São Paulo – A escalada da Selic, que iniciou 2025 em 12,25% ao ano e, agora, alcançou os 15%, sem perspectiva de recuar até dezembro, está segurando as vendas de caminhões no Brasil. Dados da Fenabrave apresentados em entrevista coletiva à imprensa na quinta-feira, 3, apontam que foram comercializadas de janeiro a junho 53,4 mil unidades, 3,6% abaixo do mesmo período de 2024, quando 55,4 mil veículos foram emplacados.
De acordo com o diretor executivo da Fenabrave, Marcelo Franciulli, o aumento do custo do financiamento ocasionou a menor renovação de frota: “Este cenário inspirou maior cautela de empresários e transportadores para a aquisição de caminhões ao limitar o apetite de compra e a capacidade de investimento”.
A queda em junho, quando foram vendidos 8,3 mil unidades, chegou a 13,3% na comparação com o mesmo mês do ano passado, 9,6 mil unidades. Com relação a maio, quando 8,8 mil caminhões foram comercializados, o recuo foi de 5,8%.
A retração dos implementos rodoviários foi ainda mais intensa ao longo do primeiro semestre, de 19,8%, totalizando 35,8 mil unidades. De acordo com Arcélio Jr houve um boom nos anos anteriores, especialmente de 2021 a 2023, para a renovação do implemento e, agora, quem pode investir optou por trocar somente o caminhão por um Euro 6, o que provocou este descolamento.
Caminho da Escola sustenta crescimento de ônibus
O segmento de ônibus está na contramão do de caminhões, principalmente por causa das entregas estimuladas pelo programa do governo federal Caminho da Escola, cujo edital vigente prevê até 16 mil unidades e ainda existem veículos a serem finalizados.
No acumulado de 2025 os emplacamentos dispararam 24,5%, para 14,1 mil, em comparação a igual período do ano passado – quando, vale dizer, havia uma espera pelo edital do programa.
Em junho foram emplacados 2,3 mil ônibus, 9,6% acima do sexto mês de 2024 e 2,3% abaixo de maio, o que, segundo Franciulli, deveu-se à diferença de um dia útil: “Apesar de o primeiro trimestre ter sido marcado pela maior aceleração de entregas acreditamos que este ritmo será mantido até o fim do ano”.
São Paulo – Passado o primeiro semestre, com crescimento de 4,8% nas vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus sobre os primeiros seis meses de 2024, somando 1,2 milhão de unidades, a Fenabrave revisou suas estimativas para o mercado brasileiro em 2025. E com apenas uma correção: nas vendas de caminhões, para baixo.
O segmento fechou o semestre com recuo de 3,6% nas vendas, o único com saldo negativo. Assim a associação, agora, passou a projetar queda de 7% para o ano, somando 113,6 mil unidades, cerca de 8,5 mil a menos do que as emplacadas no ano passado.
No início do ano a Fenabrave divulgou estimativa de crescimento de 4,5% nos licenciamentos de caminhões, levando as vendas a 127,6 mil unidades. O mercado total alcançaria 2 milhões 766 mil unidades, alta de 5% sobre 2024. Com as novas projeções, chegará a 2 milhões 752 mil veículos, avanço de 4,4%.
Outra mudança foi nos implementos rodoviários, que também recuaram, 19,8% no primeiro semestre, para 35,8 mil unidades. Para a Fenabrave, que estimava empate em 2025 com 2024, com 88,6 mil reboques, semirreboques e carrocerias sobre chassis vendidos, o setor cairá 20%, somando cerca de 71 mil unidades.
Para o presidente Arcélio Júnior o aumento na taxa de juros está afastando o comprador de caminhão e de implementos. “Quem compra caminhão o faz para investir e agora o transportador está segurando”.
No caso de implementos rodoviários o bom desempenho dos últimos anos é outro fator de recuo, porque investimentos recentes foram feitos.
O mesmo, porém, não ocorre com o segmento de automóveis e comerciais leves: a Fenabrave manteve as estimativas de aumento de 5% nas vendas, para 2,6 milhões de unidades. No primeiro semestre os emplacamentos cresceram 5,1%, somando 1,1 milhão de carros e utilitários.
“No caso de automóveis temos fatores como o pleno emprego e a renda crescente, que ajudam a aquecer o mercado, mesmo com os juros em alta. O Brasil tem ainda muito potencial de crescimento, nossa relação de habitantes por veículo é baixa, comparada com mercados maduros”.
