Venda de implementos supera 35 mil unidades até abril

São Paulo – As vendas de implementos rodoviários no primeiro quadrimestre do ano chegaram a 35 mil 589 unidades, expansão de 44,7% na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com os dados divulgados pela Anfir, associação que representa os fabricantes de implementos.

 

Norberto Fabris, presidente da Anfir, disse que esse começo de ano, que foi o melhor desde 2015, é um alento para um setor que amargou três anos de crise e ainda está em recuperação.

 

Avaliando as vendas por segmento, os reboques e semirreboques, da linha pesada, emplacaram 19 mil 524 unidades, enquanto a linha leve, carrocerias sobre chassis, vendeu 16 mil 65 implementos. As exportações, assim como em outros setores da indústria, caíram 52,2%, com 305 envios para outros países.

 

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BorgWarner forma joint venture com empresa de baterias

São Paulo – Apostando no futuro elétrico do setor automotivo, a BorgWarner formou uma joint venture com a Romeo Power Technology, fornecedora de tecnologia em packs e módulos de bateria. A divisão na joint venture será 60/40, com a BorgWarner mantendo a maior fatia.

 

Joel Wiegert, presidente e gerente-geral da BorgWarner, disse que a joint venture servirá para a companhia preencher uma lacuna do mercado e, para a Romeo, o ganho será em escala de produtividade e recursos oferecidos pela BorgWarner. 

Grupo Traton promove encontro no Brasil

São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus reuniu na última semana cerca de 50 colaboradores do Grupo Traton, com representantes da VWCO, Scania e Rio, para promover uma imersão na estratégia do grupo, com foco nos quatro pilares de trabalho da companhia: desempenho das marcas, cooperação e sinergias, expansão global e inovação focada no cliente.

 

Roberto Cortes foi o responsável por promover o encontro, já que é presidente da VWCO no Brasil e faz parte do Board do Grupo Traton. Durante o evento foram escolhidos sete embaixadores do grupo na VWCO, que atuam em diversas áreas da empresa e serão responsáveis por difundir o espírito de cooperação e sinergia entre os funcionários.

 

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Argentina eleva incentivos à exportação

São Paulo – Dois dias depois de elevar um dos impostos incidentes na importação de veículos o governo argentino tomou uma decisão que busca agradar as fabricantes instaladas naquele país: os reintegros, incentivo de restituição tributária às exportadoras de veículos semelhante ao Reintegra daqui, voltou a ser de 6,5% para todos os destinos.

 

Em agosto o Ministério da Produção havia reduzido para 2% essa devolução de tributos para os modelos exportados ao Mercosul. À época o governo argentino alegou que precisava ajustar a situação fiscal do país e convivia com um cenário de desvalorização cambial.

 

A medida que retorna ao índice original de restituição de exportações de veículos leves, caminhões e ônibus para todos os destinos entrará em vigor na quinta-feira 9, segundo o site argentino Autoblog. Em nota, o Ministério da Produção afirmou que a medida equilibra e ajuda a reduzir a carga tributária do setor para todo o mercado de exportação de veículos.

 

Na nota o ministro Dante Sica disse esperar que a medida “permita recuperar o nível de exportações e promova um aumento na produção de unidades prevista para 2019”.

 

No ano passado o setor automotivo empregou mais de 60 mil pessoas na Argentina, em torno de 6% do emprego industrial. A produção alcançou cerca de 490 mil unidades, das quais 284 mil foram exportadas – 30% a mais do que em 2017. Esses volumes colocam a indústria automotiva como o segundo setor exportados mais relevante, logo atrás do segmento de cereais e oleaginosos.

 

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Volkswagen abre pré-venda do elétrico ID.3

São Paulo – A Volkswagen passou a aceitar, em 29 mercados europeus, encomendas para o hatch ID.3, o primeiro modelo da família de elétricos que começará a chegar ao mercado no fim deste ano. Parte central do objetivo de tornar-se líder global no segmento até 2025, serão vinte os modelos elétricos, todos diferenciados com a nomenclatura ID, que deverão gerar volume superior a cem mil veículos/ano.

 

Segundo a companhia o nome ID.3 tem duplo significado: identifica o ID ao segmento compacto com a definição de classe usada internamente, e por toda a indústria, e é o terceiro capítulo de maior importância da história da companhia – após, segundo seu presidente, dos lançamentos do Fusca e do Golf.

 

O ID.3 será apresentado oficialmente no Salão de Frankfurt, em setembro. Sua produção está agendada para o fim do ano, com os primeiros clientes recebendo os modelos em 2020. As versões mais básicas do ID.3 terão preço inicial inferior a € 30 mil, em torno de R$ 130mil.

