Case IH tem nova concessionária em MG

São Paulo – A Case IH, da CNH Industrial, inaugurou nova concessionária em Frutal, MG, região produtora de grãos e de cana-de-açúcar. A Tracan Máquinas e Sistemas para Agricultura oferecerá a linha de colheitadeiras, colhedoras de cana e café, tratores, pulverizadores autopropelidos e plantadeiras.

Protótipos na Volkswagen agora são virtuais

São Paulo – A Volkswagen inaugurou seu Laboratório de Protótipo Virtual na unidade Anchieta, em São Bernardo do Campo, SP, onde a equipe de engenharia de protótipos ganhará tempo – e economizará recursos – para desenvolver os próximos lançamentos. Isso porque os protótipos, agora, ganham forma por meio de tecnologias como realidade virtual e realidade aumentada.

 

Funciona da seguinte maneira: o design e a engenharia de produto mandam as informações para a equipe de desenvolvimento de protótipo virtual, que fica encarregada de jogar o projeto nos softwares. Segundo a empresa, em comunicado, “as imagens são tão perfeitas que é possível visualizar texturas, cores, vãos e encaixes com precisão máxima”.

 

Assim, operando o programa pelo computador, o pessoal da engenharia faz testes de segurança, incluindo crash-tests, acústica, aerodinâmica, durabilidade, dentre outros. Já a equipe de design pode, por meio de um cockpit de visualização – uma carroceria com chassi, bancos, painel e volante sem acabamento –, conferir todos os pormenores do interior, como cores, texturas e botões.

 

Além dos óculos de realidade virtual, que ajuda a mesclar os ambientes físico e virtual, as equipes visualizam o modelo por meio de telões e projetores instalados na sala.

 

Foto: Divulgação.

Bosch desenvolve tecnologia para que carros voem

São Paulo – Os carros voadores idealizados pela Hanna-Barbera no desenho animado Os Jetsons há mais de cinquenta anos deverão, enfim, tornar-se realidade nos próximos anos. A Bosch divulgou na terça-feira, 21, que está desenvolvendo  combinação de sensores para equipar os táxis voadores que, ainda em testes, circularão pelos céus de Dallas e Los Angeles, no Texas e na Califórnia, e em Dubai e Singapura em 2020.

 

“Os primeiros táxis voadores deverão estar aptos para atuar nas principais cidades já em 2023”, projeta Harald Kröger, presidente da divisão Automotive Electronics da Bosch. “A Bosch planeja desempenhar um papel de liderança na formação desse mercado futuro.”

 

A ideia é aproveitar sensores já aplicados em condução autônoma e em sistemas ESP em uma caixa de sensores. Serão dezenas de sensores combinados trabalhando em conjunto para fazer os veículos levantarem voo com segurança e precisão, a custos bem inferiores aos da tecnologia aeroespacial convencional. E também bem mais fácil de instalar nos veículos, de acordo com a Bosch.

 

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Segundo a Bosch, inicialmente os voos serão conduzidos por pilotos, mas a previsão é que a partir de 2025 os táxis aéreos sejam autônomos. A consultoria Boston Consulting Group estima que até 2030 sejam feitas 1 bilhão de viagens em táxis aéreos.

 

O preço?: “Dependendo do conceito e da capacidade de passageiros um táxi voador custará cerca de 500 mil euros”.

 

Foto: Divulgação.

Scania anuncia investimento de R$ 1,4 bilhão

São Bernardo do Campo, SP – A Scania anunciou na terça-feira, 21, investimento de R$ 1,4 bilhão para o período de 2021 a 2024. O aporte, segundo o presidente Christopher Podgorski, será aplicado na modernização da fábrica de São Bernardo do Campo, SP, unidade que foi alvo de investimento recente em desenvolvimento de nova geração de cabines e novas edificações para pintura e solda.

 

O executivo disse que a matriz articula produção no Brasil de novas tecnologias baseadas em biocombustíveis, o que demandaria novos equipamentos nas linhas de SBC, sobretudo aqueles ligados ao conceito de indústria 4.0: “A nova geração de cabines é uma espécie de base para receber as novas tecnologias, que podem envolver motores, trasmissões e desenvolvimento nacional de produtos”.

 

O novo aporte também significa um novo olhar da matriz para a unidade brasileira, a maior fora da Suécia. Afora o salto tecnológico no campo da matriz energética, a operação passa a ter novas responsabilidades em pesquisa e desenvolvimento – a montadora anunciou também na terça-feira aporte de R$ 75 milhões para construção de um centro de P&D na unidade do ABCD Paulista.

 

A ideia com o empreendimento é concentrar em único espaço os 250 engenheiros que hoje estão espalhados em diversos departamentos pela unidade. Podgorski disse, ainda, que na nova instalação serão feitos alguns testes que antes eram restritos aos laboratórios da montadora na Europa: “Nossa contribuição aumentará de 30% a 35% na gama de testes de caminhões globais”.

