Vendas crescem 11% no trimestre

São Paulo – O mercado de veículos encerrou o primeiro trimestre com 607 mil 620 unidades licenciadas, volume 11,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Apenas em março, segundo dados do Renavam obtidos pela Agência AutoData, as vendas no País chegaram a 209 mil 185 automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus, volume pouco superior aos licenciamentos realizados em março de 2018, quando foram emplacadas 207 mil 365 unidades.

 

Considerando os dezenove dias úteis do mês — que teve o feriado de carnaval — a média diária de vendas chegou a 11 mil unidades. Em janeiro esta média foi de 9 mil unidades e em fevereiro alcançou 10 mil veiculos.

 

De acordo com fontes ligadas ao varejo na sexta-feira, 29, a rede de concessionárias aumentou o ritmo das vendas com promoções, o que levou a um volume de vendas de 21,2 mil unidades. A fonte afirmou ainda que em março as vendas diretas seguiram com a tônica dos últimos meses, contribuindo para o perfil de elevação nos emplacamentos.

 

O ritmo das vendas começou lento no mês na comparação com a primeira quinzena de fevereiro. No período foram emplacados 83,9 mil unidades, ao passo que na quinzena do mês anterior o volume foi maior, 97,8 mil. Assim a expectativa do mercado para março não era das mais otimistas — os varejistas esperavam que o número de emplacamentos chegasse a, no máximo, 190 mil unidades, o que acabou não se confirmando, superando a projeção do mercado.

 

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Aplicativos de carona ajudam a reduzir emissão de CO2

São Paulo – As caronas solidárias promovidas por aplicativos geraram redução de 1,6 milhão de toneladas no CO2 emitido na atmosfera, indica o estudo Zero Empty Seats, encomendado pela BlaBlaCar – empresa francesa que mantém um aplicativo de caronas – para o instituto Le Bipe.

 

Durante doze meses foram entrevistados 6,8 mil usuários da BlaBlaCar, sendo 558 brasileiros. A taxa média de ocupações de carros na plataforma chega a 3,9 pessoas/carro, o dobro da taxa média de ocupação de carro sem o uso do aplicativo.

 

O estudo observou, ainda, algumas mudanças de comportamento dos usuários: 28% dos passageiros da BlaBlaCar que não têm carteira de habilitação estão postergando o processo e 22% dos motoristas que usam o aplicativo reduzem a velocidade quando partilham carona, ampliando a segurança.

Banco CNH Industrial capta R$ 300 milhões

São Paulo – O Banco CNH Industrial concluiu em março a segunda emissão de letras financeiras no valor de R$300 milhões e prazo de 24 meses, por meio de uma oferta pública. A demanda pelo documento financeiro, segundo a entidade, foi expressiva e atingiu mais de R$1,4 bilhão, um volume de 4,8 vezes o tamanho da operação.

 

De acordo com Gustavo Ribeiro Bakai, gerente de tesouraria, a emissão das letras é parte de uma nova estratégia do banco: “Estamos buscando aumentar a diversificação das fontes de captação e a emissão pública é um passo importante neste sentido. Para que esta estratégia seja bem sucedida, estamos buscando uma aproximação maior com o mercado financeiro com várias ações”. 

Balança comercial de autopeças tem déficit menor

São Paulo – O Sindipeças divulgou os dados da balança comercial do primeiro bimestre, quando o déficit no saldo comercial da indústria de autopeças acumulou queda de 39,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, chegando a US$ 625,9 milhões. Nos dois primeiros meses do ano passado o valor registrado foi de US$ 1 bilhão.

 

Segundo a entidade o resultado é explicado por fatores associados à volatilidade da taxa de câmbio, às incertezas provocadas pelas falhas de comunicação do governo, aos desdobramentos da crise na Argentina e às dúvidas provocadas por declarações da General Motors de que sairia do País.

 

As exportações de autopeças, no bimestre, somaram US$ 1,1 bilhão, o que representa retração de 7,4% frente a igual período do ano anterior. As importações, por sua vez, revelaram queda mais acentuada, que resultou na variação de 21,9%. Os valores importados nos dois primeiros meses do ano passaram de US$ 2,2 bilhões, em 2018, para US$ 1,8 bilhão, em 2019.

 

Recuaram as exportações para a Argentina, 39,2%. Em compensação, houve crescimento dos embarques para Estados Unidos, 12,3%, e também países da América Latina: México, 37,4%, Chile, 61,9%, Colômbia, 36,3%, e Peru, 62%. Recuaram as importações de autopeças dos Estados Unidos, México, Alemanha, Japão e Coréia do Sul.

 

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Procon notifica Ford por EcoSport sem estepe

São Paulo – O Procon-SP notificou a Ford na quarta-feira, 27, a respeito da versão sem estepe do modelo EcoSport, lançada no mercado brasileiro em janeiro. A entidade ligada aos direitos do consumidor questionou o nível de segurança do veículo pelo ausência da roda extra – a tecnologia aplicada nos pneus do modelo, a run flat, evita que ele se esvazie em casos de avarias.

