Vendas na primeira quinzena de julho superam 100 mil unidades

São Paulo – As vendas de veículos na primeira quinzena de julho somaram 105,2 mil unidades, segundo dados do Renavam preliminares obtidos pela Agência AutoData.  Com esse volume, nos dez dias uteis do mês, o ritmo das vendas diárias chegou a 10,5 mil unidades de automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus. A quantidade de emplacamentos no período ficou abaixo do registrado na mesma quinzena de junho, quando as vendas diárias chegaram a 11,5 mil unidades.

 

A expectativa do mercado é a de que as vendas totais no mês girem em torno das 210 mil unidades, com o impulso das vendas diretas e as promoções tradicionais que a rede de concessionárias promove nos últimos dois dias de vendas do mês. Até a segunda-feira, 15, os três modelos mais vendidos na quinzena foram o Chevrolet Onix, com 7 mil 242 unidades, o Hyundai HB20, com 5 mil 112 unidades e o Ford Ka, com 3 mil 493 unidades.

 

Foto: Divulgação.

Toyota Etios melhora nota em teste do Latin NCAP

São Paulo – O Toyota Etios passou por novo teste de colisão, realizado pelo Latin NCAP, com padrões de segurança ainda mais rigorosos e conseguiu melhorar sua nota de proteção para crianças para quatro estrelas ante as duas conquistadas no teste anterior. Com relação à nota de proteção para adultos o Etios manteve quatro das cinco estrelas possíveis.

 

Segundo a Toyota o novo resultado “reforça o compromisso da empresa de produzir carros cada vez melhores e coloca o Etios no posto de hatch compacto mais seguro vendido no Brasil”. As vendas do Etios, até junho, segundo a Fenabrave, foram de 8 mil 959 unidades na versão hatch e de 6 mil 171 unidades na versão sedã.

 

Foto: Divulgação.

Projeto Carreta do Futuro premia três finalistas

São Paulo, SP – O projeto Carreta do Futuro, da Librelato, foi criado em parceria com a Faculdade SATC, de Criciúma, SC, para que jovens universitários tivessem a oportunidade de propor soluções reais de inovação para produtos que já existem no portfólio da companhia, com auxílio de engenheiros da empresa.

 

Na primeira edição três dos seis grupos inscritos chegaram à final e receberam prêmios em dinheiro, oportunidade de estágio na empresa e o sorteio de quatro passagens aéreas para a Fenatran, que será realizada em São Paulo, em outubro. Segundo José Carlos Sprícigo, CEO da Librelato, ações desse tipo “farão com que a empresa tenha muito mais velocidade de inovação”.

Vendas do Grupo Renault caem 7% no semestre

São Paulo – O Grupo Renault vendeu 1 milhão 938 mil 579 veículos até junho, queda de 6,7% na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a companhia a retração foi menor do que a das vendas globais, que recuaram 7,1% no primeiro semestre.  

 

No Brasil as vendas da Renault cresceram 20,2% ante o primeiro semestre do ano passado, com 112 mil 821 licenciamentos. De acordo com a empresa o crescimento no País foi puxado pelos bons resultados do Kwid, com 40,5 mil unidades comercializadas no primeiro semestre, sendo o quinto automóvel mais vendido do Brasil até junho.

Marcopolo e Randon respaldam movimento de inovação

De Caxias do Sul, RS – Próximo de completar seu primeiro ano de funcionamento, em outubro, o movimento de inovação Hélice, criado a partir da união de objetivos comuns de empresas líderes em seus segmentos localizadas na Serra Gaúcha, ganhou a adesão de oito novas organizações e outras já manifestam o interesse de participar. Desde o início Marcopolo e Randon são mantenedoras do movimento, que ganhará status de instituto. Também deixa de ter uma visão essencialmente industrial, característica do primeiro ano em função das empresas fundadoras, e agrega os segmentos de saúde, educação, finanças e tecnologia.

