Audi gera eco-eletricidade de forma inteligente

A Audi realiza um projeto piloto com famílias na área de Ingolstadt, na região de Zurique, que envolve a combinação de sistemas fotovoltaicos (painéis solares) de vários tamanhos com baterias de armazenamento fixas. O software de controle da start-up Ampard distribui a energia solar de forma inteligente, com base na demanda atual ou panejada do carro, da casa e do sistema de aquecimento. Uma característica única do projeto é que ele é capaz também de interagir com a rede de energia: em uma interface de comunicação integrada, todos os sistemas estão interligados para formar uma ‘usina de energia virtual’, constituindo uma rede inteligente.

Os dispositivos de armazenamento domésticos estão conectados e podem fornecer o que é conhecido como ‘energia balanceada’. Ou seja, eles equilibram as flutuações entre geração de energia e o consumo e estabilizam a frequência armazenando quantidades menores e temporárias de energia por um curto período. Isso possibilita a otimização do consumo interno: os operadores de sistemas fotovoltaicos aumentam sua proporção de energia solar de uso próprio enquanto reduzem seus custos de aquisição de energia.

 

O chefe de conceitos sustentáveis de produto âEUR<âEUR

 

Fonte: Divulgação.

Rock animado no fim da tarde

DE DETROIT, MI – Nove graus negativos na rua e, dentro do Cobo Hall, espaço que sempre abriga o Salão de Detroit, havia luzes e a temperatura era morna, quase doméstica. Até que a Ford fez a apresentação do cupê fastback Mustang Shelby GT 500, com motor V8 de 700 cv, que chega ao mercado da América do Norte no ano que vem: parece que a alegria que estava no ar foi apanhada com as mãos pelos que estavam em terra ao som da banda de rock Flint Eastwood – uma grande farra em torno de um belo carro.

 

Essa versão quente desse Ford icônico será produzida perto de Dearborn, em Flat Rock, em fábrica originalmente Ford, de 1972, e depois repassada para a Mazda, que a ocupou até 2004. Nas suas linhas correm, hoje, as versões do próprio Mustang e as do Lincoln Continental.

 

Ou seja: é planta acostumada com certo luxo e grandeza, com esportividade e classissísmo – e com tecnologia avançada. Trabalha em dois turnos e seu ritmo atual de produção é de doze carros a cada 10 minutos, 1 mil 152 unidades por dia. Tem razoável nível de automação nas tarefas fabris básicas e a alta demanda mundial por Mustang garante o seu brilho e sua longa vida.

 

O Shelby GT 500 será o mais potente carro Ford homologado para andar nas ruas: tem turbo superalimentado e o dobro da potência do primeiro Shelby, de 1967. Foi desenvolvido pela Ford Performance, divisão da companhia encarregada de veículos de alto desempenho.

 

Também no fim da tarde a Ford anunciou oficialmente o crescimento de seu investimento em pesquisa e desenvolvimento de veículos elétricos, para US$ 11 bilhões até 2022. No domingo Bill Ford, presidente do conselho da empresa, em seu discurso de apresentação, fizera rápida referência a essa nova atitude de investimento – que contrasta com os US$ 4,5 bilhões anunciados em 2015 para o periodo até 2020. Implica o lançamento de “quarenta modelos híbridos ou totalmente elétricos em nossa linha global”.

 

Dezesseis desses novos modelos serão totalmente elétricos e os outros híbridos plug-in. Um deles será um utilitário esportivo para o qual a companhia pretende alto desempenho, o Mach 1.

 

Segundo dia – Do ponto de vista dos produtos a apresentação do Jeep Cherokee 2019 foi a salvação dos jornalistas na terça-feira, 16, o segundo dia do salão dedicado à imprensa: ganhou dianteira nova, mais equilibrada. A FCA Automobiles ainda negocia, internamente, a possibilidade de que seja exportada para o Brasil a partir do México – a mesma situação da Ram 1500, mostrada na segunda-feira.

