Toyota encerra terceiro turno em Sorocaba e Porto Feliz

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São Paulo -- Não tiveram longa duração os terceiros turnos das fábricas de Porto Feliz e Sorocaba, SP, da Toyota. Abertos em novembro, fugindo do usual da companhia -- eram as únicas fábricas Toyota em todo o mundo a manter jornada cheia -- serão oficialmente encerrados em 5 de agosto, reflexo, segundo a empresa informou em comunicado, das quedas de encomendas do mercado argentino, responsável por 28% das demandas por Etios e Yaris.

 

Em Sorocaba já havia sido anunciado um corte no quadro dos funcionários temporários no fim de maio. Na quarta-feira, 19, a empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos da região confirmaram o fechamento do terceiro turno em 5 de agosto. Foram encerrados também os contratos de trabalho de 740 funcionários temporários -- estão incluídos neste total as 340 vagas de trabalho a menos anunciadas no mês passado.

 

A situação no mercado argentino produziu reflexos também na fábrica de Porto Feliz, SP, onde a Toyota produz os seus motores 1.3 litro e 1.5 litro. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Itu, que representa os trabalhadores da região, a companhia decidiu antecipar o encerramento dos contratos de cem funcionários, o que também representa a extinção do terceiro turno. Esses trabalhadores tinham contrato vigente até setembro, informou o sindicato.

 

Por meio de nota a Toyota informou que precisava realizar ajustes em função “da queda das exportações e da variação cambial”, e que pretende adequar a produção ”conforme a atual demanda de mercado”. O Etios chegou a ser o modelo mais vendido na Argentina, o que pode dar a dimensão da importância desse mercado no planejamento da montadora. De acordo com os sindicatos todo o volume vendido no ano, naquele país, já foi produzido pela empresa e o volume em estoque seria, já, equivalente a 32 dias de vendas.

 

Os reflexos da queda nas exportações não afetaram a produção em Indaiatuba, SP, onde é fabricado o Corolla. Está em curso, no entanto, negociação com os sindicatos das cidades onde a Toyota mantém produção a respeito de novos ajustes. Há uma lista com vinte pontos em discussão, dentre eles redução de produção e outras questões ligadas a salários.

 

Foto: Divulgação.