 

Apresentado como executivo da Hélice, outra novidade da segunda fase, Thomas Job Antunes, que no primeiro estágio foi um dos representantes da Marcopolo no processo, destacou os principais objetivos para os próximos meses. Um deles é criar mais um canal de fomento por meio de um grupo de investimentos em startups locais. A meta é apurar um volume de R$ 4,5 milhões.

 

De acordo com os representantes das empresas idealizadoras, a fase 1 não apenas atingiu os resultados como superou as expectativas. Nessa primeira etapa os envolvidos tiveram uma amostra de como seria realizar inovação de forma colaborativa para transformar a região. Com a definição das dores em comum foram definidas as áreas de RH, marketing/vendas, indústria e logística para iniciarem o projeto.

 

Com o apoio de uma aceleradora foram mapeadas 250 startups no Brasil, sendo quarenta pré-selecionadas e quinze escolhidas para apresentarem, em Caxias do Sul, RS, produtos e soluções como foco nos quatro pilares. Do total doze seguiram adiante com as provas de conceito. Ao fim as empresas idealizadoras chegaram a treze contratos de prestação de serviços com startups. Até agora nove foram contratadas, com a expectativa de que até outubro mais doze sejam efetivadas.

 

Daniel Ely, executivo da Empresas Randon, destacou que o fato de quatro indústrias terem quebrado barreiras para pensar em conjunto soluções mais ágeis para seus problemas já foi um marco. Com o ingresso de novos agentes, de outros segmentos da economia, afirmou “ser a comprovação de que os resultados de todo o movimento serão cada vez mais promissores”.

 

Para Petras Amaral Santos, executivo da Marcopolo, a parceria permitiu promover a inovação aberta na empresa, trazendo resultados na eficiência das áreas por meio de tecnologia aplicada às principais dores operacionais: “Também é um canal para conexão com o ecossistema, indo muito além das startups, como outras empresas e institutos de pesquisa que propiciam resultados para o negócio”. 

 

Foto: Luís Henrique Bisol.

Reforma tributária pode tornar Brasil polo exportador

São Paulo, SP – O setor nacional de máquinas agrícolas, rodoviárias e de construção aguarda, ansiosamente, pela reforma tributária para ser mais competitivo no mercado global e conseguir aumentar suas exportações. Mas a carga de impostos precisará ser reduzida quase pela metade para que o setor conquiste a competitividade, de acordo com Alfredo Miguel Neto, diretor de assuntos corporativos da John Deere para América Latina:

 

“Para conseguirmos competir com países da OCDE os impostos não podem ser mais do que 15% do custo de produção da máquina. Porém, atualmente, recolhemos cerca de 28% sobre esse custo, que é calculado por estimativa, ou 22% sobre o preço de venda do equipamento”.

 

Para Miguel Neto o avanço da reforma tributária também trará reflexos positivos sobre os custos de produção e sobre o gasto da empresa com recursos humanos, que hoje é dez vezes maior na comparação com os países integrantes da OCDE, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

 

Ele também é vice-presidente da Anfavea para o setor agrícola e, falando pela entidade, acredita que caso a reforma seja aprovada e os impostos para exportação sejam reduzidos, como as empresas esperam, o Brasil poderá se tornar um polo de exportação:

 

“Hoje nós temos capacidade produtiva para exportar mais e nossas máquinas têm qualidade e robustez para trabalhar em qualquer mercado, até porque o Brasil é um dos maiores produtores agrícolas e conta com equipamentos e tecnologias de ponta”.

 

Roque Reis, vice-presidente da Case Construction para América Latina, segue a mesma linha de raciocínio e ressaltou que as máquinas produzidas no Brasil não devem nada para fabricadas em outros mercados: “Em alguns casos nossos equipamentos são até melhores do que os produzidos em outras regiões”.

