Lucas credencia distribuidora CRDI

São Paulo – A Lucas Diesel Systems credenciou a distribuidora CRDI, Commom Rail Diesel Injection, que possui centros de distribuição em São Paulo e Curitiba, PR. Toda a sua linha de produtos, como bicos injetores, jogos de reparo, válvulas e outros componentes, serão oferecidos pela CRDI para o mercado de manutenção automotiva em todo o Brasil.

Rede e produtos: a receita para a expansão da Citroën.

São Paulo – Até o fim do ano em que comemora o seu centenário a Citroën planeja reunir 125 concessionárias em sua rede, volume 30% superior ao de dezembro de 2018. Cobrirá, assim, em torno de 80% do território brasileiro – hoje está em 56%, segundo Ana Theresa Borsari, sua diretora geral. Desde janeiro três pontos de venda foram inaugurados, todos no conceito bimarca, em que divide a área de pós-vendas com a Peugeot, mas mantém showroom separado.

 

É algo que, na opinião de Borsari, traz benefícios ao grupo que investiu na concessionária por oferecer dois portfólios de modelos, e à própria empresa, que expande em ritmo mais acelerado a sua capilaridade no Brasil. “Hoje temos 40% das lojas nesse conceito bimarca. A tendência é que esse porcentual seja cada vez maior, quem sabe próximo do total.”

 

Para a Citroën, cujas vendas cresceram 46% de janeiro a maio na comparação com o mesmo período do ano passado, somando 11,6 mil unidades, aumentar a rede é ponto fundamental antes do próximo passo do plano de recuperação de volume no mercado brasileiro. Borsari disse que no período de 2020 a 2023 um modelo totalmente inédito será lançado por ano por aqui.

 

Se estes modelos registrarem desempenho semelhante ao do C4 Cactus, lançado no ano passado, o plano trará bons resultados. Em maio os licenciamentos ficaram próximos das 1,5 mil unidades, dentro das expectativas da diretora geral, que espera bater, em dezembro, a marca de 2 mil emplacamentos por mês.

 

“Nosso objetivo era crescer 50% este ano. Acho que, inclusive, vamos superar esse porcentual.”

 

Todo esse crescimento será, basicamente, volume adicionado pelo SUV, que já é um dos mais vendidos do segmento no varejo, de acordo com a diretora, porque não há lançamentos de volume programados para 2019. A linha de veículos comerciais é outra frente importante para a Citroën, que promete participação de destaque na Fenatran 2019.

 

Foto: Divulgação.

Citroën lança série especial pelo centenário

São Paulo – A rede de concessionárias Citroën começa a receber, nos próximos dias, exemplares da série especial Origins 100 Anos, em comemoração ao centenário da marca celebrado neste 2019. São 550 unidades, divididas pelos automóveis do portfólio atual no mercado brasileiro – Aircross, C3, C4 Cactus e C4 Lounge.

 

Além dos adesivos, de todo o acabamento especial interno e dos pormenores externos, os modelos trazem algumas novidades como a opção de teto bitom na linha C3, que terá cem unidades à disposição dos consumidores por R$ 71 mil 990, mesmo volume do o Aircross, que sai por R$ 75 mil 490. Do sedã C4 Lounge serão produzidos apenas cinquenta exemplares, vendidos a R$ 107 mil 490.

 

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Todas as fichas da série especial foram depositadas naquele que já é o Citroën mais vendido por aqui, o SUV C4 Cactus: serão trezentas unidades, por R$ 104 mil 490.

 

Os compradores da série especial ganharão, também, lenços da coleção Citroën Scarves, com estampas que relembram modelos históricos da empresa. Eles também serão vendidos nas butiques Citroën.

 

Foto: Divulgação.

Volare vende dez miniônibus para Manaus

São Paulo – A Volare vendeu dez miniônibus para a Viação Caravelas, que opera em Manaus, AM. O modelo escolhido pela empresa foi o Attack 8, equipado com motor Cummins ISF 3.8, de 152 de cv, sistema de freio eletropneumático e acessibilidade para pessoas com deficiência.

 

As dez unidades se juntam à frota de 110 ônibus, todos encarroçados pela Volare, que a companhia possui e serão utilizados em serviços de fretamento, com capacidade para transportar 31 passageiros sentados.

Mercedes-Benz tem nova concessionária em Chapecó

São Paulo – A Mercedes-Benz inaugurou, na semana passada, sua concessionária em Chapecó, SC, pertencente ao Grupo DVA, que opera em cidades como Florianópolis, Blumenau, Joinville e o Balneário Camboriú. A loja traz novo conceito visual, para aproximar o cliente da marca durante a visita e, com essa unidade, a rede da empresa chega a 56 pontos de vendas, sendo cinco em Santa Catarina.