A Fenabrave não mexeu também com as projeções para as vendas de ônibus: seguem em 6% de alta, com 29,3 mil veículos, puxadas, especialmente, pelo programa Caminho da Escola, que no primeiro semestre contribuiu para o crescimento de 24,5%, somando 14,1 mil unidades.
A indústria automotiva global passa por evoluções – e revoluções – e neste cenário o Brasil encontrou espaço para se sobressair: centros de desenvolvimento de programação instalados no País têm sido protagonistas no desenvolvimento de softwares embarcados, beneficiando-se de mão de obra competitiva e expertise em engenharia, fomentando inovações como inteligência artificial para veículos e soluções de conectividade.
As evoluções são marcadas pela integração de tecnologias digitais que transformam veículos em plataformas complexas movidas por programas computacionais, os softwares, aliados a muita conectividade. Esse avanço abrange desde a eletrificação até sistemas de segurança sofisticados e recursos de infoentretenimento que melhoram a experiência do usuário e influenciam as decisões de compra.
Hoje já é fácil achar quem se interesse em um carro por tamanhos de telas, recursos eletrônicos e conexão do smartphone com os sistemas de bordo bem mais do que potência do motor ou velocidade máxima.
Estão em desenvolvimento avançado em solo brasileiro tecnologias como atualizações over-the-air – que modernizam os sistemas dos veículos como se fosse um computador conectado à internet e permitem melhorias contínuas nos veículos – bem como coleta de dados via telemetria, fundamental para aprimoramentos de produtos, manutenções preditivas e redução de custos de garantia e reparos.
Tecnologias como inteligência artificial nos veículos já estão sendo desenvolvidas no País, melhorando a experiência dos passageiros a bordo e a comunicação homem-máquina, em adição a recursos já utilizados, como a conectividade para rastrear e recuperar veículos roubados, que impacta positivamente nos custos de seguro.
O caldo criativo da engenharia brasileira vem estimulando a criação de hubs de inovação e de centros de desenvolvimento de softwares veiculares, impulsionando a exportação de projetos e programas, consolidando sua posição como um polo estratégico na mobilidade conectada na indústria automotiva global.
DESENVOLVIMENTO RESISTE NO PAÍS
Esta reportagem foi publicada na edição 422 da revista AutoData, de Junho de 2025. Para ler ela completa clique aqui. Foto: Divulgação/Ford
São Paulo – A recente onda de lançamentos de veículos de passeio tem animado as perspectivas da Brose, fabricante de sistemas de portas e arrefecimento de motor de São José dos Pinhais, PR, e com unidades em Goiana, PE, e Jarinu, SP. O presidente da operação brasileira, Murilo Matta, contou à Agência AutoData que a projeção é de crescer de 8% a 10% em 2025, portanto acima do mercado, que espera alta de 6% a 7%.
O motivo: adição de portfólio: “As montadoras têm lançado muitos projetos por causa da mudança de tecnologia e renovação de powertrain, então vivemos um ciclo de alta. É preciso aproveitar o momento”.
No ano passado o faturamento da companhia cresceu 6% em comparação a 2023, disse, sem compartilhar números absolutos: “Nós passamos a fornecer ao Tera, por exemplo, sem deixar de prover ao Polo. Portanto, temos uma soma de negócios e não uma reposição”.
O projeto do SUV Tera gerou a criação de vinte postos de trabalho em Jarinu, onde hoje a ocupação da capacidade produtiva está em 100%. Ao todo a Brose emprega em torno de 550 trabalhadores.
A operação em Goiana, pareada à da Stellantis, também está completa. Apenas a unidade paranaense, por causa de aquisições realizadas nos últimos anos, ainda tem cerca de 20% de capacidade para ser utilizada.
Murilo Matta, presidente da Brose no Brasil, mantém o otimismo a despeito da alta dos juros. Foto: Divulgação.
Apesar da escalada dos juros, com a Selic em 15% ao ano, Matta segue otimista diante dos lançamentos: “Acredito que o marco de garantias deverá ajudar neste cenário. A inadimplência tem crescido, mas já foi pior. Como o índice de renda está elevado se a parcela couber no bolso o consumidor acaba trocando de carro, frente às novidades que lhe têm sido apresentadas”.
A Brose também está em projetos como o novo Nissan Kicks e o Hyundai Creta.
