadas parcerias com Omnilink, Wabco e VDO, aqui no Brasil, mas a ideia é que outras empresas coloquem seus sistemas dentro do ambiente.

 

“O RIO possibilita firmar contratos flexíveis, por dia, por hora. A ideia é facilitar a contratação e o cancelamento, para alcançar desde o pequeno frotista, que tem um Delivery Express, até grandes, com dezenas de TGX”.

 

O Brasil é o primeiro país da América Latina a oferecer aos frotistas a plataforma RIO. Lançada em 2017 na Europa hoje está presente em trinta países com mais de 120 mil veículos conectados – e cresce em um ritmo de 25% ao mês, segundo a VWCO. 

 

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Congresso SAE Brasil discute o futuro da mobilidade no País

São Paulo – A 28ª edição do Congresso SAE Brasil e da Mostra Internacional SAE Brasil de Tecnologia da Mobilidade foi inaugurada na terça-feira, 15, com foco no futuro da mobilidade e nas tecnologias que farão parte do futuro do setor. Mauro Correia, presidente da SAE Brasil, disse que o fato de o evento ser realizado em paralelo à Fenatran 2019 agrega mais conhecimento:

 

“É muito bom porque é possível ver algumas tecnologias que serão discutidas no congresso já aplicadas em veículos ou, pelo menos, já desenvolvidas e apresentadas ao público”.

 

Otacilio Gomes Júnior, diretor geral da SAE Brasil, relembrou a necessidade de se discutir o futuro da mobilidade no País: “Há quem ache que as mudanças virão daqui vinte, trinta anos, mas elas estão acontecendo agora. Se não acompanharmos, a indústria nacional perderá espaço no mercado global”.

 

Presidente e CEO da Scania para América Latina, Christopher Podgorski é o presidente desta edição do Congresso SAE Brasil. Segundo ele os debates são muito importantes para que a indústria consiga acompanhar o ritmo das mudanças: “Precisamos conversar sobre esses temas para criarmos um ecossistema de mobilidade mais sustentável e limpo no futuro. Esse, é claro, é um dos caminhos, mas os modelos de negócios também mudarão”.

 

Para Dan Ioschpe, presidente do Sindipeças, parece que o Brasil entendeu a necessidade de investir em pesquisa e desenvolvimento para estar apto a acompanhar as mudanças: “P&D e engenharia são áreas que precisam de investimento para desenvolver as tecnologias futuras e, ao que me parece, o País começou a olhar com outros olhos para essas áreas”.

 

Ele também acredita que as mudanças trarão muitas oportunidades de negócios.

 

Participaram da cerimônia de abertura Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, Raman Venkatesh, vice-presidente da SAE Internacional, Norberto Fabris, presidente da Anfir, Edson Caram, secretário municipal de mobilidade e transporte da cidade de São Paulo e Regiane Relva Romano, representante do MCTIC, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações.

 

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Free2Move, do Grupo PSA, terá gestão de frotas no Brasil

São Paulo — O Grupo PSA apresenta na Fenatran o serviço Conect Fleet, ferramenta de gestão de frota desenvolvida pela subsidiária Free2Move. O serviço, lançado no México em julho, estará disponível para contratação ainda este ano, segundo Pablo Averame, vice-presidente de produto, marketing, mobilidade e serviços conectados do grupo.

 

A companhia oferece este tipo de serviço na Europa, Estados Unidos e no mercado asiático. Mais conhecido pelo serviço de compartilhamento de veículos  — que por ora, ainda seguirá fora do mercado brasileiro — a Free2Move busca aproveitar espaço em mercado cada vez mais atrativo às empresas do setor automotivo, o serviço de gestão de frotas.

 

A contratação da Connect Fleet será feita por meio de três canais: concessionárias, executivos de vendas da PSA e desenvolvedores de novos negócios independentes. Atualmente, a plataforma gerencia mais de 300 mil veículos conectados de seus cerca de 8 mil clientes no mundo.

