HVO ganha espaço como alternativa de biodiesel

São Paulo – Uma alternativa ao biocombustível, mais limpa e com características muito próximas ao diesel comum, começa a ganhar espaço nas mesas de discussão de fabricantes e operadores de caminhões e ônibus. Trata-se do HVO, Hydrotreated Vegetable Oil, óleo diesel limpo produzido a partir do óleo vegetal da soja ou outras fontes de matéria-prima vegetal ou animal, permitindo, inclusive, a mistura delas. Com processo produtivo diferente, sua aparência é semelhante à do diesel fóssil vendido nos postos – segundo técnicos, é impossível notar a diferença dos dois a olho nu.

 

“Tanto o HVO quanto o biodiesel usam o óleo vegetal extraído da soja como principal fonte de matéria-prima, mas o HVO permite mesclar as matérias-primas, como usar gordura animal na produção e outras fontes de óleo vegetal”, explica Paulo Jorge Antonio, diretor de pesados da AEA, Associação Brasileira de Engenharia Automotiva.

 

A diferença, segundo ele, está no processo produtivo: o HVO é extraído a partir da hidrogenação, que ajuda a tirar as impurezas e permite deixa-lo com aparência mais próxima à do diesel fóssil. Já o biodiesel é produzido a partir do processo de transesterificação, o que faz com que ele tenha mais oxigênio e água – que podem gerar problemas no futuro para os motores. “O HVO é mais puro”.

 

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Não significa, porém, que basta trocar o diesel por HVO e o motor funcionará normalmente. Segundo Rogerio Gonçalves, diretor de combustíveis da AEA, existe uma questão na lubricidade – que tem resolução simples: “Basta usar um aditivo de lubrificação junto com o HVO. Os danos que o biodiesel comum pode causar aos motores são mais difíceis de solucionar”.

 

O HVO reduz as emissões de NOx e CO2, enquanto o biodiesel reduz apenas a de CO2 – as de NOx até aumentam, pela maior presença de oxigênio em sua fórmula. O governo federal já anunciou que a mistura de biodiesel ao diesel fóssil subirá de 10% para 15% em 2023, chegando ao B15. Mas o B10 já pode gerar problemas aos motores, segundo Antonio:

 

“O biodiesel comum gera oxidação de alguns componentes. A sua textura também traz problemas de borras no motor, que podem entupir filtros e bicos injetores”.

 

Para ele o ideal seria que a partir do B10, combustível vendido atualmente nos postos, o HVO fosse usado na mistura, porque tem as mesmas características específicas do diesel comum. O resultado da mistura seria um biocombustível igual ao fóssil e mais puro:

 

“Isso ajudaria a reduzir possíveis problemas futuros dos motores. Na Europa, por exemplo, se o diesel tiver mais do que 7% de mistura de biocombustível é obrigatório que seja HVO, para garantir que a mistura não gerará problemas no funcionamento dos motores”.

 

Segundo o diretor de pesados os caminhões e ônibus que já atendem às normas do Proconve 3 e rodam com diesel B10 estão prontos para circular com diesel misturado ao HVO . No caso dos motores movidos a biocombustíveis, também não há necessidade de mudanças para utilizar o HVO.    

 

Foto: Divulgação.

Fras-le é Indústria do Ano nos Estados Unidos

São Paulo – A divisão da América do Norte da Fras-le recebeu o reconhecimento de Indústria do Ano da Câmara de Comércio de Pratville, Alabama, depois dos planos de expansão realizados nos últimos anos e diante de seu envolvimento com a comunidade local.

 

A cerimônia de entrega foi realizada durante jantar, realizado anualmente em 25 de setembro. Ivan Bolsoni, gerente da unidade, disse que “receber esse retorno em forma de premiação é motivador para a companhia e nos anima a continuar nesse caminho”.

Castrol fornecerá lubrificantes para pós-vendas do Grupo Renault

São Paulo – O Grupo Renault selecionou a Castrol para ser sua fornecedora global de lubrificantes para óleo de motor no serviço de pós-vendas a partir de 1º de janeiro. Com essa parceria uma nova gama de produtos Renault Castrol será comercializada para as concessionárias do grupo e usada nos serviços prestados aos clientes.

 

As duas empresas já trabalham juntas na Fórmula 1 e agora levarão essa parceria para a rede de concessionárias.  A intenção da Renault é oferecer serviços e produtos ainda melhores.

Jetta e Tiguan recebem nota máxima do Latin NCAP

São Paulo – Jetta e Tiguan Allscape, ambos modelos da Volkswagen, receberam a nota máxima — cinco estrelas na proteção para adultos e crianças — nos testes do Latin NCAP, que avalia a segurança dos carros vendidos na América Latina. O resultado é válido para todas as versões comercializadas.

 

O Jetta e o Tiguan Allspace são produzidos no México, na plataforma modular MQB. Segundo comunicado da empresa essa plataforma é o conceito de produção mais moderno de que dispõe, utilizando diversos tipos de aço na carroceria, quase sempre aços de ultra-alta resistência. A VW relembrou que Golf, Polo, T-Cross e Virtus também receberam classificação máxima do Latin NCAP.