 

Ainda que o Brasil represente o maior mercado da Scania, são cada vez mais evidentes os esforços da compannhia em ter ainda mais musculatura para funcionar como plataforma de exportação. O presidente disse que as fábricas europeias da empresa estão trabalhando na capacidade máxima e não conseguem atender à demanda, o que torna a unidade brasileira um espécie de desafogo produtivo para que os pedidos globais não fiquem sem a atenção devida.

 

E isso implicaria, a princípio, em nacionalizar a produção de motores, por exemplo, movidos a combustíveis que são utilizados em outros mercados, como é o caso do biodiesel. Hoje, 65% da produção da fábrica de SBC é destinada a trinta países. A empresa, inclusive, produz motores Euro 6, ainda inéditos dentre os veículos nacionais, para o Exterior.

 

A expectativa da empresa é a de que a balança que rege a produção siga mais pesada para o lado das exportações em função de um quadro de incerteza em torno do mercado interno, sobretudo com as revisões constantes do PIB para baixo promovidas pelo mercado no quadrimestre: “Há demanda por renovação, isso é claro, mas seguimos investindo para manter o ritmo e a qualidade do que é exportado. A movimentação é importante porque estamos buscando novos mercados, o que deverá aumentar os volumes nas linhas”.

 

Incentivos – O R$ 1,4 bilhão anunciado para o próximo ciclo habilita a Scania a se inscrever no IncentivAuto, o programa de incentivos fiscais para o setor automotivo do Estado que concede isenções para empresas que investirem acima de R$ 1 bilhão e gerarem, ao menos, quatrocentas novas vagas de emprego. Embora o valor se enquadre no escopo do programa, ainda não é garantido que a empresa seja homologada.

 

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Sobre o tema, Podgorski disse que a Scania aguarda a divulgação do regulamento do programa, o que ainda não foi feito pelo Governo do Estado. Henrique Meirelles, secretário da Fazenda do Estado, esteve no evento e afirmou que o texto do programa estará pronto em quinze dias: “Ainda restam análises sobre as métricas de concessão do abatimento fiscal, que incide sobre as vendas futuras”.

 

Uma vez definida as regras, a Scania estuda a possibilidade de inserir investimentos anteriores à publicação do decreto que criou o IncentivAuto no programa, o que lhe permitiria acesso a benefícios maiores.

 

Foto: Divulgação.

Volvo vende 120 chassis para Viação Santa Brígida

São Paulo – As empresas de ônibus de São Paulo consideradas vencedoras da licitação dos transportes devem assinar, de 30 de maio a 6 de junho, os contratos previstos de linhas proposto pela Prefeitura. Fabiano Todeschini, presidente da divisão de ônibus da Volvo, disse, durante anúncio de venda de 65 chassis de ônibus para operadores de Curitiba, PR, que a Viação Santa Brígida, com quem a montadora mantém relação comercial de longa data, é uma das vencedoras e prepara investimento.

 

Na segunda-feira, 20, a companhia anunciou a venda de 120 chassis de ônibus para renovação de frota da operadora. Os chassis B250R serão equipados com carroçaria Caio do tipo padron e operarão em linhas da Região Noroeste da Capital. Os novos Volvo começam a operar no início do segundo semestre, quando a nova licitação das linhas de São Paulo já deverá estar em vigor. A aquisição faz da Santa Brígida um dos maiores operadores urbanos mundiais do Volvo B250R, com uma frota de 230 unidades.

 

De acordo com Antonio Carlos Lourenço Marques, diretor de manutenção da Santa Brígida, a empresa participou do desenvolvimento dos novos ônibus: “Fizemos parte do desenvolvimento desse modelo, testando um protótipo antes mesmo do lançamento mundial. Demos várias sugestões e a Volvo introduziu muitas melhorias nesse chassi, que está fazendo médias de combustível muito boas em nossa frota”.

 

Atualmente a empresa tem 4,2 mil funcionários e frota de oitocentos ônibus, 56% deles Volvo.

 

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Cestari inicia produção para Toyota TNGA em julho

São Paulo – Um dos quinze fornecedores selecionados pela Toyota para a nova plataforma TNGA a Cestari começará, em julho, a produzir em Monte Alto, SP, oito componentes desenvolvidos para a nova geração do Corolla. O volante do motor, carro-chefe da empresa, será um dos produtos fornecidos – foi com ele que iniciou a diversificação de seu portfólio do setor automotivo, há trinta anos.

 

Sem citar valores Antonio Piazentin, seu diretor de vendas da divisão automotiva, disse que a empresa aportou recursos próprios para criação de novas linhas de produtos destinados ao contrato com a Toyota, de quem já é fornecedora há algum tempo. Isso porque a empresa passa por momento de diversificação da oferta e, com a nova plataforma Toyota, teve a oportunidade de expandir sua linha de produtos: “Estamos em fase de treinamento de operadores e de testes em linha para iniciar a produção regular em julho”.

 

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Afora o investimento em novos produtos a empresa planeja aumentar sua capacidade produtiva, hoje um quadro formado por duzentos funcionários em jornada de três turnos produzindo 70 mil peças/ano. A empresa trabalha com a expectativa de aumentar esse volume com base nas projeções de demanda da Toyota, que deverá se tornar seu principal cliente.