 

A unica certeza é que a nova Wrangler será lançada no País no segundo semestre.

 

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Toyota contrata 145 para linha do Yaris em Sorocaba

A Toyota abriu 145 vagas de trabalho para a fábrica instalada em Sorocaba, SP, onde produz o modelo Etios. Segundo anúncio publicado no site da empresa, cem vagas são temporárias e dizem respeito a postos na área de produção. As outras cinco são para estagiários que atuarão em serviços de manutenção.

 

As contratações fazem parte do plano de expansão que a empresa está promovendo para a produção do modelo Yaris na unidade de Sorocaba, o qual demandará investimento de R$ 1 bilhão para preparação da nova linha. Com o modelo sendo produzido localmente, são esperados 300 novos postos de trabalho.

 

A fábrica de Sorocaba foi a terceira a ser instalada pela companhia no País, em 2012, e ocupa área de 3,7 milhões de metros quadrados. Foram investidos US$ 600 milhões para sua construção. Atualmente, emprega 1 mil 944 funcionários diretos e indiretos.

 

Afora a unidade, a Toyota mantém fábrica em Indaiatuba, SP, onde produz o Corolla, a fábrica de motores em Porto Feliz, SP, e uma unidade em São Bernardo do Campo, onde produz peças.

 

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Líbano recebe 25 unidades do Atego da Mercedes-Benz

A Mercedes-Benz embarcou na primeira quinzena deste ano 25 unidades do caminhão Atego 1729 para o Líbano. Os veículos serão usados na coleta de lixo da capital do país, Beirute. A negociação foi fechada no ano passado e ao todo 54 unidades do modelo foram exportadas para o país.

 

“Esse volume negociado demonstra, cada vez mais, que temos conquistado clientes no Oriente Médio, região que, juntamente com o Norte da África, tem reconhecido as qualidades do produto brasileiro”, afirma Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO América Latina.

 

Para atender à demanda do cliente e à legislação local, o Atego 1729 que será usado no Libano recebeu itens adicionais, como a instalação de iluminação externa de emergência no teto da cabina e entreeixo mais curto. As modificações foram feitas pela área de Custom Tailored Trucks, CTT, da empresa.

 

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Produção de pneus para pesados da Dunlop começará em 2019

A Dunlop, do Grupo Sumitomo Rubber do Brasil, anunciou em 2016 a expansão da sua fábrica para produção de pneus para caminhões e ônibus e para aumentar o volume que é produzido para veículos de passeio, com investimento de aproximadamente R$ 500 milhões, gerará cerca de 200 novos empregos. A AutoData visitou a fábrica da empresa, na Fazenda Rio Grande, Curitiba, para conhecer a produção de pneus de passeio e ver as obras que terminarão em 2019, com as operações programas para começar no segundo semestre.

 

A produção inicial será de 500 pneus para caminhões e ônibus por dia, mas não será suficiente para abastecer seus clientes, por isso, a empresa continuará importando o volume que a fábrica não será capaz de entregar. Rodrigo Alonso, gerente sênior de vendas e marketing, falou sobre os planos futuros para expansão:

 

“Aumentaremos gradativamente a produção dos pneus para pesados, para que no futuro o volume de importação seja cada vez menor até o momento que a fábrica será capaz de produzir tudo que comercializamos no Brasil. Porém, algumas medidas de pneus continuarão sendo importadas, por causa da baixa demanda, que não justifica a produção nacional. Todo esse trabalho é para crescermos no Brasil”.

 

Quando as obras terminarem, a produção de pneus para os veículos de passeio que também engloba os comercia leves, aumentará de 15 mil unidades por dia para 18 mil. Atualmente a fábrica opera em três turnos, sete dias por semana.

 

Mercado – De olho no promissor mercado brasileiro, de acordo com a empresa, a intenção é que este ano o fornecimento para as montadoras chegue a 23% do total produzido, alta de 6% na comparação com o ano passado e, consequentemente, aumentando sua participação de mercado, que está em 12,8% para os pneus de passeio e 6% no segmento de caminhões e ônibus.