 

A oferta do produto no Brasil será multimarcas, ou seja, envolverá a conexão de veículos de outras fabricantes. Por meio da plataforma os gestores de frotas têm acesso a dados como geolocalização, consumo de combustível, falhas mecânicas e o histórico do desempenho do veículo conectado ao longo das rotas percorridas.

 

Com o acesso aos recursos, que tornam viável análise da frota, a Free2Move promete com o Connect Fleet redução de 5% do custo operacional dos frotistas.

 

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Librelato estima alta de 55% na receita

São Paulo – A Librelato projeta para este ano receita de R$ 900 milhões e 14% de participação no mercado nacional de implementos rodoviários. O valor representa alta de 55% sobre o ano passado e 230% com relação a 2017, que foi de R$ 270 milhões. A informação de José Carlos Spricigo, presidente do grupo de Santa Catarina, fez parte da apresentação dos lançamentos que a empresa faz na Fenatran 2019.

 

O executivo também estima a continuidade da expansão em 2020, principalmente pela retomada de obras de infraestrutura por parte do governo federal. “O Brasil está no caminho certo. O que pode trazer alguma complicação são as incertezas externas”.

 

Spricigo confirmou para março do próximo ano a conclusão de obras na matriz em Içara, que agregou mais 9 mil m² para produção fabril e 3 mil m² para área administrativa. O valor investido é de R$ 25 milhões.

 

A empresa tem uma série de novidades na feira. O principal é o graneleiro produzido com nióbio, liga especial de alta resistência, com repercussão no aumento da capacidade de carga, variando de 780 a 1 mil quilos, dependendo do equipamento. A Librelato firmou parceria exclusiva para uso da tecnologia com a CBMM, detentora da exploração da liga no Brasil.

 

Outra iniciativa foi desenvolvida com a Sascar. O resultado é o surgimento do primeiro implemento conectado de fábrica. Também inovador é o furgão lonado estrutural, único no Brasil, que possibilita aplicação no transporte de bebidas e cargas paletizadas. Versatilidade, segurança e maior velocidade na abertura e fechamento das lonas estão dentre os principais atributos.

 

No segmento de reposição, a empresa já tem duas lojas da rede Libreparts, em Içara, e Estreito, MA. De acordo com Fábio Tronca, gerente de marketing, há um cronograma de novas unidades para breve.

 

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Randon apresenta semirreboque com tração elétrica

São Paulo – A Randon estima que, no início de 2021, iniciará a venda do primeiro semirreboque com tração auxiliar elétrica da América Latina. O modelo Hybrid R, dotado do sistema e-sys, desenvolvido em conjunto com a Suspensys, uma das fabricantes de autopeças do grupo de Caxias do Sul, RS, e o Centro Tecnológico Randon, entra, agora, para um período de testes de durabilidade.

 

O equipamento é formado por motor elétrico, eixo de tração, inversor de frequência, software e conjunto de baterias. De acordo com Sergio Carvalho, diretor das operações de autopeças, o sistema reduz, dependendo da configuração e da aplicação, em até 25% o consumo de combustível nos aclives. Nos declives o sistema faz a regeneração da energia para a recarga das baterias.

 

Carvalho reconhece que haverá aumento de tara no equipamento, mas assegura que a economia de combustível garantirá retorno ainda maior para o cliente. Além deste desenvolvimento a área de autopeças da Randon apresenta mais vinte lançamentos na Fenatran. Dentre elas pastilhas para freios green tech, que não leva cobre em sua composição: “Estamos nos antecipando a mudanças globais”.

 

O diretor da unidade de veículos e implementos rodoviários, Alexandre Gazzi, destacou que 70% a 75% da receita do grupo neste exercício virão de inovações introduzidas nos últimos cinco anos. Destacou que, neste período, o portfólio das doze famílias de implementos foi toda renovada. Na feira a empresa expõe novidades em todas as famílias.