 

A unidade também oferecerá serviços de pós-vendas com novo conceito: a recepção e o atendimento serão realizados no showroom, no mesmo espaço em que os clientes de vendas são atendidos. Holger Marquardt, diretor de vendas e marketing de automóveis para a América Latina e o Caribe, disse que a expansão da rede demonstra que a Mercedes-Benz acredita no potencial do mercado premium no Brasil: “Nos próximos meses também levaremos esses conceitos para outras lojas”.

 

Foto: Divulgação.

Caminhão autônomo Volvo tem primeiro teste na Suécia

São Paulo – Vera, o veículo de carga elétrico, conectado e autônomo da Volvo, realizará sua primeira operação de transporte no porto de Gotemburgo, Suécia. A operação faz parte de acordo firmado pela montadora com a DFDS, empresa de balsas e logística.

 

Apresentado em 2018 o veículo foi desenvolvido para operar em curtas distâncias, transportando grandes volumes de mercadorias com precisão, segundo comunicado divulgado pela Volvo na quarta-feira, 12.

 

Segundo Mikael Karlsson, vice-presidente de soluções autônomas, transportes autônomos com baixos níveis de ruído e zero emissões de escape “têm um papel importante a desempenhar no futuro da logística e beneficiarão tanto empresas quanto a sociedade”.

 

Foto: Divulgação.

Faturamento das autopeças cresce 8% até abril

São Paulo – O faturamento do setor de autopeças, até abril, cresceu 7,6% na comparação com igual período do ano passado, apontou balanço divulgado pelo Sindipeças. As receitas obtidas com vendas OEM cresceram 8,5% no período ante o janeiro-abril de 2018. Na reposição a alta foi de 6%, e de 1,5% nas exportações

 

O levantamento apontou, ainda, que a capacidade utilizada das empresas associadas foi de 70% em abril, o que significa ganho de 1 ponto porcentual diante da capacidade utilizada em março. Mesmo com esta ocupação das fábricas o nível do emprego em abril foi negativo: menos 2,6% na comparação com o registrado em abril do ano passado.

 

O Sindipeças apontou a lenta recuperação da atividade econômica no País para justificar o nível de emprego apresentado pelo setor nos primeiros quatro meses.

 

Foto: Divulgação.

Jeep mostrará seus primeiros híbridos na Itália

São Paulo – A Jeep começará a mostrar suas primeiras tecnologias híbridas no Salão do Automóvel de Turim, Itália, com versões plug-in do Renegade e do Compass, que também circularão pelo Centro da cidade para demonstrar a população o silêncio da operação dos modelos.

 

Os veículos usarão motor 1.3 a gasolina junto com um motor elétrico e, em conjunto, entregarão 240 cv. No modo livre de emissões a autonomia chega a até 50 quilômetros. Segundo a Jeep o motor elétrico também deixará os veículos ainda melhores para trajetos off-road, por causa do torque instantâneo.

 

Foto: Divulgação.

Greve geral prejudicou a produção de veículos

São Paulo – A greve geral convocada por sindicatos e movimentos sociais afetou a produção automotiva de fábricas paulistas na sexta-feira, 14. As linhas de General Motors, Mercedes-Benz, Toyota, Scania e Volkswagen ficaram paralisadas por conta da adesão dos metalúrgicos à paralisação, que tem, dentre os principais temas, a oposição à reforma na Previdência.

 

As quatro fábricas da Toyota pararam: Indaiatuba, Porto Feliz, São Bernardo do Campo e Sorocaba. Com isso deixaram de ser produzidos 600 Etios e Yaris, 330 Corolla, 600 motores e conjuntos de peças que equipariam 1,5 mil veículos, segundo a assessoria de imprensa.

 

Em comunicado a Mercedes-Benz informou que sua produção em São Bernardo do Campo foi paralisada, mas não revelou quantas unidades deixaram de ser fabricadas. Reclamou, porém, que a greve prejudicou seu planejamento “em um importante momento de recuperação do mercado brasileiro”. 

 

As outras três unidades que a companhia possui no País, em Campinas, SP, Iracemápolis, SP, e Juiz de Fora, MG, não foram afetadas pela greve e operaram normalmente.

 

No caso da Volkswagen a fábrica Anchieta, em SBC, também teve a produção paralisada, mas a companhia não informou qual o tamanho do impacto. O mesmo ocorreu com a unidade da Scania na cidade –  a empresa não revelou quantos caminhões e peças deixaram de ser produzidos.