 

Indústria 4.0 – A fábrica da Dunlop recebeu investimento total de R$ 1,3 milhão desde que começou a operar no Brasil e, parte desse valor, foi usado para modernização dos processos, se aproximando da indústria 4.0, com isso, o sistema de produção usado pela empresa demanda de 10% a 15% menos funcionários, na comparação com empresas que utilizam o método tradicional de produção. Segundo a empresa, o foco no controle de qualidade também evita o retrabalho de outras áreas.

 

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Vendas chegam a 97 mil unidades na quinzena

As vendas de veículos na primeira quinzena de janeiro chegaram a 97 mil unidades na quarta-feira, 15, segundo dados do Renavam. O volume vendido nos doze dias úteis do mês teve média diária de 8 mil unidades.

 

O desempenho mostrado no período, apesar de ser considerado o mais fraco em termos de vendas, é superior ao visto em janeiro do ano passado, quando a média diária do mês ficou em 6,7 mil unidades, fechando com 147,2 mil veículos vendidos. A expectativa do mercado é a de que os emplacamentos no mês fiquem próximos das 180 mil unidades.

 

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Brilho ainda silencioso

DE DETROIT, MI – A tradição do Salão de Detroit unia luzes e música em doses generosas. A crise de tantos anos forçou o bulício à aposentadoria: houve salões tão macambúzios que é melhor esquecer. Mas o deste ano, também no Cobo Hall, aberto à imprensa na segunda-feira, 15, se é quase silencioso ao menos tem brilho – luzes não faltam e isso prenuncia algo próximo da volta a melhores tempos. Mas tudo começou no domingo à tarde, quando a Ford apresentou o novo Edge ST, a nova Ranger e o seu Mustang Bullitt.

Bill Ford e Jim Hackett, CEO e presidente mundial da Ford abriram as apresentações. O Edge ST é o primeiro SUV Ford mexido pela sua divisão Performance, de veículos de alto desempenho, a nova Ranger também é exclusiva para o mercado dos Estados Unidos e, o Bullitt, uma versão limitada do Mustang em homenagem aos 50 anos do clássico filme estrelado por Steve McQueen: motor V8 5.0 de 480 cv que permite máxima de 262 km/h.

Nem sempre o Salão de Detroit mostra surpresas que chegarão ao consumidor brasileiro – desta vez o novo Volkswagen Jetta certamente será exceção: mostrado aqui com motor 1.4 tem câmbio de oito marchas e design traseiro que remete ao sedã Virtus.

Tiguan, importado do México, chegará ao Brasil ainda neste semestre, e o SUV Atlas, produzido aqui, será lançado aí até dezembro.

Mas quem fez mais festa na manhã da segunda-feira foi o Grupo BMW, pelos seus resultados do ano passado: alta rentabilidade, com 8% a 10% de taxa de retorno, com a produção recorde de pouco mais de 2,4 milhões de unidades no mundo todo. Renovou seus Mini hatch e cabrio e, por meio de comunicado, anunciou suas chegadas ao Brasil no segundo semestre.

Também na segunda-feira foram anunciados o carro, o utilitário e a picape do ano, respectivamente Honda Accord, Volvo XC60 e Lincoln Navigator.

 

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País descarta medidas de proteção contra aço importado

A Camex, Câmara de Comércio Exterior, decidiu na quinta-feira, 18, não aplicar medidas de proteção contra aços laminados, um dos principais insumos do setor automobilístico, vendidos por empresas da China e da Rússia ao Brasil. Se aprovadas, as medidas impediriam o dumping das empresas extrangeiras, que oferecem preços abaixo do valor do mercado tendo assim vantagens sobre os produtos nacionais.

 

O tema foi material de discussão entre os ministérios da Fazenda e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o MDIC, mais uma depois das divergências sobre o Rota 2030, o programa que ainda não entrou vigor para regulamentar o setor automotivo. No debate sobre a taxação do aço importado o MDIC defendeu que não impor medidas restritivas ao barato produto estrangeiro, o que acabou acontecendo, diminuiria a competitividade do aço nacional.