 

O papel, hoje, é desempenhado pela General Motors, mas esse ritmo de fornecimento, segundo o Piazentin, diminuirá nos próximos dois anos porque está em curso processo de fase out — ou seja, quando um fornecedor diminui gradualmente, até zerar, a produção de um determinado componente. No caso da Toyota a demanda seguirá na direção contrária com o início das vendas dos primeiros Corolla baseados na plataforma TNGA e o lançamento de um modelo SUV, para o qual a Cestari negocia o fornecimento de dois part numbers: “As negociações estão avançadas, mas ainda estamos em tratativas com a montadora”.

 

A empresa, que iniciou suas operações em 1901 com a produção de ferramentas, também é fornecedora de outras montadoras aqui, como Renault e Ford, na linha leve, e outras companhias fabricantes de motores para caminhões, como MWM e Perkins — esta para exportação.

 

Apesar da crise que tomou conta da indústria de veículos nos últimos anos a Cestari, de acordo com Piazentin, conseguiu registrar crescimento no faturamento: “Em 2017 alta de 34% ante o faturamento de 2016. Em 2018 25% de crescimento, taxa que deverá ser repetida este ano”.

 

Foto: Divulgação.

Quais são os carros mais caros produzidos no Brasil?

São Paulo – Recentemente a BMW investiu cerca de R$ 7 milhões para produzir em Araquari, SC, o SUV X5. Sua versão mais completa, a xDrive30d M Sport xOffRoad chegará às concessionárias no mês que vem a partir de R$ 500 mil e assumirá o posto de carro mais caro produzido em fábricas brasileiras.

 

Junto com suas outras versões superará outro modelo BMW, o X4, que na versão topo de linha M40i custa R$ 422 mil – e agora é o segundo do ranking, de acordo com levantamento da Agência AutoData com as fabricantes locais e que considerou, apenas, as versões topo de linha dos modelos produzidos no País.

 

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As fabricantes premium que recentemente começaram a produzir seus veículos por aqui dominam o ranking. Dos dez modelos mais caros made in Brazil oferecidos nas concessionárias locais, oito saem das fábricas da BMW, em Araquari, Land Rover, em Itatiaia, RJ, e Mercedes-Benz em Iracemápolis, SP.

 

Os intrusos são a Chevrolet Trailblazer, que em sua versão 2.8 TurboDiesel produzida em São José dos Campos, SP, sai por R$ 231,9 mil, e o Jeep Compass S com motor diesel que sai das linhas de Goiana, PE, e chega às concessionárias por R$ 196,3 mil.

 

Confira o ranking dos quinze modelos mais caros vendidos no País: 

1 – BMW X5 M Sport xOffroad — R$ 499 mil 950 mil
2 – BMW X4 M40i — R$ 422 mil
3 – BMW X3 M40i — R$ 397 mil 750
4 – Land Rover Discovery Sport HSE Luxury — R$ 307,9 mil
5 – Land Rover Range Rover Evoque HSE Dynamic — R$ 271,2 mil
6 – BMW Série 3 330i M Sport — R$ 269 mil 950
7 – Mercedes-Benz C 300 Sport — R$ 268,9 mil
8 – GM Traiblazer 2.8 TurboDiesel — R$ 231,9 mil
9 – BMW X1 M40i — R$ 206 mil 950
10 – Jeep Compass S — R$ 196 mil 290
11 – Chevrolet S10 High Country — R$ 191 mil 990
12 – Mitsubishi L200 Triton Sport HPE-S — R$ 188 mil 990
13 – Audi A3 Sedan Performance 2.0 TFSI S Tronic — R$ 177 mil 990
14 – VW Golf GTI — R$ 174 mil 820
15 – Hyundai New Tucson Limited — R$ 159,6 mil

 

Fotos: Divulgação.

Antonio Fleischmann assume Renault Tecnologia Américas

São Paulo – O brasileiro Antonio Fleischmann é o novo diretor do RTA, Renault Tecnologia Américas, centro de tecnologia da empresa para a região. Ele assumirá o cargo em junho e sucederá a Pascal Moulinier, que terá novas funções dentro do Grupo Renault.

 

Na companhia desde 2000 Fleischmann era o vice-presidente de projetos da região Américas no RTA antes de assumir sua direção, que conta com, aproximadamente, 1 mil funcionários. Fleischmann responderá diretamente a Luiz Fernando Precci, presidente da região Américas e vice-presidente sênior.

 

Foto: Divulgação.

Ford demitirá 7 mil funcionários até agosto

São Paulo – A Ford anunciou, na segunda-feira, 20, que fechará 7 mil postos de trabalho de áreas administrativas até agosto,  em todas as regiões em que a empresa mantém operações. Os cortes começaram em novembro, como parte de reestruturação organizacional que tem o objetivo de tornar a empresa mais compacta e eficiente.

 

Com as demissões, que correspondem a 10% desses postos de trabalho, a expectativa da companhia é a de economizar US$ 600 milhões ao ano, junto com a redução de 20% da estrutura gerencial. A Ford do Brasil não confirmou se funcionários das áreas administrativas da fábrica de São Bernardo do Campo, SP, fazem parte das futuras demissões.