 

Para os dois executivos, mesmo com capacidade produtiva e máquinas de qualidade, as empresas sofrem atualmente para ampliar suas exportações por causa dos custos totais de produção, o conhecido custo Brasil, e os impostos que incidem na cadeia automotiva. De acordo com Roque Reis “também precisamos que o Brasil melhore a infraestrutura de exportação, que hoje é muito inferior na comparação com outros mercados, porque isso também encarece as vendas para outros países”.

 

Fotos: Divulgação.

Fabricantes se unem por estudo sobre veículos autônomos

São Paulo – Onze empresas envolvidas no desenvolvimento de veículos autônomos divulgaram na segunda-feira, 15, a produção conjunta de documento que sugere padronização nas tecnologias empregadas na condução autônoma. O texto representa, na prática, uma espécie de guia para que montadoras e seus fornecedores, que estão debruçados sobre projetos de veículos autônomos, possam estar alinhados àquilo que se acredita ser fundamental para a viabilidade desses veículos no mercado, no futuro.

 

Aptiv, Audi, Baidu, BMW, Continental, Daimler, FCA, Here, Infineon, Intel e Volkswagen assinam o documento Segurança em Primeiro Lugar para a Direção Automatizada, que, como sugere o nome, ressalta a importância da segurança quando o tema é autonomia veicular. No texto as companhias apresentam seus pontos de vista acerca do design e tecnologias que tornam possível a direção autônoma nos níveis três e quatro, os mais avançados.

 

As empresas sugerem, por exemplo, que para aumentar a segurança dos veículos autônomos é preciso empregar mais o conceito de machine learning, que diz respeito à capacidade do sistema que gerencia o controle do veículo de aprender e interagir com as informações inseridas durante o trajeto – o que resolveria um gargalo existente hoje no desenvolvimento de veículos autônomos, que é fazer os automóveis reconhecerem com precisão o terreno e diferenciar pessoas e obstáculos móveis e fixos.

 

A solução para isso, aponta o documento, seria a padronização da tecnologia de identificação, algo que, atualmente, não acontece.

 

Foto: Divulgação.

Toyota Sorocaba quer reagir ao drama argentino

São Paulo – Mais mudanças devem ocorrer na operação da Toyota no País, especificamente em Sorocaba, SP, onde são fabricados os modelos compactos Etios e Yaris. Afora o fim do terceiro turno, confirmado para agosto, e o início das atividades de Masahiro Inoue como novo CEO na América Latina e no Caribe, a empresa deverá reconfigurar, ali, a linha de produção em função da crise no mercado argentino.

 

Na quarta-feira, 10, o novo CEO foi apresentado à diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região e as apresentações, segundo a Toyota, devem seguir ao longo do mês em concessionárias e em empresas fornecedoras. Durante a visita os representantes dos trabalhadores solicitaram, por meio de carta, novos investimentos na unidade após o encerramento do terceiro turno.

 

Masahiro Inoue e Rafael Chang, o presidente da Toyota no Brasil, receberam o documento que vai além dos investimentos de rotina: trata da produção, em Sorocaba, de um novo modelo baseado na plataforma TNGA, a sua mais recente no mercado brasileiro e sobre a qual será montado o novo Corolla, em Indaiatuba, SP. Os executivos, segundo o sindicato, se mostraram otimistas acerca da possibilidade, mas evitaram pormenores a respeito do tema.

 

De qualquer forma a fabricante vislumbra um segundo semestre diferente em termos produtivos diante daquilo que hoje considera um desafio importante, que são as exportações. O sindicato de Sorocaba informou na segunda-feira, 15, que a produção da unidade passa por paralisação programada – de 10 a 22 de julho – para manutenção e modificações. Com a diminuição das vendas na Argentina deverá diminuir ainda mais o volume de produção do modelo Etios com aumento do tempo de montagem na linha.

