Brasil volta a ser maior mercado da Scania

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São Paulo – O Brasil voltou a ser o principal mercado da Scania em 2018 em termos de volume, posto que perdera nos últimos anos para a Alemanha em função da crise que afetou o setor no País. No ano passado a companhia vendeu 8 mil 643 unidades aqui, 50% a mais do que em 2017, e o desempenho a animou a projetar crescimento de 10% a 20% em 2019 e expansão dos negócios na área de serviços agregados.

 

De acordo com Roberto Barral, seu vice-presidente de vendas, atividade agrícola e processo de renovação de frota são os fatores que devem movimentar as vendas de caminhões Scania no ano, mesmo com expectativa de menor safra de grãos no período: “São os clientes da carteira do agronegócio que estão se movimentando para renovar a frota. E são estes clientes os mais exigentes e interessados em tecnologia na operação”.

 

Com base no quadro a companhia traçou planejamento para crescer na área de serviços, que envolve manutenção programada e conectividade, o que mostra ganho de importância da área dentro da empresa em termos de faturamento, disse o executivo: “A oferta de serviços era algo embrionário há três anos porque era novidade no mercado. Hoje é algo que se tornou maior dentro da empresa e gera receita importante”.

 

Nos próximos cinco anos a meta da Scania é aumentar o número de veículos conectados no País, das atuais 11 mil unidades para 90 mil até 2022. Hoje todo veículo produzido na fábrica de São Bernardo do Campo, SP, sai da linha habilitado à conexão, ou seja, a emitir dados sobre seu desempenho via internet. No objetivo estipulado estão contabilizados veículos conectados em função de contrato de serviço firmado.

 

A oferta da empresa em serviços que envolve a conexão é composta por manutenção programada e uma série de versões relacionadas à gestão de frota.

 

Nos próximos cinco anos o planejamento aponta para um aumento de 11 mil para 60 mil veículos com contrato de programa de manutenção assinado. No ano passado, segundo Barral, a venda de 40% dos caminhões também envolveu contratação desse serviço.

 

Nova geração. O crescimento projetado para o ano nas vendas também foi traçado com base no lançamento da nova geração de cabines, ocorrida no fim do ano passado. O fator novidade, segundo o vice-presidente, costuma promover aumento das vendas nos primeiros meses em que um produto é lançado. No caso da nova linha foram recebidos 3 mil pedidos de compra de novembro até agora:

 

“Estão sendo entregues de forma paulatina porque a linha ainda está sendo submetida a testes, o que é normal, e também porque há planejamento de produção que considera os veículos para exportação”.

 

Foto: Divulgação.