Contribuem para o otimismo o fato de os contratos de carros por assinatura estarem crescendo, o que puxa a demanda pelo 0 KM, e também a melhora do mercado argentino, seu principal cliente do Exterior. Hoje em torno de 20% da produção, considerando exportação direta e indireta, são embarcados para lá. Outros destinos respondem por fatias menores, como África do Sul e México.
Aposta em inovação aberta
Murilo Matta contou que a Brose está investindo em um projeto de tecnologia para a gestão de requisitos específicos de clientes, que, segundo ele, é uma grande dor da indústria: “Cada montadora tem suas particularidades, e é preciso coletar os requisitos específicos em sites ou nas cartas de requisitos. Trata-se de processo manual de entendimento para ver se conseguimos atender às demandas”.
Por isto, compartilhou, a empresa está com projeto piloto em andamento, de uso de robotização e inteligência artificial a fim de que esta gestão seja feita toda de forma digital. Desta forma a solução irá automaticamente aos portais resgatar as informações, trazê-las para o sistema da Brose e comparar com seus processos, verificar se existem discrepâncias e, se houver, a IA dá uma caminho para a solução. O plano é que o processo seja estabelecido até outubro.
Hoje este trabalho é feito mensalmente e dois a três profissionais são escalados para a atividade. Com o sistema isto poderá ser feito diariamente e com uma pessoa para acompanhar o processo no começo, até que ele ganhe maturidade: “Teremos, portanto, ganhos na celeridade, assertividade e eficiência de custo, que refletirão na melhora da na nossa competitividade”.
Estão sendo investidos em torno de R$ 100 mil na iniciativa aplicada às fábricas de São José dos Pinhais, Goiana e Jarinu: “Não é nada da Nasa. É algo possível, que tira o paradigma de que investir em tecnologia é difícil. E que nos motiva a buscar novas soluções para obter novos ganhos de eficiência”.
A iniciativa está sendo desenvolvida de forma conjunta no hub de inovação aberta da PUC PR, o Hot Milk, a partir do uso de tecnologia de startup que está auxiliando no processo. O programa foi lançado em fevereiro.
Esta não é a primeira vez que a Brose busca o auxílio do conhecimento de startups para promover a tecnologia em seus processos. Recentemente, após conexão facilitada pelo Porto Digital de Recife, foi criada em parceria com a Stepps Tecnologia solução de captura de imagens para o operador na unidade de Goiana, que será expandido para outras unidades.
A Brose também digitalizou toda a parte de manutenção da fábrica desde meados de 2024, o que diminuiu tanto o tempo de reparo das máquinas quanto o período em que elas ficam paradas.
São Paulo – A Webmotors começou a oferecer consórcio automotivo em parceria com o banco Santander. A ideia da plataforma é oferecer ecossistema completo de soluções para a compra, venda e uso de veículos.
São mais de 180 grupos disponíveis, prazos de até cem meses, além da possibilidade de lance embutido com a utilização de parte do próprio crédito em até 30%.
São Paulo – A partir de julho a Stellantis Serviços Financeiros passa a ser responsável por todas as operações de varejo dedicadas aos clientes finais da marca Fiat, incluindo financiamento, seguros e consórcios. Anteriormente o Banco Fiat operava em parceria com o Santander.
De todas as marcas da Stellantis apenas a Fiat não fazia parte da operação financeira. O outro braço operacional da Stellantis Serviços Financeiros, anunciado em 2023, é o Banco Stellantis. Antes conhecido como Banco Fidis passou a prover as atividades de financiamento aos concessionários de todas as marcas do grupo. Além disso também responde pelas operações de financiamentos dos clientes corporate, como frotistas, e oferece soluções para fornecedores e cartões de crédito.
A estrutura da Stellantis Serviços Financeiros no Brasil também engloba a Stellantis Locadora, serviço de terceirização de frotas lançado em agosto de 2024. Já para o mercado B2C, que atende pessoas físicas, há a Flua!, empresa de mobilidade dedicada à assinatura de carros 0 KM das marcas Fiat, Jeep e Peugeot.
São Paulo – A Nissan inicia na quinta-feira, 3, a venda do novo Kicks, a partir de R$ 159 mil 990 em seu preço de lançamento, e as mais de duzentas concessionárias no País farão ações especiais, com a participação ativa dos clientes, a fim de apresentar o modelo e sanar suas dúvidas.