 

Coincidência ou não, as principais empresas do País reajustaram para cima o preço do material no período em que o tema seguia em discussão em Brasília, medida que causou um certo clima de tensão nos setores que mais consomem aço, como é caso do automobilístico.

 

A Fazenda, por outro lado, se posicionou favorável a não taxação do insumo temendo que a prática fosse considerada protecionista por parte da OMC, a Organização Mundial do Comércio. Afora isso, disse que não há um cenário de concorrência desleal pelo fato do aço importado representar uma fatia pequena do consumo interno, cerca de 6%.

 

Fato que a medida desagrada as produtoras de aço que atuam aqui. Tanto que o Instituto Aço Brasil, que as representa o setor, divulgou comunicado repudiando o posicionamento da Fazenda: “A expectativa é que o governo aprove as medidas propostas pelo MDIC de forma a corrigir as práticas desleais e sinalizar para o mundo que o País dispõe dos mecanismos adequados para defender a sua indústria”.

 

O ministro do planejamento, Dyogo Oliveira, quer investigar a atuação de cinco empresas suspeitas de praticar preços artificialmente reduzidos, o que é proibido pela OMC: “O que observamos é que, em virtude das consequências poderia haver aumento de preço, aumento de custo e redução de atividade econômica. A decisão mais acertada seria aprovar o antidumping e manter esse mercado sob avaliação”.

 

Com os preços do aço nacional em elevação, há incertezas no mercado se o fato provocará reflexos na produção de veículos, onerando as fabricantes. A reportagem de AutoData tentou ouvir algumas delas e as respostas obtidas dão conta de que nenhuma deve se posicionar isoladamente sobre o tema. Consultada, a Anfavea, que as representa institucionalmente, não se pronunciou sobre o assunto até o momento.

 

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Volkswagen terá divisão de serviços em Ruanda

A Volkswagen instalou em Ruanda, na África, a Volkswagen Mobility Solutions Rwanda, uma empresa de serviços de mobilidade integrada. O anuncio faz parte dos planos que a empresa possui de expandir sua participação no continente.

 

Com o empreendimento, a empresa se concentrará nos serviços de mobilidade baseados em aplicativos, como o compartilhamento de carros e o transporte de ruas em Ruanda. Este ano, houve lançamento de um serviço de compartilhamento de carros na capital de Kigali com cerca de 150 veículos da marca VW.

 

A frota de veículos necessária para as soluções de mobilidade planejadas deve ser totalmente absorvida pela produção local. Para este fim, uma instalação de montagem de veículos no País deve ser estabelecida na capital Kigali.

 

Volkswagen e CFAO, parceiro na África para a distribuição e montagem de veículos, assinaram uma carta de intenção para esse efeito. Inicialmente serão produzidos os modelos Polo e Passat.

 

Afora Ruanda, a fabricante também possui atuação em outros três locais: produz veículos na África do Sul desde 1951. Na Nigéria, monta veículos desde 2015 e, no Quênia, desde dezembro de 2016.

 

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Consultoria JD Power do Brasil anuncia novo gerente

A consultoria JD Power anunciou na quinta-feira, 18, a contratação de Ari Kempenich para o cargo de gerente de soluções automotivas. A chegada do executivo, segundo a empresa, está alinhada com os planos para a expansão da empresa no país.

 

Com mais de duas décadas de experiência nas áreas de vendas, pós-vendas, marketing, planejamento, desenvolvimento de rede de concessionárias em fabricantes de veículos, o executivo atuou em importantes empresas do setor como Kia-Geely, Nissan, Case New Holland e General Motors.

 

O executivo será responsável por gerenciar projetos de consultoria automotiva e desenvolver novos projetos para auxiliar na expansão e incremento de novas oportunidades de negócios.

 

É formado em administração de empresas na FGV, a Fundação Getúlio Vargas, e pós-graduado em Finanças na mesma instituição.

 

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