Urba lança linha de remanufaturados

São Paulo – A Urba, fabricante de bombas d’água para automóveis, caminhões, ônibus e máquinas fora-de-estrada, e detentora das marcas Brosol, Inpacom e Carter, tem mantido ritmo de crescimento, em média, de 20% ao ano, nos últimos três anos. E, agora, amplia seu portfólio com a linha Urba Eco, de peças remanufaturadas.  

O custo destes componentes pode representar economia de até 50% em reparos e manutenções, estimou a companhia, ao ressaltar que apesar do preço mais acessível, tanto para comercialização como para produção, os produtos passam por processos industriais rigorosos, que incluem desmontagem completa, limpeza, substituição de componentes desgastados e testes de desempenho.

Além disso a remanufatura reforça a lógica da economia circular e reduz a pegada de carbono da indústria ao consumir menos matéria-prima, energia e água do que a fabricação de uma peça nova e de evitar o descarte de componentes no meio ambiente. Outro benefício citado pela Urba é a ampla disponibilidade no mercado, inclusive para modelos mais antigos que já não contam com peças novas em estoque.

O potencial global do setor de remanufatura cresce ano a ano, impulsionada por políticas ambientais e pela busca por soluções mais acessíveis. Em 2023 movimentou US$ 61,5 bilhões e, no ano seguinte, saltou para US$ 65 bilhões. A expectativa é de que alcance US$ 91,5 bilhões até 2030.

Volkswagen Polo assume a liderança do mercado em abril

São Paulo – Pela primeira vez em 2025 o Volkswagen Polo liderou as vendas mensais de veículos leves. Em abril superou a Fiat Strada, líder nos primeiros três meses e no acumulado do ano, ao registrar 10,9 mil licenciamentos, contra 10,1 mil da vice-líder.

“O Volkswagen Polo é um fenômeno de vendas”, afirmou Roger Corassa, vice-presidente de vendas e marketing da VW do Brasil. “Ter o modelo na liderança absoluta em abril, considerando todos os segmentos, é motivo de muita alegria para nós.”

A Volkswagen ainda teve o SUV mais vendido, o T-Cross, quarto colocado no geral, com 8,1 mil licenciamentos. Em terceiro, completando o pódio ao lado de Polo e Strada, ficou o hatch Fiat Argo, 8,4 mil emplacamentos.

O ranking de abril foi formado por cinco hatches, VW Polo, Fiat Argo e Mobi, Hyundai HB20 e Chevrolet Onix, três SUVs, T-Cross, Toyota Corolla Cross e Honda HR-V, e duas picapes, Strada e VW Saveiro.

Veja o ranking:

Carros da China dominam México com ajuda da GM

As montadoras ocidentais caíram em uma armadilha na China: após mais de duas décadas de lucro fácil e crescente em associações meio-a-meio com empresas estatais, a partir de 2020 empresas da indústria automotiva mundial, notadamente Volkswagen e General Motors, perderam a corrida tecnológica e a folgada liderança que tinham para fabricantes 100% chineses com seus carros híbridos e elétricos. Resultado: as vendas de marcas tradicionais entraram em queda-livre e as perdas dispararam.

Para se ter ideia do tamanho do buraco em que a GM se meteu na China, considerando apenas uma das suas marcas, as vendas da Chevrolet despencaram de mais de 650 mil unidades em 2018 para menos da metade em 2020, cerca de 300 mil. A queda, que teria sido efeito da pandemia, continuou a se aprofundar de forma abissal e a marca desceu mais 50%, para apenas 150 mil em 2024.

Sem opção melhor para remediar a imensa ociosidade de produção e os prejuízos decorrentes a partir de 2020 a GM adotou a tática de exportar para países onde já têm presença, a começar pelo México, volumes crescentes de carros produzidos pela joint venture SAIC-GM-Wulling na China. O sócio chinês produz os veículos – principalmente modelos só com motor a combustão com vendas em baixa na China, como Captiva, Aveo e S10 Max, na foto acima –, a GM coloca neles o emblema Chevrolet e os embarca para sua já estabelecida rede mexicana de concessionárias.

A manobra está longe de compensar toda a queda no mercado chinês e a ociosidade das fábricas, mas produz lucros pelo baixo custo de produção chinês, segundo dizem executivos graduados da GM.