 

No documento enviado à montadora, o Procon pede esclarecimento sobre quais versões do EcoSport são comercializadas sem o estepe, quais itens de segurança foram incluídos para que fosse autorizada a venda do veículo, o que compõe o conjunto de reparo e quais as instruções para seu uso, se após o reparo é possível recuperar o pneu danificado ou é preciso substituição permanente, e, por fim, qual a extensão da rede de comercialização de pneus com tecnologia run flat.

 

Por meio de comunicado a Ford informou que recebeu a notificação e que está fazendo o levantamento das informações solicitadas pelo órgão: “Informamos que o produto foi devidamente homologado pelas autoridades competentes e está de acordo com a legislação vigente.”

 

A montadora aplicou a tecnologia, comum em veículos esportivos ou de luxo, na versão topo de linha do SUV, a Titanium 2020. Nas demais versões o estepe está instalado no lugar de sempre — aparente, na tampa do porta-malas. A configuração estaria alinhada aos anseios dos consumidores no que diz respeito ao desenho – os modelos concorrentes, como Honda HR-V e Nissan Kicks, por exemplo, têm o estepe fixado dentro do porta-malas e, por terem um volume maior de vendas que o EcoSport, poderiam ter levado a montadora adotar esta medida no design do modelo.

 

A Ford não confirma a estratégia, mas na Europa teve de fazer movimentação semelhante à da linha 2020 e retirar o estepe aparente para agradar aos consumidores daquela região. No mercado brasileiro a roda fixada na tampa do porta-malas, visível, era considerada um dos principais apelos comerciais do modelo, o que levou a companhia a explorá-lo comercialmente como um veículo de uso urbano e fora de estrada. O conjunto roda-pneu na parte traseira é visto no mercado como algo que remete o veículo a um perfil aventureiro.

 

Afora os questionamento ligados a parte técnica do run flat, a Ford terá de responder ao Procon-SP questões que dizem respeito ao pós-venda. A entidade quer saber se há informações e recomendações ao consumidor no momento da compra do modelo e também no manual. A companhia teria de responder ao questionamento enviado até a sexta-feira, 29.

 

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Wega comemora 50 anos com crescimento

São Paulo – A Wega Motors, fabricante argentina de filtros e velas com foco no mercado de reposição, projeta mais um crescimento na casa dos dois dígitos em 2019. Sem revelar valores, o CEO Cristian Rodrigues Neto afirmou que, no ano passado, a receita cresceu 20% – e a maior parte veio do mercado brasileiro.

 

“Dois terços do faturamento vem do mercado brasileiro, mas a nossa produção está na Argentina”, contou o executivo. “No Brasil temos um centro de distribuição em Itajaí, Santa Catarina, que dobrou de tamanho e ganhou novos equipamentos no ano passado”.

 

Foram investidos R$ 12 milhões na unidade catarinense, que passou de 6 mil m² para 12 mil m². Confiante no desenvolvimento do mercado brasileiro, o executivo já planeja uma nova expansão em 2021.

 

“Temos crescimentos anuais seguidos e ainda não chegamos no teto. Somos otimistas, mesmo com todo esse papo de crise o nosso segmento seguiu crescendo. Estamos habituados com esse negócio de crise, sempre estamos em crise, lidamos bem com isso”.

 

Fundada em setembro de 1969, a Wega Motors completa este ano 50 anos de existência – no Brasil chegou algum tempo depois, em 2002. Rodrigues Neto confirmou presença na Automec, em abril, feira que considera fundamental para seu negócio. “Começamos a participar mesmo antes de abrir negócios aqui”.

 

O principal negócio da Wega Motors é o de filtros automotivos, que atendem a quase todas as marcas de veículos leves e pesados, inclusive algumas que deixaram o mercado. Apesar de possuir dois clientes OEM – que o executivo não revela o nome – o foco é mesmo o segmento de reposição.

 

Além da unidade produtiva na Argentina, localizada na província de Buenos Aires, a Wega Motors mantém produção na China e na Tailândia.

 

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Daimler e Geely criam joint-venture na China

São Paulo – A Daimler e a Geely criaram uma joint-venture, na China, para o desenvolvimento de veículos elétricos, compartilhando o conhecimento das duas empresas em áreas como manufatura, engenharia e design. A participação na joint-venture será 50% de cada empresa e o conselho administrativo será formado por executivos das duas companhias.

 

Um dos veículos que será desenvolvido pela joint-venture o novo Smart, junto com uma nova geração de carros elétricos, que serão montados em uma nova fábrica que será construída na China. As vendas dos veículos desenvolvidos pela joint-venture começarão em 2022.

Negociação pela Ford Taboão tem novo capítulo

São Paulo – Um importante passo foi dado nas negociações que envolvem a fábrica da Ford no Taboão, bairro de São Bernardo do Campo, SP. Segundo representantes do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC que se reuniram na noite de quinta-feira, 28, com o governador de São Paulo João Doria e o prefeito Orlando Morando, um grupo empresarial assinou contrato de confidencialidade para a aquisição da unidade, para manter as conversas em sigilo.