 

Gazzi disse que nos últimos cinco anos a empresa fechou uma unidade, em Guarulhos, SP, mas abriu quatro. Expôs que a planta da Argentina opera em ritmo lento, em linha com a situação econômica do país. A unidade do Peru tem avançado dentro das expectativas iniciais.

 

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A fábrica que mais evolui é a de Araraquara, SP, que absorveu linhas que não estavam programadas. Além de canavieiros e vagões ferroviários também incorporou a montagem de basculantes, sider e, recentemente, de furgões.

 

O presidente Daniel Randon observou que o período de crise serviu para a empresa se reinventar. Citou como principais avanços a mudança do mindset das lideranças, o incremento de colaboração e parcerias e a busca da continuidade do protagonismo, não apenas de liderança de mercado, mas também de inovações: “Hoje temos mais de trinta startups trabalhando em projetos de forma conjunta”.

 

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Meritor expande oferta e cria marca para eixos elétricos

São Paulo — A Meritor prepara ofensiva de novos produtos para segmentos nos quais ainda não atuava no mercado de caminhões. Afora o esperado eixo trativo elétrico 14xe a empresa apresentou na segunda-feira, 14, no primeiro dia da Fenatran, parte da gama de eixos que herdou do portfolio da Axletech, empresa adquirida este ano.

 

Segundo Luis Marques, seu gerente de marketing, com a incorporação de novos produtos à oferta da Meritor será viável, no mercado brasileiro, explorar novos segmentos, como é o caso dos veículos fora de estrada: “É uma demanda de baixos volumes, mas que pode proporcionar rentabilidade alta por serem aplicações dedicadas”.

 

É o caso, ele citou, de caminhões de manutenção em áreas rurais: “Nestas operações os caminhões precisam de torque e robustez para poder superar os trechos onde não há pavimentação, por exemplo”.

 

A respeito das aplicações do eixo elétrico a grande demanda são os 1,6 mil caminhões VW e-Delivery encomendados pela Ambev e que entrarão em produção em 2020. No entanto há outras oportunidades de negócios, como ônibus elétrico Mercedes-Benz e modelos de caminhões pesados.

 

A demanda elétrica global levou a Meritor a criar uma nova marca, a Blue Horizon, há seis meses. Os produtos para aplicação em powertrain elétrico levarão sua estampa e a nova empresa demandará reorganização interna do quadro de funcionários — Marques observou que haverá divisão ou criação de departamentos específicos dentro da Meritor para desenvolver os produtos da nova marca.

 

O eixo trativo 14xe que equipará os primeiros VW e-Delivery da Ambev é um conjunto importado dos Estados Unidos, a princípio, por questões ligadas à escala proporcionada pelo mercado brasileiro e, também, pela característica de alguns de seus componentes. Segundo Marques “a empresa desenvolveu com alguns fornecedores peças mais robustas para suportar a operação elétrica e o alto desgaste que ela pode gerar”.

 

O conjunto elétrico foi desenvolvido para ser aplicado em caminhões médios, até nas configuração 4×2 e 6×4, dependendo do PBT, o Peso Bruto Total. São três as faixas de motorização: 150 kW, 180 kW e 200 kW.

 

A expectativa da companhia para o ano é a de aumentar seu faturamento em 16% no Brasil na comparação com o registrado no ano passado, puxado, principalmente, pelos negócios OEM envolvendo caminhões pesados. O crescimento projetado poderia ser maior, disse Marques, não fosse a saída da Ford Caminhões do mercado na América do Sul.

 

Foto: Bruno de Oliveira.

Ritmo mantido em 2020, crê Anfir

São Paulo — A indústria brasileira de implementos projeta vendas internas para este ano na ordem de 110 mil unidades, incremento de praticamente 50% sobre 2018. Em torno de 55% dos equipamentos serão da linha pesada, fato incomum no setor, no qual o segmento leve, de carrocerias sobre chassi, sempre foi maior em volume.

