Retrofit é alternativa para eletrificação em transporte de cargas

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13/08/2019

São Paulo – Desde 2010 fazendo a troca de tração a combustão por elétrica ou híbrida em caminhões – termo conhecido por retrofit – a Eletra acredita que esse negócio terá uma boa expansão os próximos anos. Sua diretora comercial Ieda Maria Oliveira afirmou durante o 8º Simpósio SAE Brasil de Veículos Elétricos e Híbridos, na terça-feira, 13, em São Paulo que parcerias estão em discussão.

 

“Anunciaremos em dois meses parceria com algumas transportadoras que têm interesse em fazer o retrofit em veículos da frota”.

 

Segundo Oliveira o retrofit aumenta a vida útil do veículo e gera ganhos para a transportadora e o meio ambiente. A Eletra começou com a prática atendendo a pedidos de empresas do segmento de cargas refrigeradas e bebidas. Agora, com a onda de elétricos e híbridos tanto no Brasil quanto na Alemanha, a estimativa é expandir os negócios.

 

“A empresa pode usar o retrofit em vez de vender o caminhão. Ele deixa de poluir e passa a rodar de maneira limpa por, pelo menos, mais dez anos, o que ajuda também a reduzir os gastos com a frota”.

 

O sistema tem custo 40% inferior ao de um veículo elétrico ou híbrido zero quilômetro. O custo, segundo a diretora, varia de um projeto a outro. Sua durabilidade pode alcançar até vinte anos, com a vantagem de poder transferir o sistema de um caminhão para o outro.

 

Mas há um pênalti: o custo das baterias. “Quanto maior a autonomia exigida pelo cliente maior o custo do projeto, que pode variar de um veículo com autonomia de 30 quilômetros até um que circule mais de 200 quilômetros com apenas uma carga”.

 

Foto: Divulgação/Ruy Hizatugu.