 

Deverá diminuir o volume porque recuo na produção do modelo já ocorreu no primeiro semestre. Dados fornecidos pela montadora a AutoData na segunda-feira mostram que até maio foram produzidos 24 mil unidades do compacto, o que representa um volume 50% menor do que o produzido no janeiro-maio do ano passado. O Etios, assim como o Yaris, é exportado para outros países da América Latina mas os volumes passam longe do tamanho da demanda do mercado argentino, ainda que em declínio.

 

Afora o fator Argentina, o segundo principal mercado do modelo na região depois do brasileiro, a redução também ocorreu em função de um planejamento executado para priorizar a produção do Yaris.

 

A montadora não confirma, mas o Sindicato dos Metalúrgicos estima que estejam nos estoques das concessionárias argentinas, hoje, 7 mil unidades do Toyota Etios, modelo que, lá, já desfrutou do papel de veículo mais vendido. Por causa disso, segundo o sindicato, na unidade de Sorocaba, até segunda ordem, não se produz mais Etios para o mercado argentino até março do ano que vem.

 

Até junho, segundo dados da Acara, a associação dos distribuidores argentinos, o modelo foi o terceiro mais vendido no período, somando 8 mil 436 unidades. Este volume, na comparação com os licenciamentos feitos no primeiro semestre do ano passado, representa queda de 59%, e o porcentual negativo serve de argumento fundamental para que ajustes sejam feitos na produção do modelo em Sorocaba.

 

No mercado brasileiro o cenário é parecido nas vendas. Dados da Fenabrave indicam que, até junho, os licenciamentos da versão hatch apresentaram queda de 54% na comparação com o janeiro-junho de 2018, somando 8 mil 959 unidades emplacadas. As vendas da versão sedã também vivem declínio no período: menos 58%, chegando a 6 mil 171 unidades emplacadas.

 

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Toyota lança Hilux e SW4 2020

São Paulo – A Toyota lançou a linha 2020 dos seus modelos Hilux e SW4 na segunda-feira, 15, e as principais novidades são itens de segurança, pois todas as versões com cabine dupla da Hilux e toda a linha do SW4 contam com airbags laterais e de cortina, somando sete bolsas infláveis.

 

Outros itens também estão na lista de novidades da linha 2020, como o controle de estabilidade para as versões SR e Standard da Hilux e o assistente de partida em rampa. Já a versão SR com motor diesel ganhou assistente de descida. A Toyota também fez mudanças no kit multimídia das versões GR-S, SRX e SRV da picape, que agora conta com novas funções e tela de 8 polegadas.

 

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A picape Hilux será vendida em doze versões, com preços que vão de R$ 119 mil 940 a R$ 214 mil 690. O SW4 será comercializado em quatro versões, com preços de R$ 161 mil 590 a R$ 279 mil 990.

 

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BorgWarner chega aos 5 milhões de turbos Made in BR

São Paulo – A BorgWarner chegou à marca de 5 milhões de turbos produzidos no Brasil, para veículos leves e pesados, em 2018, sendo que 1,6 milhão saíram das linhas de produção da fábrica de Itatiba, SP, e 3,4 milhões foram fabricados antes, na unidade de Campinas, SP.

 

A companhia não revelou quantas unidades foram produzidas no ano passado, mas espera crescimento de dois dígitos na produção de 2019 por causa da ampliação das suas aplicações em veículos de passeio, segundo o gerente de vendas Vagner Davanzo: “Até o ano passado a nossa produção para veículos leves era dedicada ao Up TSI, da Volkswagen, mas agora estamos fornecendo também para Polo, Virtus e T-Cross e, com o aumento da demanda, projetamos alta acima de 10% na produção de turbos este ano”.

 

Para atingir a projeção de alta na produção em 2019 a BorgWarner também fornecerá para modelos de outras montadoras, sendo que alguns contratos estão fechados e outros em negociação, de acordo com Davanzo:

 

“Novos automóveis que serão lançados a partir do ano que vem usarão turbo da BorgWarner e também estamos participando de algumas concorrências para estar presentes em mais veículos que chegarão ao mercado nos próximos anos”.

 

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