 

No começo da semana a secretária estadual de desenvolvimento econômico, Patrícia Ellen, afirmou a Agência AutoData que existiam três propostas formais e algumas consultas, cujas conversas estavam em evolução.

 

Segundo Wagner Santana, presidente do sindicato do ABC, o governador não revelou qual grupo empresarial assinou este contrato de confiabilidade. Mas garantiu que a manutenção dos empregos é uma das condições para fechar o negócio – no chão de fábrica são pouco mais de 2 mil trabalhadores.

 

“Reforçamos essa questão [da necessidade de manutenção dos empregos da unidade] e o governador disse que está trabalhando forte nesse ponto.”

 

Em paralelo o sindicato mantém conversas com a Ford com relação à operação da unidade. Discutem quando retomará a produção e se esse retorno servirá apenas para mostrar ao possível comprador qual é o estado da produção ou também para atender ao mercado.

 

“Havendo comprador, será necessário fechar um contrato e iniciar outro. Estamos atentos para fechar um acordo que seja justo para esses trabalhadores, que fizeram a riqueza da empresa por tanto tempo.”

 

Procurada pela reportagem a Ford não se manifestou e nem confirmou a assinatura do contrato de confidencialidade. Na terça-feira, 2, o sindicato fará nova assembleia no pátio da montadora para informar o resultado da reunião com o governo estadual e o andamento das negociações com a companhia.

 

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Grupo VW confirma que Ford fará a substituta da Amarok

São Paulo – Thomas Sedran, presidente do Conselho da Volkswagen Veículo Comerciais, divisão do Grupo VW responsável por modelos comerciais leves, tornou oficial a informação de que a picape desenvolvida em parceria com a Ford será a substituta da VW Amarok, hoje produzida em General Pacheco, na Argentina – ao lado da Ford Ranger.

 

Em janeiro Ford e VW anunciaram que o primeiro modelo fruto da Aliança cujas conversas começaram no ano passado seria uma picape global que chegará ao mercado em 2022. O desenvolvimento e produção serão de responsabilidade da Ford. Embora as pistas apontassem para a Amarok e Ranger, nenhuma das empresas ainda havia citado nome de modelos.

 

Em nota distribuída à imprensa, onde Sedran anunciava mais de € 1,8 bilhão em investimento na divisão VWCV apenas em 2019, o executivo afirmou ainda que outras áreas em potencial estão sendo avaliadas pelas duas empresas, como novos projetos de veículos, direção autônoma e compartilhada e plataformas de mobilidade elétrica.

Bosch e Michelin: fornecedores do ano Caoa.

São Paulo – A Caoa premiou na quinta-feira, 28, os melhores fornecedores das operações industrais Hyundai e Chery que mantém no País, com base em médias obtidas por meio de notas atribuídas em diversos aspectos nos últimos doze meses, como qualidade, comprometimento, tecnologia, desempenho e preço competitivo. Os grandes vencedores da terceira edição Prêmio Melhores Fornecedores Caoa foram revelados na noite de quinta-feira, 28, em São Paulo: Michelin para a operação Hyundai e Bosch para a Caoa Chery.

 

Foi a primeira vez que a companhia concedeu premiação para os fornecedores da Caoa Chery, marca incorporada ao Grupo Caoa no ano passado e que tem modelos montados nas fábricas de Anápolis, GO, e Jacareí, SP.

 

Para Ivan Witt, diretor de compras, RH e TI, a inclusão da nova marca ao prêmio demonstra a sinergia das empresas do grupo: “Estamos muito felizes. É uma demonstração de que todos os processos de compras, qualidade e logística de nossas operações estão em sintonia”.

 

A premiação foi dividida sete categorias, sendo três na área produtiva, três na área de serviços indiretos e uma no pós-venda. Participaram 101 fornecedores.

 

Veja os vencedores de cada operação e categoria:

 

Caoa Montadora

 

Compras indiretas – Material: DCCO, Distribuidora Cummins Centro-Oeste

Compras indiretas – Serviços: AON Holdings Corretores de Seguro

Compras indiretas – Inovação: Z 515 Propaganda

Qualidade em fornecimento: Axalta

Inovação e custos e excelência em compras diretas: Humax

Fornecedor do ano: Michelin

 

Caoa Chery

 

Compras indiretas – Material: Beta Equipamentos de Segurança Individual

Compras indiretas – Serviços: Engeko

Compras indiretas – Inovação: Engeseg Empresa de Vigilância Computadorizada

Qualidade em fornecimento: Moura Baterias

Inovação e custos e excelência em compras diretas: Aptiv

Fornecedor do ano: Bosch

 

Prêmio de Excelência em padrões operacionais de Pós-Venda: Autoware Comércio e Serviço de Desenvolvimento de Software

 

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