Contudo metade dos ganhos vão direto para o sócio chinês, que além de ganhar com a GM também passou a competir no mercado mexicano com sua marca MG, junto com outros concorrentes da China que vieram logo atrás e hoje somam 21 marcas e trezentos modelos diferentes à venda, diluindo a participação da Chevrolet.

O exemplo mexicano

Olhar para o que acontece no México pode ser um prenúncio para outros mercados. A mesma tática começa a ser tentada também no Brasil com a importação, este ano, de dois modelos elétricos da mesma joint venture na China que chegarão aqui como Chevrolet Spark e Captiva, que no mercado chinês atendem respectivamente pelos nomes de Baojun Yep e Wuling Starlight S.

No ano passado foram vendidos no México 485,3 mil carros importados da China, o equivalente a quase um terço do mercado mexicano naquele ano.

Como comparação o número é quatro vezes maior do que os 120,3 mil veículos chineses vendidos no Brasil no ano passado, em crescimento de 187% sobre 2023, mostrando o quanto as montadoras chinesas ainda podem avançar quando não são barradas.

Quem abriu o mercado mexicano aos chineses foi justamente a GM com seus Chevrolet importados de lá. No ano passado a marca da gravata fixada em modelos Wulling e Baojun liderou as importações da China no México, com 146 mil carros trazidos da joint venture com a SAIC.

Não por acaso, para dividir ainda mais o mercado, a mesma SAIC com a MG foi a segunda marca importada da China mais vendida no México em 2024, com 61 mil unidades.

Com bons produtos e preços imbatíveis fabricantes da China estão tomando conta do mercado mexicano com voracidade. Para o México isto não é tão problemático porque o país exporta a maior parte dos veículos que produz para os vizinhos nos Estados Unidos. Mas pode virar um problema se o governo Trump aplicar a taxação que prometeu aos carros vindos de fábricas mexicanas – e pode até usar isto como moeda de troca para obrigar o México a impor tarifas aos chineses.

Problema para o Brasil

Para a balança comercial brasileira este movimento é um problema, pois aprofunda o déficit externo em mão-dupla: ao mesmo tempo em que avançam com importações no mercado brasileiro os chineses também estão tomando conta do segundo maior destino de carros exportados pelo Brasil: o México respondeu, em 2024, por 24% das exportações brasileiras de veículos, com 95,5 mil unidades embarcadas – ou cinco vezes menos do que o chineses venderam por lá.

Este problema pode ficar maior ao passo que outras montadoras instaladas no Brasil estão adotando a mesma tática da GM. No melhor estilho “se não pode com eles junte-se a eles” a Stellantis vai começar em breve a importar carros da sócia chinesa Leapmotor, enquanto a Renault tenta fazer o mesmo com modelos da Geely. Todas as fabricantes de veículos instaladas no Brasil têm operações na China e todas também enfrentam ociosidade em suas fábricas chinesas. Poderão, portanto, utilizar a rede de revendas já estabelecida para vender seus modelos chineses aqui, com bons lucros – mesmo que efêmeros – e às custas de redução de produção e de investimentos no País.

Vendas de veículos recuam 6% em abril

São Paulo – As vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus somaram 208,7 mil unidades em abril, volume 5,5% inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado, apontam dados da Fenabrave. Com relação a março o mercado avançou 6,7%.

Com dois feriados, sexta-feira da paixão e Tiradentes, o mês passado registrou vinte dias úteis, contra 22 em abril de 2024. Na média diária, portanto, as vendas subiram 3%, para 10,4 mil veículos/dia, que se comparam a 10,1 mil/dia do ano passado. Abril de 2024 foi o melhor desde 2019.

Em março, com os mesmos vinte dias úteis, a média foi de 9,8 mil emplacamentos/dia.

“Ainda existe forte demanda das locadoras”, afirmou fonte ligada ao varejo à reportagem. “Nos últimos dois dias houve volume elevado de licenciamentos, quase 30 mil unidades, o que indica que as locadoras salvaram o mês”.

“A oscilação de dias úteis impacta no resultado dos emplacamentos”, disse Arcélio Júnior, presidente da Fenabrave. “Mas notamos que, no geral, a evolução está dentro das estimativas da Fenabrave, que projeta um crescimento global próximo de 7% para 2025”.