 

De acordo Norberto Fabris, presidente da Anfir, Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, “o consumo urbano ainda não reagiu. Por isso as vendas de veículos leves seguem em escala inferior aos pesados, impulsionados, principalmente, pelo agronegócio”.

 

A expectativa para 2020 é que o ritmo de crescimento se mantenha, embora a entidade não faça ainda estimativas. Fabris entende, no entanto, que as vendas de pesados e leves devem se equilibrar, diante da visão de crescimento do PIB na ordem de 2%. Segundo ele a Fenatran será a grande balizadora desta projeção: “Esperamos uma feira de muitos negócios”.

 

Disse, também, que a maioria das empresas do setor está com a carteira de pedidos completa para 2019.

 

O vice-presidente da entidade, José Carlos Spricigo, argumentou que o momento econômico se mostra favorável, com cenário de PIB crescente, juros baixos e inflação controlada: “Nunca tivemos juros reais de 1 por cento ao ano. Nem inflação tão baixa”.

 

Spricigo também acredita na retomada de obras de infraestrutura, com a construção de escolas, hospitais e estradas: “Tem-se falado em investimento de R$ 500 bilhões”.

 

Também vice-presidente, Kimio Mori, salientou que o encaminhamento da aprovação da reforma da Previdência já repercutiu no mercado de equipamento leves. Segundo ele aumentaram os pedidos de clientes do varejo, sinalizando a volta da confiança.

 

Foto: Divulgação.

Governo de São Paulo quer discutir renovação de frota

São Paulo – Presente à solenidade de abertura da Fenatran na manhã da segunda-feira, 14, o governador do Estado de São Paulo, João Doria, deixou o São Paulo Expo com uma reunião agendada com o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, para a próxima quarta-feira, 23. O tema: renovação da frota de caminhões. O curioso é que não foi uma demanda da indústria, segundo Moraes. O tema foi levantado na cerimônia de abertura do evento e Doria recebeu bem a ideia.

 

“Será uma primeira reunião, ainda um começo de conversa”, disse o executivo. “Mas estamos finalizando um estudo que tem como objetivo levar o plano ao governo.”

 

A Anfavea desenvolve o estudo em parceria com uma consultoria, mas ainda não o havia divulgado – pretendia fazê-lo em alguns meses. A ideia, de acordo com o presidente Moraes, é fazer uma comparação das consequências de manter circulando caminhões de mais idade rculando – sem tecnologias de redução de emissões – trazem para a população, como custos de saúde, acidentes, com a renovação da frota.

 

“Nosso objetivo é apresentar um plano de renovação da frota de caminhões sustentável economicamente e socialmente aceitável”.

 

Em outras palavras: a Anfavea quer provar para a população que eventuais subsídios para aquisição de caminhões novos podem custar menos para o governo do que os gastos que a frota envelhecida gera com a saúde e os acidentes. E não pode prejudicar, também, o caminhoneiro que tira seu sustento com o veículo com mais tempo de rodagem.

 

Não é a primeira vez que o assunto renovação de frota, antiga reivindicação do setor, entra em pauta. Algumas ações isoladas ocorreram no passado, lembra Moraes, como um programa no Rio de Janeiro que dava desconto de ICMS, um em Minas Gerais que cedia desconto no IPVA e um em São Paulo que subsidiava financiamentos. Nenhum de grande volume: a Anfavea estima que ainda existam ao menos 230 mil caminhões com mais de trinta anos circulando pelas ruas e estradas do País.

 

Taboão – Em seu discurso na cerimônia de abertura da Fenatran, Doria afirmou que até o fim deste mês uma solução para o futuro da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo, SP, será definida. Ele adiantou que na próxima edição da Fenatran, programada para 2021, caminhões da marca Ford voltarão a ser expostos no São Paulo Expo – dando uma indicação de que a Caoa, que negocia a compra da unidade do Taboão, manterá a produção dos caminhões da marca.

 

Foto: Divulgação.