 

Foto: Divulgação.

DAF prepara centro de distribuição em Ponta Grossa

São Paulo – A DAF assinou acordo com o governo do Estado do Paraná visando à ampliação da área construída da fábrica instalada em Ponta Grossa para abrigar seu centro de distribuição de peças, de 15 mil metros quadrados. O valor do empreendimento, segundo a montadora, será revelado em breve. O que se sabe, por ora, é que ele se tornou viável por meio do programa estadual de incentivos Paraná Competitivo.

 

A assinatura do acordo foi realizada na terça-feira, 24.

 

A empresa mantém, hoje, quadro formado por quinhentos funcionários diretos. O complexo da DAF em Ponta Grossa é a maior unidade fabril do Grupo Paccar no mundo. Localizado no trecho urbano da PR-151 a área total é de 2,3 milhões de metros quadrados. A expansão ocorre, segundo a montadora, em um momento de crescimento de vendas.

 

A unidade paranaense começou a ser construída em 2011 e entrou em atividade em 2013. Foi a primeira fábrica da companhia fora da Europa. A Paccar, controladora da DAF, investiu US$ 200 milhões na ocasião. A empresa também investiu, no ano passado, R$ 60 milhões para a implantação de uma linha de montagem de motores em Ponta Grossa.

 

Foto: Rodrigo Félix Leal/Agência de Notícias do Paraná

Eletra busca parceiro para reciclagem de componentes

São Paulo – A Eletra articula nova oferta para o mercado de caminhões em 2020 com serviço de retrofit: a ideia é propor aos frotistas a mudança do powertrain a combustão de frotas com esse perfil para um novo, elétrico ou híbrido, numa equação na qual a troca seria mais vantajosa financeiramente do que uma renovação da frota por modelos novos.

 

O serviço já é oferecido desde 2010 em baixos volumes e, desde então, a empresa estuda a ampliação. Ganhou força a iniciativa junto ao mercado de caminhões porque a empresa projeta crescimento nas vendas de modelos leves e semileves nos próximos anos, segundo a diretora executiva Iêda Maria de Oliveira: “Afora isso existem as metas de emissões para os próximos anos, e o retrofit é uma alternativa economicamente interessante ao veículo novo”.

 

Um eventual aumento da demanda na fábrica de São Bernardo do Campo, SP, com o retrofit em caminhões, levará a empresa a expandir a unidade, contou a executiva. Hoje, no local, a empresa faz a montagem de kits trativos para veículos híbridos do seu portfólio e realiza em baixa escala o retrofit: “Deveremos expandir as instalações porque o processo demanda mais equipamento e pessoal treinado”.

 

A empresa tinha a expectativa de executar o planejamento envolvendo o retrofit até outubro por meio de parcerias com alguns frotistas. A estimativa, no entanto, foi postergada para 2020 em função de alterações nos planos. É que a companhia pretende agregar ao serviço de retrofit um outro relacionado à reciclagem de componentes.

 

A Eletra busca um parceiro que possa receber os componentes retirados do caminhão convencional que receberá powertrain elétrico e processar os seus materiais para reuso na indústria: “O grande charme dessa iniciativa é que os frotistas podem ser inseridos no contexto da sustentabilidade, no qual se aproveita mais e se descarta menos. Há empresas que separam metais, fios, plástico, de veículos obsoletos, e os retornam o material ao mercado”.

 

Algumas empresas já desenvolvem essa prática no País. A startup Renova Ecopeças recicla em torno de duzentos carros de passeio por mês. Jaguar Land Rover e Basf mantêm projeto-piloto de pesquisa para reciclar resíduos plásticos.

 

Foto: Divulgação.

Mercedes-Benz nacionalizará o câmbio do novo Actros

São Paulo – A Mercedes-Benz produzirá a partir de janeiro em sua fábrica de São Bernardo do Campo, SP, a caixa de câmbio automatizada da nova geração de seu caminhão extrapesado, o Actros. O investimento faz parte do R$ 1,4 bilhão aplicado na unidade para a entrada de novos produtos nas linhas e a adoção de tecnologias da Indústria 4.0.

 

A Eaton será um dos principais fornecedores da nova caixa de câmbio, integrando o grupo de 95 empresas nacionais que entregam peças para a nova geração do caminhão Mercedes-Benz. Segundo Roberto Leoncini, vice-presidente de vendas e marketing, a montadora busca reduzir sua exposição à variação cambial:

 

“Vamos nacionalizar a produção da transmissão que, inclusive, será exportada para atender a outras operações da Mercedes-Benz. Os primeiros pedidos ainda terão o componente importado dos Estados Unidos, mas a partir de abril todos os caminhões usarão o câmbio nacional”.

 

O Novo Actros tem índice de nacionalização superior a 60%, segundo os cálculos do presidente Philipp Schiemer. A corrida agora é para exportar o modelo para outros mercados – após, claro, atender a demanda local.