 

A General Motors, que tem fábrica em São Caetano do Sul, não quis comentar a situação da produção, mas de acordo com o sindicato dos metalúrgicos local a unidade também ficou paralisada durante a sexta-feira, 14.

 

Foto: Divulgação

Filosa: Brasil tem potencial para crescer duas vezes mais.

Belo Horizonte, MG – Os índices divulgados nas últimas semanas, aliados às expectativas revisadas por analistas com relação ao desempenho da economia brasileira, trouxeram um certo ar de nervosismo ao setor produtivo na opinião de Antonio Filosa, presidente da FCA para a América Latina. O que, segundo ele, é em parte justificável e em outra parte um certo exagero.

 

Para o executivo — que conversou com jornalistas antes de subir ao palco para fazer sua análise econômica aos fornecedores presentes ao encontro anual promovido pela FCA em Belo Horizonte, MG, na quinta-feira, 13 –, o País tem capacidade para crescer duas vezes acima do projetado pela equipe do Ministério da Economia – 3% em vez de 1,5%. Mas precisa ser mais ágil na execução das ações.

 

“A agenda da equipe econômica agrada ao setor financeiro, mas o tempo de execução tornou-se fator sensível. Precisamos focar nisso. Mantido o ambiente econômico global o Brasil tem capacidade para voltar a crescer 3%. Tem potencial para isso.”

 

Filosa ponderou que a estagnação econômica – o PIB do primeiro trimestre fechou negativo em 0,2% – tem uma carga muito forte do setor de mineração, importante para a economia brasileira e que passou por dificuldades no começo do ano com a situação das barragens da Vale. Por isso não é estranho que o setor automotivo acumule avanço próximo a 10% nas vendas de janeiro a maio, com ressalvas.

 

As ressalvas estão nos números apresentados pelo presidente da FCA: dos 63,3 mil automóveis e comerciais leves vendidos a mais de janeiro a abril, comparado com o mesmo período de 2018, 61,8 mil foram comprados por grandes frotistas. Os pequenos empresários compraram 3,7 mil veículos a mais e as famílias adquiriram 2,3 mil veículos a menos.

 

De todo modo Filosa segue confiante de que as vendas no mercado brasileiro fecharão em alta de 10% sobre 2018, chegando a 2,7 milhões de unidades. As marcas da FCA, Fiat e Jeep, acumularão alta de 14% e abocanharão, nas suas contas, 18,7% desse volume. O que justifica os volumes mais altos de produção em Betim, MG, e Goiana, PE, suas duas fábricas brasileiras.

 

América Latina – Os demais mercados da região, porém, não acompanham a trajetória de crescimento do brasileiro. Filosa calcula vendas 5% menores na América Latina, puxadas pelo mau desempenho da Argentina, que consumirá menos de 500 mil unidades. Os demais países somam cerca de 1 milhão de unidades e estão em queda, no geral, de 6%.

 

O presidente da FCA voltou a defender a proposta de elevar o Reintegra para 10% enquanto as distorções competitivas do Brasil, como logística, tributos e burocracia, não forem equacionadas. Para ele esse porcentual colocaria o carro brasileiro em condições de competir com os asiáticos, principalmente, em mercados vizinhos.

 

“É coisa de maluco pensar que um carro sai de Seul, na Coreia do Sul, de navio, passa pelo Panamá e chega em mercados aqui na América do Sul com preço mais competitivo do que um produzido em Betim ou Goiana. A diferença chega a 15% a 20%, somados tributos, infraestrutura e outros custos maiores locais. Então se pegarmos um pouco mais desse mercado já estará ótimo. Levamos a proposta, agora cabe ao governo analisar.”

 

Sobre a Argentina Filosa mostrou ceticismo com o plano Juni0KM, que concederá descontos à compra de automóveis durante este mês. Embora o movimento nas concessionárias tenha crescido nos primeiros dias ele ponderou que poderá haver movimento de antecipação de compras, em vez de aumento na demanda.

 

Para ele a economia argentina parou de cair, mas segue em ritmo lento. De positivo houve a safra boa deste ano, que ajudará a elevar a entrada de dólar, mas a tendência é de manutenção da volatilidade ao menos até o fim do processo eleitoral.

 

Mas, se lá o ano está perdido, no Brasil a crença é de recuperação – quem sabe, ainda este ano: “Estamos em junho, o ano não está perdido. Temos ainda seis meses pela frente”.

 

Foto: Leo Lara/Divulgação.