No acumulado do ano as vendas de veículos somaram 760,3 mil unidades, aumento de 3,4% sobre os 735,2 mil do primeiro quadrimestre de 2024.

Segmentos

As vendas de veículos leves somaram 197,1 mil unidades, recuo de 5,2% comparado com abril e avanço de 7,1% sobre março. Deste volume 47,5% foram por meio de vendas diretas, estáveis diante dos 47,7% de março e acima dos 43,9% de abril do ano passado, segundo relatório da Bright Consulting.

“Significa uma retração maior do showroom versus abril de 2024”, analisou a consultoria.

Em caminhões o volume de emplacamentos recuou 14,2% na comparação anual e 1,8% na mensal, para 9 mil unidades. No ano o saldo está negativo em 0,7%, somando 36,2 mil veículos comercializados.

“Existe demanda, mas há cautela por parte dos transportadores”, afirmou Arcélio Júnior. “Eles estão esperando condições de financiamentos melhores. As perspectivas para o restante do ano seguem positivas”.

As vendas de ônibus cresceram 16,6% em abril, com relação ao mesmo mês de 2024, para 2,5 mil unidades. Na comparação com março a alta foi de 14,2%. No quadrimestre o segmento cresceu 24,6%, somando 9,3 mil unidades comercializadas.

* O texto foi atualizado na segunda-feira, 5, às 16h20 com os dados da Fenabrave

Autorola avança com inteligência artificial na venda de veículos usados

São Paulo – Com mercado de veículos usados que cresce em importância a cada ano, após recorde de quase 16 milhões de unidades negociadas em 2024, montadoras, concessionárias e locadoras precisam aumentar a eficiência na gestão dos estoques de suas frotas. É nisto que aposta a multinacional dinamarquesa Autorola para quintuplicar seus negócios no Brasil no horizonte dos próximos cinco anos com ajuda de inteligência artificial.

Fundada em 1996 no interior da Dinamarca com o objetivo de ampliar os horizontes das negociações de veículos na internet para além das fronteiras da própria cidade, por meio de uma plataforma digital de anúncios, a Autorola rapidamente se espalhou por dezessete países da Europa e, em 2013, instalou seu marketplace de negociações no Brasil, atualmente utilizado principalmente por montadoras, concessionárias, revendas independentes e locadoras que oferecem os carros de suas frotas a uma base de 20 mil clientes cadastrados no sistema, dos quais 14 mil são lojistas.

Já são clientes no País marcas como Audi, Banco Toyota, BMW, Ducatti, Mercedes-Benz caminhões, Porsche e Scania, e as locadoras LM, Kinto e Movida.

Diretor geral da Autorola no Brasil Marcelo Barros observou que a empresa está em expansão constante desde sua instalação aqui: “Já atendemos a dez grandes montadoras e temos cinquenta marcas em nossa base de clientes. Estamos aumentando a oferta de soluções digitais que garantem mais eficiência às negociações de vendas de usados por grandes frotistas”.

A Autorola tem oitocentos empregados no mundo todo e 35 no escritório brasileiro, mas a subsidiária está crescendo e, até o fim do ano, contratará mais dez pessoas.

Precificação com inteligência artificial

O mais recente instrumento para aumentar a eficiência das negociações de veículos usados é o Indicata, desenvolvido pela Autorola com investimento de € 5 milhões, que chegou ao Brasil no segundo semestre do ano passado. O programa, por meio de inteligência artificial, checa todos os dias 600 mil anúncios na internet de carros à venda somente no mercado brasileiro – no mundo todo já são 14 milhões de consultas diárias com o auxílio de 2,4 mil robôs – levando em consideração a configurações de cada carro e avaliação pelas fotos publicadas.

Com este amplo levantamento o Indicata oferece a frotistas os preços praticados, o tempo estimado de venda de cada modelo e até sugere estratégias para fazer o estoque girar mais rápido: “O que demoraria duas semanas para pesquisar a ferramenta faz em 2 segundos”.