Este preço, aplicado à versão inicial, a Sense, inclui ar-condicionado digital, câmbio com seleção de marchas por botões e-shifter, painel de instrumentos com tela de 7 polegadas, central multimídia de 12,3 polegadas, alerta de permanência em faixa, alerta de colisão frontal com assistente inteligente de frenagem e detecção de pedestre e alerta inteligente e assistente de prevenção de mudança de faixa e freio eletrônico com auto hold.
A linha do novo Nissan Kicks conta também com as versões Advance, Exclusive e Platinum — respectivamente com valores de R$ 167 mil 990, R$ 177 mil 990 e R$ 199 mil.
De acordo com a montadora, por meio do site https://loja.nissan.com.br/lancamentos/novonissankicks/ o comprador terá direito a vantagens exclusivas, como valorização dos carros usados de qualquer marca envolvidos na troca, pontos no Programa Azul Fidelidade e financiamento pelo CrediNissan com taxa zero em dezoito meses a partir de entrada de 65% do valor.
São Paulo – O sistema de consórcios registrou, de janeiro a maio, vendas de 2 milhões 7 mil cotas, 19,7% acima do mesmo período de 2024, 1,7 milhão. O desempenho quebrou o recorde registrado 20 anos atrás, segundo a Abac, Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios.
A entidade afirmou também que o acumulado de adesões de maio teve 464,8 mil cotas, o maior dos últimos dez anos. No quinto mês houve ainda os melhores desempenhos setoriais do ano em veículos leves, motocicletas e veículos pesados.
Do total das cotas vendidas de janeiro a maio 814,4 mil foram para veículos leves, 591,7 mil para motocicletas, 491,5 mil para imóveis, 83,4 mil para veículos pesados, 65,6 mil para eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis e 24,2 mil para serviços.
Dos seis setores em que o consórcio está presente cinco assinalaram avanços nas comercializações de cotas, sendo que veículos leves contaram com alta de 15,1% e motocicletas de 9,4%. Veículos pesados foi o único a recuar, 12,9%.
Nos primeiros cinco meses do ano as 722,7 mil contemplações foram assim distribuídas: 308,8 mil de veículos leves, 279,9 mil de motocicletas, 55,6 mil de imóveis, 39,6 mil de veículos pesados, 23,9 mil de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis e 14,8 mil de serviços.
A maior parte do volume de participantes ativos em cada setor está nos veículos leves, com 42,8%, seguido de motocicletas, com 26,4%. Na sequência vêm imóveis, com 19,9%, veículos pesados, com 7,6%, eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis com 2,3% e serviços, com 1%.
Nos 11 milhões 730 mil consorciados ativos a maioria também está em veículos leves: 5 milhões. Os de motocicletas aparecem em segundo lugar, 3,1 milhões, e os de imóveis aparecem em terceiro, com 2,3 milhões. Depois vêm veículos pesados, com 896 mil 870, eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis, com 265 mil 860, e serviços, com 113 mil 290.
São Paulo – A Caoa Chery atualizou a lista de equipamentos das versões do Tiggo 5X 2026, SUV produzido em Anápolis, GO, e manteve os preços com o objetivo de tornar o modelo ainda mais competitivo em um segmento tão disputado. A versão de entrada, a Sport, passou a sair de fábrica com rodas aro 18 diamantadas, que antes eram ofertadas apenas em versões mais caras.
Já as configurações Pro e Pro Hybrid Max Drive ganharam nova central multimídia com tela de 10,25 polegadas, com nova interface, comandos de voz e espelhamento sem fio para smartphones. O processador desta central também é novo e mais rápido.
Veja abaixo os preços de todas as versões:
Tiggo 5X Sport – R$ 120 mil Tiggo 5X Pro – R$ 135 mil Tiggo 5X Pro Hybrid Max Drive – R$ 150 mil
São Paulo – Em abril a Ituran registrou 6,8 mil furtos e roubos de veículos na Região Metropolitana da Grande São Paulo. 76% dos casos foram furtos, segundo os dados divulgados. De acordo com a empresa houve queda 10,5% nas ações dos criminosos, uma vez que em abril do ano passado foram 7,6 mil furtos e roubos.
A maior parte dos registros aconteceu à noite, com maior foco em veículos de entrada com cinco a dez anos de uso. A motocicleta Honda CG160 foi o modelo mais roubado em abril, com 832 unidades. Em segundo lugar ficou o Hyundai HB20 com 207 e em terceiro o Ford Ka com 200 unidades.