 

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Novas empresas, como a Batz, compõem a base: ela fornece para-choque, grade frontal, entrada lateral, defletores de ar e módulo lateral. O para-choque e a grade frontal são divididos em três partes, para reduzir o custo e facilitar o reparo quando for necessário.

 

Para Schiemer a chegada da nova geração do Actros é um marco, tanto para a empresa quanto para o mercado de caminhões, porque é o primeiro modelo digital e conectado e representa a adoção de tecnologias da Indústria 4.0 também nos caminhões.

 

Fotos: Divulgação.

PPG reinaugura centro de treinamento de repintura

Sumaré, SP – A fabricante de tintas PPG reinaugurou na quarta-feira, 25, o centro de treinamento em repintura, instalado em sua fábrica de Sumaré, SP. Desde janeiro fechado para reforma, consumiu R$ 1 milhão em investimento, de acordo com o gerente de marketing Denyson Brenha:

 

“Equipamos o nosso centro com o que há de mais moderno no mercado para oferecer um treinamento de nível global”.

 

A maior parte do valor investido foi usada para a construção da nova cabine de pintura, que usa tecnologia de ponta, com capacidade para que componentes de cores diferentes sejam pintados ao mesmo tempo sem risco de contaminação graças à pressão de ar da cabine, que também é climatizada e pode operar em temperaturas de até 60 graus.

 

“Também usamos o investimento para melhorar a infraestrutura do local, trocar o piso e para comprar novas pistolas para aplicação das tintas”.

 

Com o novo centro a PPG espera realizar mais de quarenta treinamentos por ano, recebendo em torno de quatrocentos profissionais, que serão treinados em todas as áreas, com os mais diversos tipos de tinta, de cores e processos de aplicação. No local a companhia projeta receber funcionários de outras empresas do Brasil e também da América Latina:

 

“Receberemos reparadores de oficinais que já são clientes da PPG e precisam ter seu conhecimento sobre repintura atualizado, colaboradores de fabricantes de veículos e máquinas que necessitam de treinamento na área. Também pretendemos trazer funcionários de clientes em potencial para oferecer o treinamento”.

 

Fabricio Vieira, diretor de negócios de repintura automotiva, disse que a reforma do centro faz parte da comemoração de 45 anos da companhia no País: “Queremos elevar ainda mais o nível de trabalho desse segmento. Contamos agora com o que há de melhor para os treinamentos”.

 

Foto: Divulgação.

Marcopolo exporta trinta ônibus para Santo Domingo

São Paulo – A Marcopolo anunciou a exportação de trinta ônibus articulados para a OMSA, operadora de transporte público de Santo Domingo, na República Dominicana. Os embarques, realizados em agosto, foram do modelo Torino Articulado. O veículo tem 22 m 70 de comprimento e capacidade de transporte para 174 passageiros. Esses são os primeiros ônibus urbanos que a Marcopolo fornece para a OMSA, que desde 1997 é responsável pelo transporte público de Santo Domingo. Em 2018 a operadora transportou mais de 24 milhões de passageiros.

VWCO presume tendência de U no mercado de caminhões

Resende, RJ – Uma tendência já verificada nos mercados europeus de caminhões começa a ser identificada pela Volkswagen Caminhões e Ônibus no Brasil: a concentração de vendas nos segmentos leve e pesado. Foi classificada, pelo seu gerente executivo de marketing, Luciano Cafure, como U por apresentar um pico em uma ponta, os leves, e um pico em outra ponta, a dos extrapesados, com os demais segmentos – médios, semipesados, pesados – de menos volume.

 

É provocada pela própria característica territorial do País: os modelos extrapesados escoam a produção do agronegócio e da indústria, com cargas pesadas, enquanto a distribuição nas grandes cidades, com restrições cada vez maior para a circulação de caminhões, fica sob a responsabilidade dos modelos leves.

 

Atualmente, no entanto, ainda não há essa concentração. De janeiro a agosto, segundo a Anfavea, foram vendidos 65,1 mil caminhões, dos quais 33,5 mil pesados e extrapesados e 7,3 mil leves – a metade do volume dos semipesados, por exemplo. Cafure afirmou que, no futuro, com a recuperação da economia, o segmento leve terá volumes maiores.

 

Para 2019 sua projeção de vendas é ousada: de 100 mil a 105 mil caminhões: “Mantendo o ritmo dos últimos meses é possível chegar a esse volume”.

 

Cafure é ainda mais otimista com relação ao futuro: crê que em dois anos o mercado alcance 150 mil caminhões, patamar considerado por ele o normal para o Brasil: “As reformas estão vindo, as obras de infraestrutura estão para sair do papel, temos taxa de juros baixa, inflação controlada. O trem começou a andar novamente no trilho. Pelo tamanho do Brasil e o potencial do País acredito em um mercado de 150 mil unidades por ano, um pouco mais, um pouco menos”.

 

A Fenatran, para ele, será um termômetro importante para os meses seguintes: “Estamos muito confiantes e otimistas com a feira”.

 

Foto: Divulgação.