Tela do Indicata: todas as informações do estoque de carros usados com base em 600 mil consultas diárias a anúncios na internet

Em um exemplo extremo Barros contou que após adotar o Indicata uma concessionária descobriu que metade de seu estoque de usados estava à venda por preços abaixo da média de mercado, o que representava perda de faturamento potencial da ordem de R$ 300 mil: “Nossas avaliações mostraram que um lojista pode deixar de ganhar de 5% a 20% de sua margem anual por causa da precificação errada de seu estoque de usados”.

Atualmente três grupos concessionários já estão usando o Indicata, sete empresas estão fazendo testes, incluindo grandes locadoras, e revendas independentes também fazem parte da lista de clientes potenciais.

Montadoras podem fazer uso eficiente do Indicata com a versão Pro, que oferece estudos de precificação de carros em períodos futuros: “É uma informação muito útil, por exemplo, para projetar o valor residual de automóveis nos programas de assinatura de veículos [locações de longo prazo]”.

Além da plataforma de vendas e do Indicata a Autorola também comercializa no Brasil o Fleet Monitor, aplicado à gestão de frotas de empresas, que acompanha todo o ciclo de vida do veículo durante sua permanência na frota e também auxilia na programação para desmobilização e venda destes carros, como disse Barros: “Se a empresa colocar à venda grandes lotes de um único modelo o programa alertará sobre a desvalorização nos preços que isto pode causar”.

Mercado argentino cresce 84% no primeiro quadrimestre

São Paulo – O mercado argentino de veículos somou 216,5 mil unidades vendidas no primeiro quadrimestre, alta de 83,9% sobre iguais meses do ano passado, de acordo com números divulgados pela Acara, entidade que representa os concessionários locais.

Em abril foram emplacados 54 mil veículos, volume 63,9% maior do que em abril do ano passado e 11,6% acima do comercializado em março.

De janeiro a abril os veículos brasileiros vendidos na Argentina ganharam espaço, chegando a 46% de participação, contra 32% em idêntico período do ano passado. Já os veículos fabricados na Argentina perderam espaço, caindo de 59% para 45%.

A marca mais vendida foi a Volkswagen, com 36 mil unidades. A Toyota aparece na segundo posição com 35 mil, e a Fiat vem depois, com 27,9 mil.

No ranking por modelo o Peugeot 208 garantiu a primeira posição com 13,3 mil unidades comercializadas. Em segundo lugar ficou o Fiat Cronos, com 12,4 mil, seguido de perto pela Toyota Hilux, 12,1 mil.

Sada Siderurgia investe R$ 22 milhões para modernizar fábrica em Minas Gerais

São Paulo – A Sada Siderurgia, empresa do Grupo Sada, investiu R$ 22 milhões para modernizar sua fábrica de Várzea da Palma, MG. O aporte foi utilizado para elevar a qualidade e a produtividade e para a instalação de novas tecnologias da indústria 4.0, parte de plano que busca produtos melhores com custos menores. 

A grande novidade da fábrica mineira é a linha de produção Disa D3, que substitui a Disa MK4, “um equipamento vertical e muito mais moderno que permite uma produção mais rápida com acompanhamento online”, segundo a Sada. 

A produção da unidade de Várzea da Palma é dedicada em grande parte para o setor automotivo, atendendo a diversas montadoras e a outros fornecedores, e também clientes das indústrias de fertilizantes e mineração.

GWM realiza primeiro encontro com fornecedores em Iracemápolis

São Paulo – A GWM realizou, na última semana, o primeiro encontro com fornecedores na fábrica de Iracemápolis, SP. O objetivo da empresa foi garantir o alinhamento desde o início da parceria, a fim de estabelecer comunicação clara e eficiente para o sucesso das atividades operacionais.

Durante o evento foram compartilhadas informações acerca do processo de planejamento de produção e logística consideradas essenciais pela GWM. Por exemplo: foram falados dados sobre a previsão de início da produção, o formato de envio dos pedidos, orientações para a preparação de embalagens, aplicação de etiquetas e demais requisitos logísticos.

Engenharia brasileira da ZF participa de projetos globais

São Paulo – O número, à primeira vista, é pequeno. São dezoito profissionais que compõem a engenharia do centro de competência da ZF em Sorocaba, SP, que desde 2018 sustenta o título de único local do grupo, no mundo, que desenvolve eixos agrícolas. Seus feitos, no entanto, extrapolam as fronteiras brasileiras e do agronegócio, uma vez que contribuem para a criação de soluções produzidas em outras unidades do grupo, como Alemanha, Bélgica, China e Índia, e para outros setores.