 

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Produzir carro no México é 18% mais barato

São Paulo – Os custos envolvidos na produção de um carro no México são, em média, 18% inferiores aos da indústria brasileira, aponta estudo de competitividade encomendado pela Anfavea à consultoria PricewaterhouseCoopers. Classificado como ponto de partida para a construção, em conjunto com o governo, de política para ampliar as exportações de veículos a partir do Brasil, o estudo foi apresentado pelo presidente Luiz Carlos Moraes a jornalistas na terça-feira, 7, em São Paulo.

 

Este porcentual contempla apenas os custos de produção, descontados margens e tributos. Aquelas despesas associadas diretamente à montadora – fabricação, mão-de-obra direta, logística, custos gerais, incluindo administrativos, e outros –, embora representem apenas um terço do custo do carro, são responsáveis por 55% da diferença. Os custos aduaneiros representam de 30% a 40% dos gastos com logística.

 

“Gastamos muito dinheiro para tratar de impostos”, disse Moraes, apontando uma das razões da falta de competitividade da indústria brasileira. “Precisamos de uma reforma tributária, precisamos reduzir a carga no médio prazo. Mas, antes, devemos buscar mais eficiência, aprimorar a logística e reduzir a burocracia.”

 

Quando incluídos os impostos incidentes na venda de veículos a diferença sobre para cerca de 40%. Aqui são diversos os tributos, como ICMS, PIS/Cofins, IPI, que podem chegar a 44%, enquanto no México há apenas um, o IVA, de 16%.

 

Outro cenário foi desenhado pela consultoria: a importação para o Brasil de um veículo produzido no México contra os custos de produzir esse mesmo modelo por aqui. Neste caso a vantagem do mexicano chega a 12%. Com o livre-comércio, em vigor desde março, esta conta pode – e, segundo Moraes, deve – influenciar nas tomadas de decisão de investimentos.

 

O Ministério da Economia já tem conhecimento do estudo da PwC – a própria diretoria da Anfavea o apresentou. Segundo Moraes a equipe está ciente das necessidades da indústria e trabalha na definição de metas e ações para aprimorar a competitividade.

 

“Ao tomar essas ações o governo ajudaria não apenas o setor automotivo mas toda a indústria. Esses custos afetam todos os setores.”

 

Moraes disse ainda que o foco na sua gestão, até 2022, será atacar essas deficiências para melhorar o cenário da indústria no longo prazo e que medidas paliativas, como a volta do Reintegra proposta por Carlos Zarlenga, presidente da General Motors, seriam positivas, mas insuficientes para resolver o problema total da indústria: “Atacar a causa é mais importante do que buscar um remédio”.

 

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Indústria de caminhões em alta

São Paulo – O segmento de caminhões segue com produção e vendas positivas, embora o indicador econômico que representa termômetro de vendas, o PIB, esteja sendo revisado para baixo mensalmente pelo mercado financeiro. De acordo com dados da Anfavea, divulgados na terça-feira, 7, a produção no primeiro quadrimestre do ano foi de 34 mil 173 unidades, alta de 1,9% na comparação com o mesmo período em 2018, ocorrida em função da demanda crescente pelos modelos pesados no agronegócio.

 

Tanto que o segmento foi o único que apresentou produção positiva no janeiro-abril. Foram 18 mil 893 unidades produzidas, o que representa crescimento de 24,5% ante o primeiro quadrimestre do ano passado. Nos demais segmentos houve queda nos volumes: foram 7 mil 740 unidades de semipesados, 15% menos, 5,8 mil unidades de leves, 12% menos. A produção de médios foi 25% menor, chegando a 1 mil 445 unidades, e a de semileves somou 295 unidades, queda de 51%.

 

Os emplacamentos de caminhões no acumulado do ano somaram 29 mil 966 unidades, crescimento de 44% na comparação com igual período em 2018.  Os licenciamentos de pesados chegaram a 15 mil 150 unidades, alta de 63%. Segundo Marco Saltini, vice-presidente da Anfavea, o cenário está favorável para a contratação de crédito em bancos privados, o que levou a um movimento de renovação de frota nos pesados: “Os grandes frotistas estão renovando seus caminhões por causa da safra que se aproxima e, também, por ter chegado a hora de renovar os caminhões adquiridos no passado”.