É o caso da energia eólica, contou à Agência AutoData o gerente de desenvolvimento de negócios da ZF América do Sul, Juliano Alquati. Embora itens deste segmento não sejam fabricados por aqui houve participação de engenheiros brasileiros, por exemplo, no desenvolvimento da linha de componentes que multiplicam a velocidade da geração de eletricidade a partir do vento na Índia e na Bélgica. E são produtos também utilizados no País, pois, segundo o executivo, uma em cada quatro turbinas eólicas possuem transmissões da marca.

A fábrica do Interior paulista, que abriga o centro de competência, completou este ano quatro décadas de operação e de lá já saíram 700 mil eixos agrícolas e de construção. Agora, o novo produto criado por esta equipe de forma proativa, ou seja, sem ter sido encomendado por algum cliente, o eixo TSA Narrow, está sendo apresentado a fabricantes de máquinas agrícolas durante a trigésima Agrishow, principal palco de lançamentos do setor de agronegócio da América Latina, realizada em Ribeirão Preto, SP.

“A grande vantagem do desenvolvimento local é a proximidade com as montadoras e a maior flexibilidade para se adequar às novas necessidades”, avaliou Alquati. Em Sorocaba em torno de 70% da produção possui conteúdo nacional, e a tendência, de acordo com o executivo, é ampliar este porcentual a depender das questões de competitividade.

Embora a maior parte da produção seja dedicada ao mercado nacional uma pequena parcela é embarcada para a Argentina, mas há planos de ampliar o volume endereçado ao país vizinho e de iniciar exportações ao México.

Eixo TSA Narrow, que pode ser usado em tratores leves dedicados às culturas de laranja e café, exposto na Agrishow. Foto: Divulgação/ZF

Sem realizar projeções acerca do novo item do portfólio o gerente contou que em 2022 foi alcançada a capacidade de produção de 42 mil eixos, volume que pode ser ampliado conforme a demanda, afirmou, sem pormenores.

“Temos bastante capacidade para expandir a quantidade fabricada. A linha opera em três turnos e é bastante flexível, pode produzir tanto eixos dianteiros para máquinas agrícolas e tratores leves, como o TSA Narrow, como eixos dianteiros e traseiros pesados, para máquinas de construção, como retroescavadeiras.”

Quanto às expectativas para este mercado Alquati estimou que o ramo de tratores leves poderá crescer até dois dígitos em 2025, uma vez que as culturas às quais o veículo é dedicado, como laranja e café, estão com preços atrativos no mercado internacional:

“Agora executaremos trabalho de curto prazo para refinar o design com as montadoras. Mas a vantagem é que este eixo aplica-se a trator multiuso, menor, mas mais robusto, e que pode ser usado para distintas finalidades, como aragem, pulverização e transbordo”.

No ano passado os investimentos em pesquisa e desenvolvimento realizados pela ZF em todas as unidades de negócios na América do Sul somaram R$ 179 milhões. E as vendas na região, no mesmo período, totalizaram R$ 7,6 bilhões. Expectativas para este ano não foram traçadas.

ArcelorMittal avança com produção e venda de aço em 2024

São Paulo – A ArcelorMittal divulgou o seu balanço financeiro referente a 2024, indicando produção de 15,3 milhões de toneladas de aço no Brasil, alta de 3,8% na comparação com o ano anterior. As vendas somaram 15,1 milhões de toneladas, expansão de 5,2% na mesma base comparativa, sendo 55,5% no mercado interno e 44,5% exportados.

Segundo a companhia os números ficaram acima do esperado graças ao maior consumo do mercado interno, junto com lançamentos, aumento da produtividade e redução de custos. O resultado só não foi melhor pelo aumento da importação de aço para, que bateu recorde em 2024, com 5,9 milhões de toneladas, e a queda nos preços das commodities metálicas.

Mesmo com bons resultados de produção e vendas a receita líquida da ArcelorMittal recuou 4,7%, para R$ 66,6 bilhões. O lucro líquido no ano passado foi de R$ 2,3 bilhões, queda de 39,7% com relação a 2023.