 

Nas exportações o cenário é de queda. Até abril foram embarcadas 3 mil 623 unidades, 64% a menos do que no primeiro quadrimestre do ano passado. O mercado argentino é apontado como fator responsável pelo desempenho negativo, mas ainda há outro fato que restringiu as exportações de caminhões produzidos aqui, segundo Saltini: “As montadoras estão percebendo avanço dos caminhões chineses nos mercados abertos, como Chile e Colômbia. Afora o valor competitivo, há oferta de linhas de crédito de bancos chineses, que praticam taxas igualmente competitivas”.

 

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Venda de usados é estável até abril

São Paulo – As vendas de veículos usados e seminovos no primeiro quadrimestre do ano chegaram a 4 milhões 499 mil 859 unidades, alta de 0,8% na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com a Fenauto, entidade que representa os revendedores de veículos usados.

 

Em abril foram comercializadas 1 milhão 177 mil 470 unidades, retração de 1,2% ante igual mês do ano passado. Ilídio dos Santos, presidente da Fenauto, disse, em nota, que a expectativa é a de que as medidas anunciadas pelo governo sejam aprovadas para reaquecer a economia e aumentar o volume de negócios.

Quadrimestre tem produção estável

São Paulo – A produção de veículos no primeiro quadrimestre do ano apresentou quadro de estabilidade frente ao mesmo período no ano passado. Balanço da Anfavea divulgado na terça-feira, 7, mostrou que saíram das linhas instaladas no País 965 mil 393 veículos, automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. O volume é ligeiramente menor do que o produzido no ano passado, no mesmo período, 965 mil 894 unidades.

 

Em abril saíram das linhas de montagem 267,5 mil veículos, o maior volume desde outubro de 2018. O ritmo foi 11,1% maior do que o de março, que teve menos dias úteis, e 0,5% superior ao do mesmo mês de 2018.

 

A programação das linhas segue a demanda do mercado interno, uma vez que as exportações, que no passado recente ajudaram a ocupar a capacidade das fábricas, seguem em queda acentuada em função, principalmente, do drama vivido pela economia argentina. De acordo com o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, o ritmo sustentou também o emprego no período, e não produziu reflexo nos estoques.

 

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A produção de veículos leves, automóveis e comerciais leves, somou 922 mil 306 unidades, 127 unidades a mais do que o volume registrado no primeiro quadrimestre do ano passado.

 

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Anfavea descarta recuperação argentina este ano

São Paulo – A Anfavea jogou a toalha: a recuperação do mercado argentino, antes esperada para o segundo semestre deste ano, não virá em 2019. Assim, são esperados para o decorrer do ano manutenção de desempenho negativo nas exportações de veículos como aconteceu no primeiro quadrimestre, como mostrou o balanço da entidade, divulgado na terça-feira, 7.

 

Segundo os dados o volume de embarques caiu 45% de janeiro a abril, chegando a 139 mil 467 unidades, reflexo da crise que se acentua lá. De acordo com Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, alta inflação, congelamento dos preços e altos custos de financiamentos, dentre outros fatores, praticamente congelaram o consumo de veículos na Argentina, o que reduziu os volumes exportados das fábricas brasileiras.

 

De acordo com o presidente da Anfavea, a Argentina representou cerca de 80% do total exportado pela indústria nacional no quadrimestre. O agravamento do quadro diminuiu também a receita com as exportações: até abril as exportações geraram US$ 3 bilhões 274 milhões 558 mil aos cofres da indústria, 41,5% a menos do que no primeiro quadrimestre do ano passado.

 

A grave retração do mercado argentino começou a produzir os primeiros efeitos nas linhas de produção instaladas aqui. A Volkswagen confirmou a paralisação programada na unidade Anchieta, em São Bernardo do Campo, SP, por três semanas para, dentre outros motivos, adequar os volumes de exportação — no ano passado, pelo mesmo motivo, a própria VW interrompeu a produção de veículos no ABCD paulista e nas demais fábricas que mantém no Estado, em São Carlos e em Taubaté.

 

Em termos de volume, as exportações de veículos leves no quadrimestre chegou a 133 mil 201 unidades, queda de 44,5% ante igual período no ano passado. As exportações de caminhões chegaram a 3 mil 623 unidades, 64% a menos, e as de ônibus somaram 2 mil 643 unidades, 18,3% a menos.

 

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Em abril as exportações de veículos chegaram a 34 mil 905 unidades, 10,5% a menos do que o volume exportado em abril do ano passado. Os veículos leves, no mês, foram 33 mil 238 unidades, queda de 9,7%, os caminhões, 1 mil 104 unidades, 7,5% menos, e os ônibus 563 unidades, queda de 18%.

 

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